Citações
Citações para inspirar e refletir
As outras enfermidades têm na dilação o maior perigo; a do amor tem na mesma dilação o melhor remédio.
53
Todos fora felicidade antever: os felizes para a esperança e os infelizes para a cautela.
56
Tudo conquista o amor quando conquista uma alma, porém, o primeiro rendido é o entendimento.
71
Ordinariamente vemos grandes resplendores onde não há luz, e grandes luzes sem nenhum resplendor.
51
O mestre na cadeira diz para todos, mas não ensina a todos. Diz para todos, porque todos ouvem, mas não ensina a todos, porque uns aprendem, outros não.
56
Só se sabe querer bem quem se sabe livrar de si.
79
Melhor será arrepender agora que quando o mal passado não tenha remédio.
61
A fineza do amor mostra-se em igualar nos favores os que são desiguais nos merecimentos: não em fazer dos indignos dignos, mas em os tratar como se o fossem.
54
É a ingratidão com o amor como o vento com o fogo; se o fogo é pequeno, apaga-o o vento; se é grande, acende-o ainda mais.
56
O amor-próprio sempre cego ou não vê ou não quer crer, que é a maior cegueira.
52
O amor acredita-se no supérfluo: quem ama pouco contenta-se com o que basta: quem ama muito contenta-se com o que sobeja; e quem ama mais que muito nem com o que basta nem com o que sobeja se contenta, ainda sobe mais, ainda passa mais adiante.
60
No amor dos homens, em que o ciúme se reputa por fineza, um amor leva sempre por condição dois aborrecimentos; porque quando amam é com condição que nem vós haveis de amar a outrem, nem outrem vos há-de amar a vós.
60
O amor fino não busca causa nem fruto.
58
Quem padece muito pelo que muito ama, a sua cruz é a sua glória.
51
Cada um é da cor do seu coração.
30
Oh!, que perfeito, Oh!, que divino, Oh!, que ditoso modo de amar! Amar com igualdade no amor, porque o mesmo coração é o que ama: e amar sem dúvida na correspondência, porque o mesmo coração é o que corresponde: antes o mesmo amor em unidade recíproca é amor e correspondência juntamente; porque não podiam os amores ser dois quando os amantes se tinham transformado em um.
46
Quem deixa tudo pelo amado, deixa tudo: mas quem deixa pelo amado ao mesmo amado ainda deixa mais; porque chega a deixar aquele por quem tem deixado tudo.
77
O amor perfeito, e que só merece o nome de amor, vive imortal sobre a esfera da mudança, e não chegam lá as jurisdições do tempo.
41
O amor sempre é amoroso, mas umas vezes é amoroso e unitivo, outras vezes amoroso e forte. Enquanto amoroso e unitivo, ajunta os extremos mais distantes; enquanto amoroso e forte, divide os extremos mais unidos.
61
Em todas as outras coisas, o deixar de ser é sinal de que já foram; no amor, o deixar de ser é sinal de nunca ter sido.
51
E não há dúvida de que todas as coisas são mais estimadas, e de maior gosto, quando se recuperam depois de perdidas que quando se possuem sem se perderem.
48
O tempo tira ao amor a novidade, a ausência tira-lhe a comunicação, a ingratidão tira-lhe o motivo.
46
Se um homem está verdadeiramente arrependido, se conhece verdadeira e profundamente as suas culpas, nunca ninguém dirá dele tanto mal que ele se não julgue por muito pior.
55
É coisa tão dificultosa acomodar-se a trabalhar para viver, quem está costumado a outra vida, que esta mesma dificuldade é a que inventou a arte e artes de furtar.
52
Se o diminuir no amor é descrédito, também é descrédito o crescer. Quem diz que ama mais desacredita o seu amor, porque, ainda que o crescer seja aumento, é aumento que supõe imperfeição. Amor que pode crescer não é amor perfeito.
53
Neste mundo, não há benefício sem pensão, nem bem tão isento de todo o mal que não tenha e padeça seu contrário.
62
Sucederá à saúde a enfermidade e vós conhecereis o bem que tendes na saúde; sucederá à riqueza a pobreza e necessidade e vós conhecereis o bem que não soubestes estimar na riqueza.
50
Entre o conhecimento do bem e o conhecimento do mal há uma grande diferença: o mal conhece-se quanto se tem e o bem quando se teve; o mal, quando se padece, o bem, quando se perde.
43
Tanto ganham de estimação as coisas quando se perdem, e tanto acrescentam de gosto quando se recobram.
58
Há bondades tão benignas que é mais fácil nelas a contrição que nos que as ofenderam o arrependimento.
47
A cegueira do juízo e amor-próprio é muito maior que a cegueira dos olhos.
55
Uma das ignorâncias que tira o merecimento ao amor é não conhecer quem ama a quem ama. Quantas cousas há no mundo muito amadas que, se as conhecera quem as ama, haviam de ser muito aborrecidas!
83
Tantos trabalhos, tantos cuidados, tantos desvelos, tantas diligências, tantas negociações, tantos subornos, tantas lisonjas, tantas adorações, tantas indignidades, tanto atropelar a razão, a justiça, a verdade, a consciência, a honra e a vida! E porquê? Por alcançar a vaidade de um posto, de um lugar, de um título, de um nome, de uma aparência.
53
A vista dos bens alheios cresce o sentimento dos males próprios.
52
O homem visto pela parte do corpo se ignora, e visto ou considerado pela parte da alma se conhece; a razão clara e fácil (posto que pareça injuriosa) é porque quem vê o corpo vê um animal; quem vê a alma vê ao homem.
52
Os outros lugares, quanto mais altos, tanto menos segurança têm, e a sua mesma altura é o prognóstico certo da sua ruína.
61
De um autor inglês do saudoso século XIX: “O verdadeiro gentleman compra sempre três exemplares de cada livro: um para ler, outro para guardar na estante e o último para dar de presente.”
55
É tão grande o sabor do alheio, é tal a doçura e suavidade do que se furta, que até pão e água, se é furtado, é manjar muito saboroso.
48
Todo o homem neste mundo deseja melhorar de lugar. E nenhum se acha em tal posto, por levantado e acomodado que seja, que não procure subir a outro melhor. É própria esta inclinação da natureza racional, como se fora razão, e não apetite.
45
As acções de cada um são a sua essência.
18
Qual ioga, qual nada! A melhor ginástica respiratória que existe é a leitura, em voz alta, dos Lusíadas .
39
Quem quer mais do que lhe convém perde o que quer e o que tem.
55
O luzir nas auroras da idade é ter propriedade de Sol, e brilhar na declinação dos anos é tão comum realce que não pede já atenção aos olhos.
57
Antes, se alguém começava a ouvir vozes, era adorado como um santo ou queimado como um bruxo. Agora, é simplesmente encaminhado ao psiquiatra.
50
O amor e o ódio ambos sentenceiam sem vista, um porque a não tem e outro porque a não dá.
31
Os poucos, se são os que devem ser, são ajuda; e os muitos, se não são os que devem ser, são estorvo. Quando muitos se intrometem a mandar, mais embaraçam o governo que o conservam, porque se come o poder um ao outro, ou com a inveja ou com a emulação.
67
Os afectos da nossa alma, se são extremamente intensos, ateiam-se pela vizinhança ao corpo, chegando o corpo a padecer por enfermidade o que a alma padece por sentimento.
54
Coisinha deficiente, inconsciente, inerme, inválida, trabalhosa, querida.
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