Citações
Citações para inspirar e refletir
A humildade é a verdadeira prova das virtudes cristãs: sem ela conservamos todos os nossos defeitos, e eles são cobertos apenas pelo orgulho que os esconde dos outros e muitas vezes de nós mesmos.
56
Louvar nos príncipes virtudes que não têm é injuriá-los impunemente.
47
O ridículo desonra mais do que a desonra.
47
Há certos defeitos que, bem valorizados, brilham mais que a própria virtude.
47
O que nos causa tanta acrimónia com os que nos fazem espertezas é que acreditam ser mais astutos que nós.
54
As mulheres não têm severidade completa sem aversão.
34
As ocasiões nos fazem conhecer os outros e ainda mais a nós mesmos.
22
Só os que são desprezíveis é que temem ser desprezados.
47
Consolamo-nos muitas vezes por fraqueza dos males que a razão não tem a força de nos consolar.
41
Tão honesto é gloriar-se consigo quanto é ridículo fazê-lo com os outros.
58
Só sentimos nossos bens e males na proporção de nosso amor-próprio.
50
A inveja é mais irreconciliável que o ódio.
61
O ciúme nasce sempre com o amor, mas nem sempre morre com ele.
54
O que faz com que os amantes nunca se aborreçam de estar juntos é que estão sempre falando de si mesmos.
55
É mais difícil ser fiel à sua amante quando se é feliz do que quando se é desprezado.
71
Não poderíamos conservar por muito tempo os sentimentos que devemos ter por nossos amigos e benfeitores se tomássemos a liberdade de falar amiúde de seus defeitos.
58
Perdoamos enquanto amamos.
62
O maior milagre do amor é curar a coqueteria.
67
Os fracos não podem ser sinceros.
63
Quase sempre nos entediamos com as pessoas com quem não é permitido entediarmo-nos.
49
Há meios para curar a loucura, mas não os há para endireitar uma mente extraviada.
50
O bom temperamento, que se gaba de ser tão sensível, muitas vezes é sufocado pelo menor interesse.
46
Em todas as profissões, cada um finge uma fisionomia e um exterior para aparentar o que quer que acreditem. Assim, pode-se dizer que o mundo só é composto de aparências.
55
A piedade é quase sempre uma sensação dos nossos próprios males nos males do outro. É uma hábil previsão das desgraças em que podemos cair; socorremos os outros para os comprometermos a fazer-nos o mesmo em ocasiões semelhantes; e esses serviços que lhes prestamos são, propriamente falando, bens que fazemos a nós mesmos por antecipação.
60
A juventude é uma embriaguez contínua: é a febre da razão.
56
A moderação não pode ter o mérito de combater a ambição e submetê-la: jamais se encontram juntas. A moderação é a languidez e a preguiça da alma, assim como a ambição é sua atividade e seu ardor.
66
A presteza em acreditar no mal sem o examinar o suficiente é efeito do orgulho e da preguiça. Queremos encontrar culpados e não queremos dar-nos ao trabalho de examinar os crimes.
60
É enganar-se acreditar que só as paixões violentas como a ambição e o amor podem vencer as outras. A preguiça, por lânguida que seja, muitas vezes não deixa de ser a dominante; usurpa todos os desígnios e ações da vida, e destrói e consome insensivelmente as paixões e virtudes.
67
O mérito dos homens tem sua temporada, como as frutas.
48
Muitos desprezam o bem, mas poucos sabem dá-lo.
46
Por melhor que nos falem de nós, não nos ensinam nada de novo.
57
Muitas vezes as mulheres acreditam amar, ainda que não amem. A ocupação com uma intriga, a emoção do espírito provocada pelo galanteio, a propensão natural ao prazer de serem amadas e o esforço de recusar convencem-nas de que sentem paixão, quando só sentem coqueteria.
65
Não há homem hábil o bastante para conhecer todo o mal que faz.
23
O bom gosto vem mais do julgamento que do espírito.
59
A educação que em geral se dá aos jovens é um segundo amor-próprio que lhes inspiramos.
47
A cortesia é um desejo de recebê-la e de ser considerado polido.
49
Quando exageramos a ternura de nossos amigos por nós em geral é menos por reconhecimento que pelo desejo de fazer compreender o nosso mérito.
52
O interesse recorre a virtudes e vícios de todo tipo.
55
A graça da novidade é para o amor o que a flor é para as frutas; dá-lhe um lustro que se apaga facilmente e jamais volta.
55
Costumamos perdoar os que nos aborrecem, mas não perdoamos os que se aborrecem conosco.
65
Tão ordinário é ver mudarem os gostos como extraordinário é ver mudarem as inclinações.
52
Pode-se dizer do temperamento dos homens, como da maioria das construções, que tem diversas fachadas, umas agradáveis e outras desagradáveis.
57
Recusamos juízes para os interesses menores e queremos que a nossa reputação e glória dependam do julgamento dos homens, que nos são todos contrários, ou por inveja, ou por preocupação ou por suas poucas luzes; e é só para fazê-los pronunciarem-se em nosso favor que expomos de tantas maneiras a nossa tranquilidade e a nossa vida.
51
Todos os sentimentos têm, cada um, o seu tom de voz, gestos e aparências que lhes são próprios. E essa relação boa ou má, agradável ou desagradável, é o que faz as pessoas agradarem ou desagradarem.
56
A magnanimidade é bem definida pelo seu nome; mas poder-se-ia dizer que é o bom senso do orgulho e o caminho mais nobre para receber louvores.
63
Há negócios e doenças que os remédios irritam em certos momentos; e a grande habilidade consiste em conhecer quando é perigoso usá-los.
43
O orgulho, que nos inspira tanta inveja, também costuma nos servir para moderá-la.
54
Há falsidades disfarçadas que representam tão bem a verdade que seria julgar mal não se deixar enganar por elas.
47