Lista de Poemas

Amor mais fino que o amor dos bem-aventurados é abrir o coração e fechar os olhos. (...) Os outros bem-aventurados amam com o coração aberto e com os olhos abertos: mas os serafins que os vencem no amor amam com o coração aberto e com os olhos fechados.

 

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Oh!, que perfeito, Oh!, que divino, Oh!, que ditoso modo de amar! Amar com igualdade no amor, porque o mesmo coração é o que ama: e amar sem dúvida na correspondência, porque o mesmo coração é o que corresponde: antes o mesmo amor em unidade recíproca é amor e correspondência juntamente; porque não podiam os amores ser dois quando os amantes se tinham transformado em um.

 

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O amor-próprio sempre cego ou não vê ou não quer crer, que é a maior cegueira.

 

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Todos fora felicidade antever: os felizes para a esperança e os infelizes para a cautela.

 

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O espelho primeiro foi instrumento do conhecimento próprio, e depois do amor-próprio, que é a raiz de todos os vícios.

 

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O amor tem a satisfação no coração próprio e não nos olhos alheios.

 

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Não há palavra que mais lastime e magoe o coração na despedida dos que se amam que um nunca mais.

 

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O amor acredita-se no supérfluo: quem ama pouco contenta-se com o que basta: quem ama muito contenta-se com o que sobeja; e quem ama mais que muito nem com o que basta nem com o que sobeja se contenta, ainda sobe mais, ainda passa mais adiante.

 

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O amor pesa-se na balança da paciência: padecer menos é amar menos; padecer mais é amar mais.

 

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Entregar o coração com os olhos abertos é querer a vista por prémio do amor: entregar o coração com os olhos fechados é não querer no amor nem o prémio da vista.

 

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