Lista de Poemas
Poemas publicados
Paixão
Neste dia de natal já fomos abençoados, as órbitas dos planetas já se realinharam e o universo já se encontra equilibrado novamente...
Viajei na imensidão poética <…
O poema mais lindo do mundo
Ao ostracismo proclamado
Naquele poço tão sombrio
O criado, afônico, viu-o rompido
Nos urros do poeta prolixo
Num pranto ao seio, esboçado
T…
.
porque quando estamos conhecendo novas pessoas
a gente quer sempre mostrar que somos perfeitos
porque não começar com os defeitos?
temos medos, temos segredos, ma…
Ó BELA IMORTAL POESIA [MANOEL SERRÃO]
Haverão de ser alma e carne, espírito, inspiração; de ser cria e espontânea criação.
Haverão de ser pulso, impulso, luz e pulsação; de ser qualquer co…
O NÃO DIZER [MANOEL SERRÃO]
Prefiro não dizer para saber dizer, d o que dizer para nada não saber dizer.
se pudesse perder
SE PUDESSE PERDER
É tão difícil sobreviver sem ar;
É tão difícil sobreviver sem água;
É tão difícil sobreviver sem luz;
É tão difícil sobreviver sem vo…
noite de Natal...
uma alegria estranha
vozes diluem-se à distância
ecos ao longe, vindos da
infância...gente ordeira e
submissa, tocam os sinos
não se escolhe o destino
só pra ver
Sozinha no quarto
tocando na tecla do meu not
eu espero 00:00 noite chegar
para ver que estar tudo em silêncio
Que calmaria
Que da vontade de fica…
O DIA EM QUE O MUNDO ACABOU [Cine Theatro Ideal] [MANOEL SERRÃO]
Vivo em letras garrafais, anunciava no Cine o cartaz:
Breve O Dia em que o Mundo Acabou. Ó Mãe passa?
Passa filho, a Vida estreia e em b…
O pescador de sonhos
A noite redimida e fluorescente
Sucumbe ali tão reluzente
Circunscreve na escuridão uma
Memória bravia, conversa e resiliente
À deriva flui…
Esse subtil estado do ser
A noite emaranhada num breu profundo
Deixa uma colectânea de emoções anónimas
Exilar-se em subtis gargalhadas tão axiónimas
Sem pseudónimo o tempo vas…
Quintal
No quintal da antiga quinta
A vinha seca esmigalha-se
Na folhagem do outono espalha-se
Daquela brisa faz inverno
E comovida em ardor interno
F…
RECEITUÁRIO [MANOEL SERRÃO]
Sem desculpas antissépticas.
Sem indiretas antiácidas.
Sem mentiras efervescentes.
O perdão? Vês, o perdão é bucal e enxagua tório cicatrizante…
Flor se fez dor
Dirás que sozinho vivo?
Não me bastou o côncavo tempo
As gélidas lágrimas ao relento
Pretérito árido e cativo
Traguei à sarjeta do alambique <…
Soneto Pulsante
Velavam os pés áridos
Beijavam os calejados dedos
Incitavam os quietos medos
Sepultavam os sonhos ávidos
Naquele alpendre tímido
Mem…
UM LADO E A OUTRA FACE [Manoel Serrão]
[Dedico a todos que de um certo modo direta ou indiretamente já conviveu ou já viveu na própria carne o inferno da bipolaridade]
Um lado.
Uma f…
Poeta Andarilho
Me tornei um ébrio andarilho
Nas estradas secas da solidão
Num bisaco em cacos o coração
Os levo feito um pobre maltrapilho
Tu me deixa sem graça
é muito linda, mas será que vai me querer?
tó com medo, tó sem graça
a dúvida ta aqui morena
que olhar é esse, que me deixa tão cego?
só de você falar …
Soneto ao Crepúsculo
Ouvi da varanda um clamor
Gritos lúgubres, suspirados
Olhos secos arrancados
Enlouquecidos pela dor
Fronte inchada, amargurada
Maltrapil…
NATAL
Natal festa que me dá tristeza
E eu me esqueço da beleza do existir
Prefiro até fugir
Fui criança pobre
Tinha sapato furado
meia idem.
Camisa reme…
Flor se fez dor
Dirás que sozinho vivo?
Não me bastou o côncavo tempo
As gélidas lágrimas ao relento
Pretérito árido e cativo
Traguei à sarjeta do alambique <…
Palavras Rasgadas
Não devo sussurrar
Não posso gritar
Tampouco expressar
A cura dos teus abraços
A solidão que me consumia
Aos poucos derretia
Nos seus b…
Orgânico silêncio
Lá no fundo do ventre espreita todo
Este silêncio orgânico, tão intimidante
Quase lisonjeado…sempre inquietante
Nua e esfarrapada a noite sucumbe
COSTUMES
O que orbita entorno ao teu coração
Reconforta esse peito descuidado
Aproxima-te da minha terra impura
Revive meu jardim já desbotado
Tomando aflições…