Citações
Citações para inspirar e refletir
Não gosto do Carnaval porque parece filme histórico italiano.
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Pôncio Pilatos apenas representou uma pontinha na História... Mas que pontinha!
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Nunca me releio... Tenho um medo enorme de me influenciar. É verdadeiramente catastrófico quando um autor se transforma no seu discípulo.
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Sim, o mais triste das dedicatórias são as datas.
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— Mas como você está bem conservado!
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Depois de ler, por cima de meu ombro, as linhas precedentes, observou-me o João Sabiá: — Mas tu já não falaste na incompreendida beleza dos sapos, na beleza transcendental de um matungo de inverno? Isso é a alma deles?! — Não, é a minha alma...
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Espetáculo predileto dos ricos.
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Ser celestial metediço na vida terrena, uma espécie de Relações-Públicas de Nosso Senhor.
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Método Prático de Geografia.
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Ah, esses livros que nos vêm às mãos, na Biblioteca Pública e que nos enchem os dedos de poeira. Não reclames, não. A poeira das bibliotecas é a verdadeira poeira dos séculos.
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E o que há de mais triste nesses poetas de equipe é que eles naufragam todos ao mesmo tempo.
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Quando me encontrei com o Conde Drácula, por uma destas noites de inverno, na Esquina dos Ventos Uivantes, tinha ele o aspecto de um grande guarda-chuva de varetas quebradas. Foi o que eu lhe disse. Ele deu meia-volta e partiu revoando, aos solavancos, decerto para quebrar a cara do diretor do filme... Esses pobres monstros ainda não compreenderam toda a grandeza da sua verdadeira tragédia, que é a tragédia do ridículo.
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Uma página em branco é a virgindade mais desamparada que existe. Só por isso é que abusam tanto dela, que fazem tudo dela...
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— Mas por que falas tanto da infância em teus poemas? — Porque eu nunca tive infância.
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... eu te amo a perder de vista.
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Todos esses que aí estão Atravancando o meu caminho, Eles passarão... Eu passarinho!
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Dizem que a História é a mestra da vida. Mas como é que os seus protagonistas incorrem sempre nos mesmos erros? Não lhes aproveitou em nada o exemplo das reprovações anteriores. Ou talvez lhes aconteça o mesmo que com os leitores de novelas policiais: cada qual sonha com o crime perfeito. O crime que compensa.
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Escrever o palavrão pelo palavrão é a modalidade atual da antiga arte pela arte.
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Mera ilusão auditiva graças à qual a gente ouve sempre “tic-tac” e nunca “tac-tic”... Depois disso, como acreditar nos relógios? Ou na gente?
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Lili teve conhecimento dos antípodas, na escola. Logo que chegou em casa, começou a deitar sabença pra cima da cozinheira. Falou, falou, e, como visse que Sia Hortênsia não estava manjando nada, ergueu no ar o dedinho explicativo: — Imagine só que quando aqui é meio-dia lá na China é meia-noite! — Credo! Eu é que não morava numa terra assim... — Mas por que, Sia Hortênsia? — Uma terra onde o dia é de noite... Cruzes!
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Eles confundem homem famoso com tipo popular.
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Resmungam os velhos: — “Não há nada de novo debaixo do sol” — e nem se lembram dos que, neste momento, estão recriando o mundo: os poetas, os artistas, os recém-nascidos.
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E essas que enxugam as lágrimas em nossos poemas como defluxos em lenços... Oh! tenham paciência, velhinhas... A poesia não é uma coisa idiota: a poesia é uma coisa louca!
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— Mas por que tu não fazes um poema de amor? — Todos os poemas são de amor.
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Os que se empenham em provar que as obras de Shakespeare só podem ter sido escritas por outro, estes, por sua vez, só podem ser uns invejosos póstumos. O caso desses críticos não é um caso apenas divertido, como se vê. E grave, e triste, e patológico... São os parentes ambiciosos desses, que vivem catando “influências” na obra de seus contemporâneos.
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Pertencer a uma escola poética é o mesmo que ser condenado à prisão perpétua.
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Por que será que as pessoas virtuosas parece que estão sempre representando?
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Que importa a seca? Para o artista, o que importa é esse desenho belíssimo do solo gretado; é, agora, essa pausa das águas na paisagem morta, onde não fluem sequer as lágrimas... O artista é duro que nem Deus.
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Não gosto de estar dormindo nem de estar morto perto de ninguém.
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Essas distâncias astronômicas não são tão grandes assim: basta estenderes o braço e tocar no ombro do teu vizinho.
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A taça do Rei de Tule Dorme no fundo das ondas. Ele agora tem um bule: Lisinho, quente, redondo.
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Conversa de velho é cheia de parênteses e esses parênteses são cheios de parentes.
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O primeiro sinal da incompreensão é o riso; o segundo, a seriedade.
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Uma alma sem mistério nem seria alma... Da mesma forma que um Deus compreensível não seria Deus.
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A Bem-Amada queria devorar o coração do Poeta. — Não — disse ele —, só terás um pedacinho. Porque noventa por cento pertence aos Editores.
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“Diz isso cantando!” Lembram-se desse ditado? A Ópera levou esse ditado a sério.
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Suavidade do musgo nos muros gretados.
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Ah! jamais ter necessidade de pronunciar essa interjeição...
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O nome de Nabucodonosor é belo como um cortejo religioso. O triste é que os seus súditos, para abreviar, chamavam-no simplesmente de Bubu.
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O cristianismo acabou com o sofrimento transformando o sofrimento em prazer, como o atesta a alegre legião dos mártires e essa gente que, a cada golpe, exclama: “Seja o que Deus quiser!”
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Dona Glorinha estava que não podia! Aquele homem que rodava no espaço, cada vez mais rápido, e preso apenas pelos dentes a uma roldana... Dona Glorinha sentia doerem-lhe os dentes, não os de agora, os outros... Dona Glorinha não pôde mais. E bradou, em meio do suspense geral: “Basta, cruel!”
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Naquele seu ímpeto ascendente e embora retombe a cada instante, ninguém, nem ele mesmo o sabe: o repuxo é o eterno recém-nascido.
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Certa vez abalancei-me a um trabalho intitulado “Preguiça”. Constava do título e duas belas colunas em branco, com a minha assinatura no fim. Infelizmente não foi aceito pelo supercilioso coordenador da página literária. Já viram desconfiança igual? Censurar uma página em branco é o cúmulo da censura.
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Os filhos são um subproduto do amor.
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Vamos compor, amada, um Cântico dos Cânticos: o verdadeiro Cântico dos Cânticos: — tu Te louvarás unicamente a Ti e eu Me louvarei unicamente a Mim.
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O que nos atrai no 007 é que ele é o tipo do herói anti-shakespeariano. Nada de casos de consciência. Não é como esse pobre príncipe Hamlet que, para cometer meia dúzia de crimes, passa todo o tempo falando sozinho...
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Francis Carco escreveu, em Paris, um livro a que denominou Nostalgia de Paris...
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Dizem os comunistas que a religião é o ópio do povo; outros dizem que o ópio do povo é precisamente o comunismo; se pedissem a minha opinião, eu diria que o ópio do povo é o trabalho.
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