Citações

Citações

Citações para inspirar e refletir

Padre António Vieira
Padre António Vieira
Com as armas se sustentam os reinos, mas sem pão não se sustentam as armas; porque melhor pelejam os soldados mantidos do que guerreiam armados; e mal pode sustentar com armas um reino quem não pode sustentar nas mãos as armas.
43
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Não há votos mais perniciosos na paz e na guerra, nem mais bem aceites comummente aos que governam o leme, que os que por poupar a fazenda impossibilitam as acções, com o que o que havia de ser trabalho é ociosidade, e o que havia de importar muito se resolve em nada.
49
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Só a necessidade há-de obrigar à guerra, mas a vontade sempre há-de desejar a paz.
48
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Crescer a grandeza que se não pode sustentar é enfraquecer.
48
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Os modos de guerrear são tantos quantos tem inventado o amor para a defesa própria, e o ódio para a ruína do inimigo.
34
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A natureza fez o comer para o viver e a gula fez o comer muito para o viver pouco.
44
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Mais se conquistam os reinos com a guerra civil dos próprios que com a guerra viva dos estranhos.
48
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A maior gula da natureza racional é o desejo de saber.
48
Padre António Vieira
Padre António Vieira
O pó futuro, o pó em que nos havemos de converter, vêem-no os olhos; o pó presente, o pó que somos, nem os olhos o vêem nem o entendimento o alcança.
44
Padre António Vieira
Padre António Vieira
O erro por que muitas vezes se não acertam as eleições dos ofícios é porque se buscam os homens grandes nas casas grandes, e eles estão escondidos nas casas pequenas.
51
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Não basta que as coisas que se dizem sejam grandes, se quem as diz não é grande.
9
Padre António Vieira
Padre António Vieira
É a guerra aquela calamidade composta de todas as calamidades em que não há mal algum que ou se não padeça, ou se não tema; nem bem que seja próprio e seguro.
13
Padre António Vieira
Padre António Vieira
As feridas são a gala e glória dos soldados como dos mártires: quanto mais feridos, mais retalhados e mais espedaçados, tanto mais valentes, mais honrados, mais famosos.
40
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Os homens são mais feras que as feras e mais demónios que os mesmos demónios. Os demónios não têm carne nem sangue, porque são espíritos; as feras não têm entendimento nem vontade, porque se governam por instinto: e os homens são piores demónios que os demónios, porque são demónios com carne e sangue; e são piores feras que as feras, porque são feras com entendimento e vontade.
82
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Quem quiser ver claramente a falsidade das histórias humanas leia a mesma história por diferentes escritores, e verá como se encontram, se contradizem e se implicam no mesmo sucesso, sendo infalível que um só pode dizer a verdade e certo que nenhum a diz.
39
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Somos pouco maiores que ervas, e fingimo-nos tão grandes como as árvores; somos a coisa mais inconstante do mundo, e cuidamos que temos raízes; se o Inverno nos tirou as folhas, imaginamos que no-las há-de tornar a dar o Verão; que sempre havemos de florescer, que havemos de durar para sempre. Isto somos e isto cuidamos.
37
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Quem pode mostrar na sua mão os despojos sempre tem por si a presunção da vitória.
50
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Não há grande empenho sem mistura de doidice. E a razão é porque para qualquer homem obrar heroicamente, e se exceder, e levantar sobre si, é necessário sair de si.
14
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Mais para temer é um homem desarmado, com entendimento, que todas as feras armadas, sem ele.
48
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A enfermidade mais geral de que adoecem as cortes, e a dor ou o achaque de que todos comummente se queixam, é de mal despachados. Em alguns se queixa o merecimento, em outros a necessidade, em muitos a própria estimação e em todos o costume. O benemérito chama-lhe sem-razão, o necessitado diz que é crueldade, o presumido toma-o por agravo e o mais modesto dá-lhe o nome de desgraça e pouca ventura.
31
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A natureza a todos os homens fez iguais; a fortuna é que fez os altos, os baixos e os baixíssimos.
50
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A esperança é um afecto que, suspirando sempre por ver, vive de não ver e morre com a vista.
43
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Bem fora que pudera mais com os homens, a memória, que a esperança.
52
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Por onde começa a natureza, há-de começar a graça, a qual não é segura na idade varonil, se não trouxe as disposições desde a infância. Naquela idade tenra e branda se imprime fácil e solidamente o que na robusta e dura mais fortemente se resiste do que se recebe.
57
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Nenhuma coisa se pode prometer à natureza humana mais conforme a seu maior apetite, nem mais superior a toda a sua capacidade, que a notícia dos tempos e sucessos futuros.
46
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Não há maior tormento no mundo que o esperar: nem pode haver maior empenho no mundo que o ser esperado. Quem se sujeitou a esperar sacrificou-se à maior pena; quem se sujeitou a ser esperado arriscou-se à maior empresa.
55
Padre António Vieira
Padre António Vieira
É a esperança um composto de desejo e confiança: com a vontade, deseja e com o entendimento, confia.
51
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Os homens costumam conhecer nos outros, não a pessoa, senão a fortuna.
59
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A fortuna nunca iguala os desejos dos homens.
38
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Para a esperança estar inteiramente satisfeita, parte da satisfação há-de pertencer ao desejo e parte à confiança: ao desejo para o alívio; à confiança para o seguro.
48
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Se o fundamento dos erros humanos é o efeito natural de serem os homens, bem se segue que nenhum homem se pode livrar desta pensão da humanidade, por douto e sapientíssimo que seja.
42
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Não pode ser um estado bem governado, cujos ministros são interesseiros. Como procurará a abundância o que tem seu lucro na carestia? Como amará a república quem idolatra os seus tesouros? Onde reina esta cobiça falta a quietação e a paz, caem as monarquias. São os mui atentos em suas fortunas perigosos em os grandes postos.
35
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Três mais há neste mundo pelos quais suspiram, pelos quais anelam, pelos quais morrem e pelos quais se matam os homens: mais fazenda, mais honra, mais vida.
53
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Se as dores inconsoláveis podem ter alguma consolação e alívio, é a semelhança ou companhia de outrem que as padeça iguais.
54
Padre António Vieira
Padre António Vieira
De um erro nascem muitos, e sobre fundamento tão errado nunca houve edifício certo.
50
Padre António Vieira
Padre António Vieira
No erro secreto em que se não perde a honra, facilmente se sujeita a própria opinião à verdade, mas no público e censurado, em que a honra se perde, ou ela defende o erro, ou o erro a defende a ela contra a mesma verdade conhecida.
40
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Vemos que todo este mundo é vaidade, que a vida é um sonho, que tudo passa, que tudo acaba, e que nós havemos de acabar primeiro que tudo, e vivemos como se fôramos imortais, ou não houvera eternidade.
34
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Não há coisa que mais sintam os pais do que os castigos e penas dos filhos e descendentes.
46
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Quem não dá todos os dias do ano não dá o ano, dá partes dele somente.
43
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Nenhuma coisa deste mundo pára ou permanece, todas passam.
39
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Os que têm padrinhos em palácio escaparão, e os que os não têm morrerão.
48
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Ainda que seja muito segura, muito firme e muito bem fundada a esperança é um tormento esperar.
46
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Foram muito menos os danos em que caíram os homens por lhes faltar a notícia do passado que aqueles que cegamente se precipitaram pela ignorância do futuro.
52
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A pintura tem cores e sombras, claros e escuros; e tanto se descobre a soberania do seu espírito no claro do que diz, como no escuro do que cala.
46
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Os estados não tratam de reputação, senão da utilidade.
43
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A ciência dos erros alheios é fácil, se se examinam sem ódio nem interesse; a dos erros próprios é muito difícil, porque sempre os julgamos subornados do próprio amor.
57
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Tudo aquilo que se faz para os olhos dos homens, ainda que se faça, não se faz.
43
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Quanto é mais eficaz e poderosa para mover os ânimos dos homens a esperança das coisas próprias que a memória das alheias?
46