Citações
Citações para inspirar e refletir
Esquece todos os poemas que fizeste.Que cada poema seja o número um.
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Por que será que a gente vive chorando os amigos mortos e não aguenta os que continuam vivos?
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Cruzeiros, Carros, até a Ursa, a maior e a menor, a Cabeleira de Berenice, a Lira, a Balança, o Cão... quanta bobagem descobriram no Céu esses astrônomos birutas! Eu, de ignorante, quando olho o Céu, não vejo nada disso. Apenas vou traçando o teu nome com as estrelas.
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O tema é um ponto de partida para um poema e não um ponto de chegada, da mesma forma que a bem-amada é um pretexto para o amor.
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O meu amor é belo como um barco!
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A dor de ver esses pobres Cristos tão maltratados. Principalmente pelos escultores!
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A beleza de um verso não está no que diz, mas no poder encantatório das palavras que diz: um verso é uma fórmula mágica.
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Poesia não é a gente tentar em vão trepar pelas paredes, como se vê em tanto louco por aí: poesia é trepar mesmo pelas paredes.
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Conhecer o mistério de um corpo é talvez mais importante do que conhecer o mistério de uma alma.
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E um dia os homens descobriram que esses discos voadores estavam observando apenas a vida dos insetos.
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Uma associação de rimas é tão legítima como uma associação de ideias. E mais imprevista, sim. Nem me venham com essa de que não há nada mais previsível do que uma rima. Deem-se as mesmas rimas a diferentes poetas e de cada poeta brotará um poema diferente. Agora, se o rio do poeta não for lá muito piscoso — que culpa tem o anzol?
70
Os eremitas deixavam apenas as más companhias pela má companhia.
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Todos temos a mesma chance? Mas ainda me lembro que, pela década de 20, eu sonhava viver em Paris... e havia gente que já tinha nascido lá mesmo.
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E o que mais me encantava em Gabriela é que ela usava o meu nome como ponto e vírgula.
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Há sempre, afastada das outras, uma nuvenzinha preguiçosa que ficou sesteando no azul.
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Pobre se engasga com cuspe.
55
A presunção — tão desculpável e divertida nos moços — é o mais certo sinal de burrice nos velhos. O verdadeiro fruto da árvore do conhecimento é a simplicidade.
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Adeus, ó gentes da comunicação em quadrinhos! Adeus... eu voltarei ao mundo quando vocês tiverem redescoberto a escrita.
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Às vezes eu pesco um leitor. Outras vezes o leitor me pesca. Entre uma coisa e outra, as águas vão passando.
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A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.
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Em todos os aeródromos, em todos os estádios, no ponto principal de todas as metrópoles, existe — quem é que não viu? — aquele cartaz...De modo que, se esta civilização desaparecer e seus dispersos e bárbaros sobreviventes tiverem de recomeçar tudo desde o princípio — até que um dia também tenham os seus próprios arqueólogos — estes hão de sempre encontrar, nos mais diversos pontos do mundo inteiro, aquela mesma palavra.E pensarão eles que Coca-Cola era o nome do nosso Deus!
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Empapuçado, balofo, os olhos fixos de preocupação, ele mais parece um velho burguês que passou a noite na farra.
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O que eu mais adoro, depois da precisão, são os expletivos.
56
A noite dorme um sono entrecortado, alfinetado de grilos.
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No fim a gente acaba descobrindo que até a imaginação tem um teto. E muito baixo até. Agora, só me contentaria um livro de ficção científica escrito por um habitante de Sírius.
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O público ledor é tímido: confunde altissonância com gênio: a imensa voga que teve na América um Vargas Villa e, na Europa, um D’Annunzio... Ninguém mais escuta esses megafones. E por aquela mesma época, pelo menos no Brasil, o público adorava quem escrevia difícil. Ninguém mais lê Coelho Netto, é verdade. Mas para quê? Surgiram outros...
42
Seremos fatalistas? Não sei, há uma coisa no entanto que dá para desconfiar... Tenho lido notícias, e até verbetes de dicionários biográficos, impregnados do mais puro fatalismo. Com frases assim: “no dia 31 de julho, tomou um avião para morrer em...”Talvez não passe de mero cacoete de estilo. E quero crer que o próprio S. F., se acaso se desse a esse trabalho, emendaria abespinhado:— Eu não tomei o avião para morrer; eu tomei o avião e morri!
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Cinco minutos depois que todas as nações do mundo decretaram mobilização geral, houve a imobilização geral.
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Há enredo e enredo. O enredo puramente anedótico e um outro mais sutil, feito de não sabemos o que, mas que nos prende com uma rede invisível. Nos contos de Tchekov, às vezes parece que não aconteceu nada... Aconteceu apenas a vida!
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No meu quebra-cabeça de hoje acabo de descobrir este admirável conceito:“Intervalo quadrado entre os triglifos de um friso dórico.”Paciência!, não te direi o que seja... E é melhor assim. O mistério faz parte da beleza.
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Senhor! Que buscas Tu pescar com a rede das estrelas?
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Democracia? É dar, a todos, o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, isso depende de cada um.
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Esses que se debruçam no parapeito de uma ponte têm vocação suicida. Apenas vocação. São uns suicidas crônicos.
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— Eu queria propor-lhe uma troca de ideias.— Deus me livre!
22
Para as nossas cidades metálicas, que melhor ornamentação que os cactos? Se não por outros motivos, já bastava o seu próprio nome — cacto — tão adequadamente cacofônico.
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A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.
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Palavra! Não sei qual a vantagem daquele guri que descobriu que o rei estava nu.Faltava-lhe imaginação — dom exclusivo da criatura humana e signo da sua realeza. Os animais não progridem por falta de imaginação.E eu só perdi minha indiferença congênita às ciências exatas no dia em que ouvi falar nas geometrias não euclidianas.
63
O que há de mais tocante nesses infindáveis carreiros de formigas é que elas parecem umas formiguinhas...
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Certa vez, tinha eu quinze anos, inventei uma história que principiava assim:“A primeira coisa que fazem os defuntos, depois de enterrados, é abrirem novamente os olhos.”Mas fiquei tão horrorizado com essa espantosa revelação que não me animei a seguir avante e a história gorou no berço, isto é, no túmulo.
72
A admirável arte poética de Paul Geraldy e Guilherme de Almeida... Mas, pelo visto, a arte da poesia para eles era uma arte de cantar mulher.
56
Nem ao menos a morte iguala tudo. Se é verdade que todos terminamos cadáveres, uns são os cadáveres de Einstein, de Aga Khan ou de Marilyn Monroe, e outros os de José Fagundes ou Joaquininha da Silva...
41
Não, não foi por humor negro que pus no que leste acima o título de Conto Azul. Costumamos pintar sempre de azul tudo o que se passou nos nossos quinze anos — talvez por um instinto de compensação.Mas a infância, ó poetas, não é mesmo azul? Quanto a mim, eu venho há muito desconfiando de que a infância é uma invenção do adulto.E o passado uma invenção do presente. Por isso é tão bonito sempre, ainda quando foi uma lástima... A memória tem uma bela caixa de lápis de cor.
55
Primavera?! A primavera, entre nós, é uma licença poética.
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Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo... Sim, ele poderá convencer alguém da sua angelitude — mas que trabalheira!
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O mal dos que estudam as superstições é não acreditarem nelas. Isso os torna tão suspeitos para tratar do assunto como um biologista que não acreditasse em micróbios.
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— Você se casou?— Não tiveram tempo...
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E eis que, de todo aquele espantoso terremoto de Nicarágua, sobrou, como sempre, o poeta Rubén Darío.
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“negras flores que se abrem sob a chuva...”
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