Citações
Citações para inspirar e refletir
Se há um amor puro e isento da mistura das nossas outras paixões, é o que está oculto no fundo do coração, e que nós mesmos ignoramos.
68
Nada podemos amar senão com relação a nós, e apenas seguimos nosso gosto e nosso prazer quando preferimos nossos amigos a nós mesmos; no entanto, só quando há essa preferência é que a amizade pode ser verdadeira e perfeita.
58
Ocorre com o verdadeiro amor o mesmo que com o aparecimento dos espíritos: todos falam deles, mas poucos os viram.
54
A maior ambição não tem a menor aparência quando se acha na absoluta impossibilidade de chegar ao que aspira.
44
Para nos estabelecermos no mundo, fazemos todo o possível para parecer estabelecidos.
27
A nossa desconfiança justifica a impostura do outro.
64
O sinal de um mérito extraordinário é ver os que mais o invejam obrigados a louvá-lo.
55
Não há acidentes tão infaustos de que os hábeis não tirem algum proveito, nem tão faustos que os imprudentes não possam reverter em seu prejuízo.
55
A aversão à mentira é muitas vezes uma imperceptível ambição de tornar os nossos testemunhos dignos de consideração e atrair para as nossas palavras um respeito religioso.
47
Nunca somos tão felizes nem tão infelizes quanto imaginamos.
66
O capricho de nosso humor ainda é mais estranho que o da fortuna.
52
Costumamos convencer-nos de que gostamos dos mais poderosos que nós; e no entanto é só o interesse que produz a nossa amizade. Não nos damos a eles pelo bem que lhes queremos fazer, mas pelo que deles queremos receber.
63
Desiludir um homem preocupado com o seu mérito é prestar-lhe tão mau serviço como o prestado àquele louco de Atenas que pensava que todos os barcos que chegavam ao porto eram seus.
28
Os grandes nomes rebaixam em vez de elevar os que não sabem defendê-los.
46
Não há os que se envergonham de se terem amado quando já não se amam.
58
A sinceridade é uma abertura do coração. Encontramo-la em muito poucos; e a que vemos habitualmente não passa de uma fina dissimulação para atrair a confiança dos outros.
57
Nada deve diminuir mais a satisfação que temos de nós mesmos do que ver que desaprovamos num tempo o que aprovávamos em outro.
68
Os velhos gostam de dar bons conselhos para se consolar de já não terem condições de dar maus exemplos.
48
Os que creem ter mérito se vangloriam de ser infelizes para convencer a si e aos outros de que são dignos de ser alvo do destino.
70
Mais vergonhoso é desconfiar dos amigos que ser enganado por eles.
46
Não faz tanto bem ao mundo a verdade como fazem mal suas aparências.
21
Um homem hábil deve regular o nível dos seus interesses e atender a cada um na sua ordem. A nossa avidez costuma perturbá-la, fazendo-nos correr em direção a tantas coisas a um só tempo que, por desejar demais as menos importantes, perdemos as mais consideráveis.
54
O amor, assim como o fogo, não pode subsistir sem um movimento contínuo; e deixa de viver logo que deixa de esperar ou temer.
59
O amor-próprio aumenta ou diminui as boas qualidades de nossos amigos na medida de nossa satisfação com eles; e julgamos seus méritos pelo modo como se portam conosco.
49
Não há disfarce que possa ocultar por muito tempo o amor onde ele existe, nem fingi-lo onde não existe.
61
É possível encontrar mulheres que nunca tiveram aventuras; mas é raro encontrar as que só tiveram uma.
69
O que nos torna tão inconstantes nas nossas amizades é que é difícil conhecer as qualidades da alma, e fácil conhecer as do espírito.
52
Com frequência o homem pensa conduzir, quando é conduzido; e enquanto o seu espírito o dirige a um objetivo, o seu coração o arrasta insensivelmente a outro.
51
Nosso temperamento paga um preço a tudo o que nos vem do destino.
67
O apego ou a indiferença dos filósofos pela vida era apenas um gosto do seu amor-próprio, e sobre ele não devemos discutir tanto quanto sobre a preferência do paladar ou a escolha das cores.
32
Parece que as nossas ações têm estrelas felizes ou infelizes às quais devem grande parte do elogio ou da crítica que lhes fazemos.
58
Todos se queixam de sua memória e ninguém se queixa de seu julgamento.
26
Só há uma espécie de amor, mas dela há mil cópias diferentes.
25
No trato da vida, agradamos mais comumente por nossos defeitos que por nossas boas qualidades.
54
O desprezo pelas riquezas era para os filósofos um desejo oculto de vingar o seu mérito perante a injustiça do destino pelo desprezo dos próprios bens de que os privava; era um segredo para se garantirem contra o aviltamento da pobreza; era um caminho tortuoso para chegarem à consideração que não podiam obter pelas riquezas.
86
Os homens não viveriam tanto tempo em sociedade se uns não fossem ludibriados pelos outros.
31
O ódio pelos favorecidos não é mais que o amor pelo favorecimento. O rancor de não o possuir consola-se e suaviza-se pelo desprezo demonstrado aos que o possuem; e recusamos-lhes as nossas homenagens, não podendo retirar-lhes aquilo que lhes atrai as de todo o mundo.
55
O que os homens chamaram amizade é apenas uma sociedade, um acordo recíproco de interesses e uma troca de bons ofícios; enfim, é apenas um comércio em que o amor-próprio sempre se propõe a ganhar algo.
23
Se julgamos o amor pela maioria dos seus efeitos, ele mais se parece com o ódio do que com a amizade.
51
A felicidade está no gosto e não nas coisas; é por ter o que amamos que somos felizes, e não por ter o que os outros acham amável.
59
Na maioria dos homens, o amor à justiça é apenas o receio de sofrer a injustiça.
61
A constância dos sábios não é senão a arte de reprimir sua agitação no coração.
37
A filosofia facilmente vence os males passados e futuros. Mas os males presentes a vencem.
52
Por mais cuidado que tomemos em acobertar as paixões com as aparências de devoção e honra, elas sempre aparecem através desses véus.
36
A paixão faz muitas vezes do homem mais hábil um louco, e hábeis os mais tolos.
49
A cada um, ela aparece sob uma forma distinta. Ela esconde-se em mil nomes e termos, e é sempre a mesma.
65
Prometemos segundo as nossas esperanças e cumprimos segundo os nossos temores.
44
Temos mais força que vontade; e muitas vezes é para nos desculparmos conosco que imaginamos serem as coisas impossíveis.
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