Lista de Poemas
Poemas publicados
Onde
Na anarquia do silêncio o poema imaginário
Cavalga as palavras quais indizíveis corcéis
Para alcançar verdes sussurros, tão fictícios
Daquele olhar cheio de encan…
MUTUAMENTE
Toda alma deveria morrer de paixão
Pelo frasco que a acolhe transigente
Onde o inseparável espírito coabita
Fartando-se de efemeridades e benesses
Entre deli…
sonhos que sonhei demais...
o céu infinito está escuro
e o vento sopra desabrido
gaivotas voam em círculo
tempo de inverno duro!
o sol atravessa a madrugada, descolorido
o mar géli…
Carta à minha amada
Com rios escorrendo dos olhos,
Escrevo esta missiva para ti.
Espero que, ao lê-la,
Teu coração não venha a se partir. Não sabes o quanto anseio
Sair logo daqui
E…
Home
Keeping myself silent
While I see you disappear
How can you fight violence
When your feelings are near?
I beg and cry
I am treasured by your soul…
Da fluvial procura de humanos mares
o rio, corrido pela tarde
derrama-se em passeata
na líquida e tenaz vontade
de ter um mar que invada
o mar, adredemente esparramado,
abraça o rio …
Rio
Sei de um rio alado
Para lá do tempo
Que se escreve de longe
Como se fosse vento
É nele que amanheço
A vida inteira
<…
MUTUAMENTE
Toda alma deveria morrer de paixão
Pelo frasco que a acolhe transigente
Onde o inseparável espirito coabita
Fartando-se de efemeridades e benesses
Entre deli…
Indisfarçavelmente II
Indisfarçavelmente o tempo recua um centésimo de
Segundo ao ruir num excêntrico silêncio descomedido
Canoniza e enaltece aquele eco síncrono e tão ensurdeci…
Ofertório
O amor é um desprendimento involuntário
&
Afeito
as interpretações mundanas.
Quem conhece seus desejos mais obscenos?
E quão sórdido levanta…
PRA TI ENFEITEI A TARDE
pra ti enfeitei a tarde
com perfumadas rosas
esperando teu regresso
emoldurei teus gestos no quadro da memória
cultivei no peito o lume da manhã<…
Do poema transeunte de sinapses e tramas
à noite, como um rio,
o poema inteiro transita
entre as sinapses que tenta
e os ombros da notícia
tudo que lhe forma
no aval das palavras
é a…
Da cobra em ritmos e jornada
a cobra, como um rio,
escorre o corpo em campo
no descampado urgente
do seu desafio
inconstante no seu arbítrio
flutua como possível
o caminh…
Última carta de amor 1 de Dezembro de 2012...
A chuva caía lá fora,
e eu ali sentado, fumando um cigarro,
na espera de um sinal teu,
ao menos sei lá, um olá meu bem,
os segundos corriam velozmente,…
Quântica resenha de elétrons em flash
quântico
o elétron saltita
entre a realidade
e a contradita
farto
de estar ubíquo
larga-se no tempo
como um indício
tudo que …
Egolatria em doses reptícias
no raso de si
como um aviso
o ego mergulha
todos os artifícios
e na sua lida,
ensimesmado, claudica
como uma fantasia autofágica
posta …
Jornada temporal em causas e efeitos
e no viés da vida
ensimesmado
o homem desarquiteta
as curvas do passado
e o futuro
alinhavado aos trancos
inventa todos os tempos
em que…
Silêncios do sul
Ouço um silêncio vindo do sul e nele flutua minha
Prece tranquilamente indiscutível, felina e intangível
As Palavras desvairadas adentram este poente quase …
A nudez das brisas
Desperta além uma brisa nua prenhe e fantástica
Acolchoada a manhã perfuma cada pétala de luz bombástica
Uma convulsiva e serena solidão alimenta esta ilusã…
Passado
A garganta embrulha
Falta ar
No peito, uma massa densa cresce
Pesa
É o mesmo de antes
A lágrima escorre
A mente sabota
O medo aumenta
A a…
Verdes acenos em vazão escorreita
drapejando exata
como uma bandeira
a árvore esculpe a vida
das amazonias em que seja
o rio,
serpente líquida,
borda caminhos na mata
em…
Meu Livro
Troveja
Diante deste frio ardente
Estás aqui
Meu livro.
Sussurros
Desta chuva diluente
A afogar a manhã toda
E deixa o dia desplan…
MUTUAMENTE
Toda alma deveria morrer de paixão
Pelo frasco que a acolhe transigente
Onde o inseparável espirito coabita
Fartando-se de efemeridades e benesses
Entre deli…
Anarquia dos silêncios
Na anarquia dos silêncios sobrevive um eco quase asfixiado
Diacrítico o tempo modula a fonética de cada desejo enamorado
Sem til, acento, cedilhas ou tremas…