Citações

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Citações para inspirar e refletir

Padre António Vieira
Padre António Vieira
Como pode ser lícito nos grandes o que nos pequenos é delito? Bem mais depressa se mancha o puro do cristal que o grosseiro do barro.
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Padre António Vieira
Padre António Vieira
A esperança promete bens, o temor ameaça males, e entre promessas e ameaças tanto vem a se padecer o que se espera, como o que se teme.
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Padre António Vieira
Padre António Vieira
Três mais há neste mundo pelos quais suspiram, pelos quais anelam, pelos quais morrem e pelos quais se matam os homens: mais fazenda, mais honra, mais vida.
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Padre António Vieira
Padre António Vieira
Crescer a grandeza que se não pode sustentar é enfraquecer.
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Padre António Vieira
Padre António Vieira
A natureza a todos os homens fez iguais; a fortuna é que fez os altos, os baixos e os baixíssimos.
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Padre António Vieira
Padre António Vieira
Os que nasceram grandes, se se vêem abatidos, rebentam; e os que nasceram humildes, se se vêem levantados, estouram.
50
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Enfim, que neste jogo que o mundo chama da fortuna não consta o ser má ou boa, senão no bom ou mau uso dela.
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Padre António Vieira
Padre António Vieira
Assim como há esperanças que tardam, há esperanças que vêm. (...) As esperanças que tardam tiram a vida; as esperanças que vêm não só não tiram a vida, mas acrescentam os dias e os alentos dela.
46
Padre António Vieira
Padre António Vieira
As feridas são a gala e glória dos soldados como dos mártires: quanto mais feridos, mais retalhados e mais espedaçados, tanto mais valentes, mais honrados, mais famosos.
47
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A esperança satisfaz-se com a medida do que se espera.
55
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Os que têm padrinhos em palácio escaparão, e os que os não têm morrerão.
56
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A inclinação mais natural, mais viva e que mais fortes e profundas raízes tem lançado na natureza humana é o desejo ou apetite da glória.
50
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A enfermidade mais geral de que adoecem as cortes, e a dor ou o achaque de que todos comummente se queixam, é de mal despachados. Em alguns se queixa o merecimento, em outros a necessidade, em muitos a própria estimação e em todos o costume. O benemérito chama-lhe sem-razão, o necessitado diz que é crueldade, o presumido toma-o por agravo e o mais modesto dá-lhe o nome de desgraça e pouca ventura.
35
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Dizem que os que governam são espelho da república: não é assim, senão ao contrário. A república é o espelho dos que a governam. Porque assim como o espelho não tem acção própria, e não é mais que uma indiferença de vidro, que está sempre exposta a retratar em si os movimentos de quem tem diante, assim o povo, ou república sujeita, se se move, ou não se move, é pelo movimento ou sossego de quem a governa.
39
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Os estados não tratam de reputação, senão da utilidade.
50
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Nenhum homem há que falando de glória diga o que ela é, senão o que não é; enfim, que falando de glória todo o homem mente.
51
Padre António Vieira
Padre António Vieira
É a esperança um composto de desejo e confiança: com a vontade, deseja e com o entendimento, confia.
57
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Não há maior tormento no mundo que o esperar: nem pode haver maior empenho no mundo que o ser esperado. Quem se sujeitou a esperar sacrificou-se à maior pena; quem se sujeitou a ser esperado arriscou-se à maior empresa.
64
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Mais dá quem despreza o que espera que quem dá o que possui.
53
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Os governos são para fazer bem com o pão próprio, e não para acrescentar os bens com o pão alheio.
36
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Nos pecados de ministros, se o poder se ajunta com a ambição, com a soberba, com o ódio, com a vingança, com a inveja, com o respeito, com a adulação, não há lei humana nem divina que se não atropele, não há merecimento que se não aniquile, não há incapacidade que se não levante, não há pobreza, nem miséria, nem lágrimas que se não acrescentem, não há injustiça que se não aprove, não há violência, não há crueldade, não há tirania que se não execute.
59
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Tanto são maiores finezas quanto mais ocultas, porque fazer o benefício e esconder a mão, assim como é maior generosidade, assim é maior fineza.
51
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A fortuna nunca iguala os desejos dos homens.
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Padre António Vieira
Padre António Vieira
Não basta ver para ver, é necessário olhar para o que se vê.
57
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Por onde começa a natureza, há-de começar a graça, a qual não é segura na idade varonil, se não trouxe as disposições desde a infância. Naquela idade tenra e branda se imprime fácil e solidamente o que na robusta e dura mais fortemente se resiste do que se recebe.
65
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Vemos que todo este mundo é vaidade, que a vida é um sonho, que tudo passa, que tudo acaba, e que nós havemos de acabar primeiro que tudo, e vivemos como se fôramos imortais, ou não houvera eternidade.
39
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Não é de maravilhar que se vejam tantas coisas feitas sem entendimento e contra todo o entendimento, pois os que se ocupam, ou são ocupados nelas, não meditam no que devem.
56
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Fazer mais ostentosa a dignidade do que ela é em si é afectar fortunas; e, se lográ-las é motivo para a inveja, afectá-las é estímulo para o ódio.
48
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Quando as dores são iguais, sentem-se todas; quando uma é maior, suspende as outras.
57
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Ainda que seja muito segura, muito firme e muito bem fundada a esperança é um tormento esperar.
53
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Quem fez o que devia devia o que fez; e ninguém espera paga de pagar o que deve.
61
Padre António Vieira
Padre António Vieira
O bem ou é presente, ou passado, ou futuro: se é presente, causa gosto; se é passado, causa saudade; se é futuro, causa desejo.
50
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Quem busca o desengano tarde não se desengana.
33
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Se o fundamento dos erros humanos é o efeito natural de serem os homens, bem se segue que nenhum homem se pode livrar desta pensão da humanidade, por douto e sapientíssimo que seja.
49
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Ou indo ou estando, ou caminhando ou parados, todos sempre com igual velocidade passamos.
45
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Debalde se endireita o tronco depois de torcido, e mal se pode abrandar depois de duro.
48
Padre António Vieira
Padre António Vieira
De um erro nascem muitos, e sobre fundamento tão errado nunca houve edifício certo.
58
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A razão por que não achamos o descanso é porque o buscamos onde não está.
55
Padre António Vieira
Padre António Vieira
O verdadeiro e desinteressado amor entre os que se partem, ou ficam, mais atende às felicidades de quem se parte, para alegrar, que às saudades de quem fica, para enternecer.
67
Padre António Vieira
Padre António Vieira
As cidades com ferro se defendem e não com ouro.
56
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Não ver nada é privação; ver uma coisa por outra é erro.
20
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Tanta é a conexão que tem a infâmia com a culpa. Ainda no mais inocente ou a supõe, ou a causa, porque a calúnia, antes de infamar, é testemunho do que não foi, mas depois de ter infamado é profecia do que há-de ser.
51
Padre António Vieira
Padre António Vieira
O certo é que sem dinheiro se não há-de fazer coisa alguma; se com ele se há-de fazer ou não, é contingente.
26
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Quem tem muito dinheiro, por mais inepto que seja, tem talentos e préstimo para tudo; quem o não tem, por mais talentos que tenha, não presta para nada.
57
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Isto é o que fazem todos os escritores, severíssimos com os defeitos alheios e benigníssimos com os próprios, como pais, enfim.
68
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Nenhuma coisa deste mundo pára ou permanece, todas passam.
46
Padre António Vieira
Padre António Vieira
A ciência dos erros alheios é fácil, se se examinam sem ódio nem interesse; a dos erros próprios é muito difícil, porque sempre os julgamos subornados do próprio amor.
65
Padre António Vieira
Padre António Vieira
Quem pede justiça a quem tem por ofício fazê-la pede requerendo, e quem pede a dívida a quem está obrigado a pagá-la, pede demandando.
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