Citações
Citações para inspirar e refletir
Muito mais custa abrir a boca para pedir que fechá-la para calar.
48
Cada um ouve não conforme tem os ouvidos, senão conforme tem o coração e a inclinação.
50
Quando os homens se acomodam a que as coisas se partam e se repartam, com o que se cobre um se podem contentar quatro.
47
Todo o relógio perfeito não só dá horas, mas tem um braço mostrador com que as aponta.
44
O ofício e obrigação dos poetas não é dizerem as coisas como foram, mas pintarem-nas como haviam de ser ou como era bem que fossem.
45
As palavras que somente são palavras podem-se ouvir ainda que se não entendam; as obras que são palavras, se não se entendem, não se ouvem.
50
Não há mais nobre nem mais alto modo de pedir que não pedindo.
50
Um único remédio tem o invejado, e é saber afrouxar a ostentação.
65
Quem não pergunta por ignorância, pergunta por gosto.
61
Para o que vive em paz e descanso, (a morte) é amarga; para o que vive em trabalho e miséria, (a morte) é doce.
55
O parto dos negócios são as resoluções; e aqueles em cujas mãos nascem estes partos (ou seja, escrevendo ao tribunal, ou seja, escrevendo ao príncipe) são ministros de pena. E é tal o poder, a ocasião e a subtileza deste ofício que com um jeito de mão e com um torcer de pena podem dar vida e tirar vida.
33
A primeira regra ou o á-bê-cê da mercancia é passar as cousas da terra onde as há e valem pouco, para onde as não há e valem muito.
49
Obra-se mal não só quando se obra, nem só quando se aconselha, senão também quando se permite.
42
Um homem com a morte e sepultura diante dos olhos não é muito que nem a pedir, nem a desejar se atrevesse mais que o necessário e preciso para viver, ou para não morrer.
45
Não há obra tão boa que por mal vista não possa ser maldita.
44
Os dois efeitos, ou consequências, que fazem a necessidade mais miserável e mais para temer são (...) que a pobreza e a fome, primeiro, desprezam a honra e, depois, destroem a virtude, perdendo-se no mesmo naufrágio a fama e a consciência, que são os maiores bens desta e da outra vida.
44
Uns nascem, outros morrem, uns vêm a este mundo, outros saem dele, e o mundo, como teatro destas representações, sempre está no mesmo lugar e não se move.
62
Se nós mesmos nos não quisermos enganar, ou cegar, que outra coisa é este mundo senão um hospital comum da natureza humana, em que todos padecem, todos gemem, e como nele não há estado ou fortuna isenta de misérias e dores nenhuma há também enxuta de lágrimas.
45
Que errado anda o mundo, e mais o nosso, em julgar e introduzir que os passos vagarosos sejam os mais autorizados! Se por vagares se perde o mundo todo, como pode consistir a autoridade dele nos mesmos meios de sua perdição?
71
Fazei obras boas e estai moralmente seguros que sois predestinados.
44
Os mais felizes reinos não são aqueles que têm as mais bem entendidas cabeças, senão aqueles que têm as mais bem entendidas mãos.
48
As obras são filhas dos pensamentos; no pensamento se concebem, do pensamento nascem, com o pensamento se criam, se aumentam e se aperfeiçoam: e como os filhos recebem dos pais a natureza, o sangue e o apelido.
54
A necessidade, a pobreza, a fome, a falta do necessário para o sustento da vida é o mais forte, o mais poderoso, o mais absoluto império que despoticamente domina sobre todos os que vivem.
46
É necessário ter respeito aos merecimentos de cada um, porque se não levem os favores por respeitos. Desgraçada foi sempre a república onde alcança mais a protecção e não o merecimento; porque os mesmos méritos hão-de ser o tribunal onde se há-de pretender.
34
Assim como a obediência é o compêndio e união de todas as virtudes, assim a desobediência é o dispêndio e destruição de todas.
46
Luzimentos no obrar logo pedem armas para defender.
41
As obras são filhas dos pensamentos.
39
O mar é este mundo, cheio de tantos perigos, combatido de todos os ventos, exposto a tão frequentes tempestades.
66
Nada no mundo se conserva sem alguma mescla.
32
Assim como o mundo hoje ainda não é para os que hão-de nascer, porque eles ainda não são, assim o mesmo mundo já não é para nós quando morremos, porque já não somos.
60
Em havendo olhos maus, não há obras boas.
50
O ódio da virtude faz pecado, da verdade faz mentira; castiga a inocência e livra a culpa.
36
Tal é o mundo que muitas vezes parecem finezas de amizade o que são ódios refinadíssimos.
47
Os lugares que dependem da vontade e poder alheio ou os distribui a justiça, ou são indulgências da graça. Para a justiça é necessário o merecimento, para a graça é necessário o favor.
50
Nenhum outro meio podemos tomar mais seguro em uma passagem forçosa, e tão incerta, como desta para a outra vida.
47
As coisas (...) não são de quem as logra, senão de quem as merece.
49
Os que vêm depois, comparados com os que vieram antes, não se medem tanto por tanto, senão tanto por mais. Se fizestes mais, sois igual, se fizestes tanto, sois menos.
58
A imagem mais perfeita, a proporção mais ajustada e a medida mais igual da obra é o conhecimento de si mesmo em quem a faz.
51
Pode sempre mais que a obrigação o interesse.
42
Se o Sol, que é sempre o mesmo, todos os dias tem um novo nascimento e um novo ocaso, quanto mais o homem por sua natural inconstância tão mudável, que nenhum é hoje o que foi ontem, nem há-de ser amanhã o que é hoje!
57
Nos olhos humanos, as boas obras, ou enquanto vistas não podem ser boas, ou enquanto boas não podem ser vistas.
55
E que dê eu as costas ao mundo, quando o mundo me vira as costas, não é muito: mas que quando o mundo me mostra bom rosto dê eu de rosto ao mundo, esta é a valentia maior. Que quando o mundo se ri de vós, vós choreis por ele, oh!, fraqueza! Mas que quando o mundo se ri para vós, vós vos riais dele, oh!, valentia!
40
Quando gastamos o tempo em obras boas, compramos o mesmo tempo e tornamos a fazer nosso o que tínhamos vendido.
12
Tudo o que se obra honesto, ainda que com trabalho, honesto fica e o trabalho passa; o que se obra torpe, ainda que com gosto, passa o gosto e fica a torpeza.
54
Nem tudo o que parece misericórdia é misericórdia e verdade. Há misericórdias que são misericórdias e mentiras. Parecem misericórdias e são respeitos: parecem misericórdias e são interesses: parecem misericórdias e são outros afectos tão contrários desta virtude como de todas.
50
Os muros, como o cinto, não são muros enquanto se não fecham.
45
Pensão muito antiga das coisas boas e grandes serem acusadas de novas.
7
Considerai e medi bem os degraus, uns tão altos, outros tão baixos, por onde, tropeçando, ajoelhando e caindo, ou se perde a pretensão, ou se chega finalmente a tomar posse do lugar pretendido, e vereis quanto mais custa o alcançar que o merecer.
20