Lista de Poemas
Poemas publicados
Infringências oníricas do sonho e seu enredo
das margens do desejo,
em profundas ondas,
o homem navega, adredemente,
tudo que se sonha
o sonho
na jusante do seu desejo
navega o sujeito, …
Quando não há escolha
A fome rasga meu estômago, mas a boca não saliva o suficiente para saciar.
A ansiedade rasga meu peito, mas as pernas não se mexem.
Ela está vindo em minha direção, va…
O facto de respirar …
O facto de respirar …
O acto de respirar pod’nem ter poesia,
E o que realmente não tem, não pode,
Nem faz parte, é a vontade contida, vil
A…
Por onde vagueia o tempo
Por onde vagueia o tempo vagueia esta solidão movediça e versátil
Mutável e vacilante cada palavra apregoa uma emoção tão subserviente
Em cada estrofe imper…
E fez-se luz...
E fez-se luz depois desta escuridão quase estridente e compulsiva
E a noite depois de despida acoitou-se no berço de uma palavra cativa
E o silêncio depois …
Dialética menção das quantidades em trânsito
num salto informe
explode a quantidade
e deita-se, assim diversa,
em libertar-se qualidade
dos vincos da matéria
escondida nos números
a gen…
PERTUBADA
dentro de uma mente perturbada ainda é capaz de florescer frutos que não foram regados?
me diga, ainda que haja escuridão, é capaz de aqui, nascer um campo florido?
po…
Interligações em verbos e constâncias
o poema
imprime cicatrizes
as que venham do verbo
e as que se digam raízes
umas a doer no cérebro
outras a construir marquises
o poema entorn…
ESQUECER
Esquecer é um sofrer diário,
É chorar sem vontade.
Uma dor que não termina.
É lembrar todo dia
Que devo te esquecer.
E assim vou lembrando,
Atorme…
Ao Camarada Stuart Edgar Angel Jones II
Camarada Stuart
do vão da tua lembrança
chovem todos os brasis
que guardamos na esperança
Camarada Stuart,
mesmo que não pressintas,
teu jeit…
Quando não há escolha
A fome rasga meu estômago, mas a boca não saliva o suficiente para saciar.
A ansiedade rasga meu peito, mas as pernas não se mexem.
Ela está vindo em minha direção, va…
Ainda a escravidão
Idos e enfraquecidos
Passam como garrotes
Devorados por leões enfurecidos
Por estradas de paralelepípedos
Prosseguindo esse árduo …
Provecta juventude
menino
desde cedo
dei-me por velho
em certezas
velho
desde tarde
dei-me por jovem
dúvidas que guardo
a certeza é uma dúvida
Ainda a escravidão
Idos e enfraquecidos
Passam como garrotes
Devorados por leões enfurecidos
Por estradas de paralelepípedos
Prosseguindo esse árduo …
DIRETO NO PEITO
Quando senti a lâmina fria
Cravada em meu peito,
Entendi que tudo estava acabado,
Ali, abatido, vi a vida indo embora.
E a vida me dava adeus
Com …
A SEDE DA RUA
Após três semanas de intensas chuvas, minha rua de areia preguiçosamente ainda filtra as ultimas poças, cuja lama vai sendo ressequida pelo forte sol e o fétido cheiro do barro …
Língua Pátria de Muitas Pátrias
(Ao Embaixador do Brasil em Portugal, José Aparecido de Oliveira)
Silêncio, novos velhos do Restelo:
Aves canoras, fúteis e agoirentas,
Licenciadas bichas e…
Perfeitos no amor e no pranto …
Prefeitos do amor e do pranto,
Assim somos nós hoje, predefinimos
Quem gostamos em função da distância
Do pâncreas ao estômago e esófago,
A…
da nova predição em laica visagem
os reis, já magros,
incensam o ouro
desesperados
os reis, mirrados,
amputam o futuro,
parasitários
e o mundo resolve,
nos céus que…
Dos velejares históricos da vida
a história
nunca é antiga
tudo que lhe rege
é a vida
o dize-la passada
é só disfarce
de quem não a faz
com todas as artes
a h…
Atabaques em vazão corrente
o lé configura o batuque
no fraseado da gira
e solta pelo espaço
as energias que usina
rumpi engrossa a vertente
dos africanos sentidos
jogan…
Velha intervenção dos pruridos do tempo
no aparente avesso do espaço
o tempo da-se como lida
dos contratempos do mundo
em todas suas medidas
e ajuizado como valor
de decrescente subida
Artigo: Morte
O que é a morte
Se não o fim desse ciclo?
O que é a morte
Pra quem se vive dentro da mortalidade?
O que é a morte
Senão o fim do sofrimento?
O que …
Africano mote de memória bruta
as Áfricas que trago
no berço do coração
remontam todos os anos
que trago pelas mãos
assim trançadas no peito
como uma memória infinita
mede…