Citações
Citações para inspirar e refletir
A caridade bem ordenada começa de si mesmo; e em tudo quanto pedimos ninguém pede para si, senão para todos.
59
Porque importa pouco o ter tomado, se se não conservar o que se tomou.
51
Só no que sobeja se segura o que basta.
56
A quem dá a cobiça as dignidades e a quem as tira? Dá-as a quem vê que tem mais, porque recebe, ou espera mais: tira-as a quem vê que tem menos, porque ou não recebe, ou espera menos.
55
Não sei qual é a maior tentação, se a necessidade, se a cobiça.
18
Acautele-se o coração humano e nenhum se fie de si.
36
A melhor e a pior coisa que há no mundo é o conselho. Se é bom, é o maior bem; se é mau, é o pior mal.
73
Os ânimos desejosos de fazer bem mais os lisonjeia quem lhes pede que quem os louva.
62
Não só vos condenam os homens pelo que vós nunca imaginastes, mas condenam-vos pelo que nem eles imaginam de vós.
46
Não devemos condenar os amigos pela informação dos inimigos.
57
Fiar-se só de si, e aconselhar-se só consigo, tem o perigo do amor-próprio; fiar-se só de outro, e aconselhar-se só com outro, tem o risco do interesse alheio.
35
A curiosidade é um apetite da natureza humana, um apetite desmedidamente ávido de conhecer, mais que tudo, o que há-de ser e quando há-de ser.
62
Os que ouvem são os ouvidos; mas os que ouvem bem, ou mal, são os corações. Tudo o que entra pelo ouvido faz eco no coração; e conforme está disposto o coração, assim se formam os ecos.
64
É tal a força e poder da infâmia que, sendo a calúnia testemunho falso, a mesma infâmia fará que a inocência infamada o faça verdadeiro.
59
Na dúvida de dois corações, eu antes quisera homens sem coração que com dois; porque quem não tem coração não tem afecto; e quem tem dois corações pode ter afectos encontrados. Quem não tem afecto nem obriga, nem ofende; quem tem os afectos encontrados ofende e desfaz com um o que obriga com o outro.
55
Como o que há basta para a ambição dos presentes, não querem aventurar nada com a esperança, porque possuem o que nunca esperaram.
61
A todos é coisa muito doce o receber, mas tanto que se fala em dar, grandes amarguras!
46
O ver e o chorar são os dois ofícios dos olhos, mas são ofícios incompatíveis no mesmo tempo: enquanto vêem não podem chorar; e se querem chorar hão-de deixar de ver.
64
Há chorar com lágrimas e chorar com riso: chorar com lágrimas é sinal de dor moderada; chorar sem lágrimas é sinal de maior dor; e chorar com riso é sinal de dor suma e excessiva.
64
O contentamento e alegria que a riqueza e vaidade pretendem só a pobreza sisuda o alcança, e muito maior.
68
Não há palavra mais equívoca, nem advérbio de mais duvidosa significação, que o logo em matéria de despachos. Apenas há remissão que não desça com um logo, e quase não há consulta que não suba com dois logos, e alguma com três. Mas estes logos quão longos são, quanto tardam e quanto duram!
50
A calúnia e o falso testemunho fazem endoudecer o sábio.
45
Quando julgamos os outros, condenamo-nos a nós.
63
A pior coisa que têm os maus costumes é serem costumes: ainda é pior que serem maus.
53
Porque o bom conselho, e o bom conselheiro, não o faz o nome nem a qualidade da pessoa, senão a do voto.
62
Não há inocência que esteja segura de um falso testemunho.
53
A cegueira que cega cerrando os olhos não é a maior cegueira; a que cega deixando os olhos abertos, essa, é a mais cega de todas.
61
É verdade que muitas vezes tem maiores dificuldades o conservar que o fazer, mas quem se gloria da feitura não deve recusar o peso da conservação.
58
Todos os bens de que é capaz o homem enquanto vive neste mundo ou são bens da natureza, ou bens da graça; mas nenhum deles é tão sólido, inteiro e puro bem que o goze sem tributo de misérias a vida, nem a possa livrar deste tributo senão a morte.
54
O amor deixará de variar, se for firme, mas não deixará de tresvariar, se é amor.
52
Quando os bens voltam as costas, quando fogem, quando se vão, quando nos deixam, quando finalmente passaram e se perderam, então se conhecem.
54
O querer parecer muito e intentar subir mais só topará consigo mesmo.
50
De muitos contam as histórias que morreram porque amaram; mas porque o amor foi só a ocasião, e a ignorância a causa, falsamente lhe deu a morte o epitáfio de amantes. Não é amante, quem morreu porque amou, senão quem amou para morrer.
66
A propriedade da quantidade é poder-se sempre dividir e a propriedade do amor é querer-se sempre dar todo.
67
Quem quiser apurar os quilates do amor toque o amor do que se ama com o amor do que se deixa, e logo conhecerá quão fino é.
49
O amor essencialmente é união, e quanto mais une ou procura unir os que se amam, tanto maiores efeitos tem, e tanto maiores afectos mostra de amor.
60
O tempo e a ausência combatem o amor pela memória, a ingratidão pelo entendimento e pela vontade.
70
Tanto depende o que se diz da autoridade de quem o diz.
53
Quem em tudo quer parecer maior não é grande.
17
Não há dúvida de que, assim como da parte da ingratidão foi o maior excesso a que podia chegar a fereza humana, assim da parte do amor foi o maior extremo com que a podia corresponder a benignidade divina.
60
Para aprender não basta só ouvir por fora, é necessário entender por dentro.
54
Estime-se fortíssimo o que se tem por fraco, e fará façanhas tão incríveis como as de Gedeão.
79
Se muitas vezes pela impossibilidade dos tempos é força que estejam as mãos fechadas, porque não estarão os braços abertos? E que avareza pode ser mais cruel que negar a vida a um homem quem lha pode dar com palavras?
58
O amor pesa-se na balança da paciência: padecer menos é amar menos; padecer mais é amar mais.
70
Quem ama porque o amam é agradecido; quem ama para que o amem é interesseiro; quem ama não porque o amam nem para que o amem, esse, só é fino.
91
Muitos neste mundo alcançam os cargos só pelo merecimento do seu vestido.
39
Para persuadir o bem é necessária maior eloquência que para declamar ou declarar o mal.
42
O espelho primeiro foi instrumento do conhecimento próprio, e depois do amor-próprio, que é a raiz de todos os vícios.
52