Citações
Citações para inspirar e refletir
Quando os grandes homens se deixam abater pela extensão dos seus infortúnios, fazem ver que só os suportavam pela força da sua ambição, e não pela da sua alma, e que, exceto por uma grande vaidade, os heróis são como os outros homens.
55
Costumamos envaidecer-nos das paixões, mesmo das mais criminosas; mas a inveja é uma paixão tímida e vergonhosa que jamais ousamos confessar.
55
A duração de nossas paixões depende tanto de nós como a duração de nossa vida.
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Com mais impaciência nosso amor-próprio sofre a condenação de nossos gostos que de nossas opiniões.
47
O amor-próprio é mais hábil que o homem mais hábil do mundo.
57
Os homens não só estão sujeitos a perder a lembrança dos benefícios e das injúrias, como até odeiam os que os obsequiaram e deixam de odiar os que os ultrajaram. O zelo em recompensar o bem, e vingar-se do mal, parece-lhes uma servidão a que lhes custa se submeter.
56
Os que se aplicam demais nas pequenas coisas em geral tornam-se incapazes das grandes.
59
A sua coroa é o amor. Só através do amor é que podemos aproximar-nos dela. Ela escava abismos entre todas as coisas, e todas as coisas se esforçam por se entrelaçar. Ela isola tudo, para que possa juntar tudo. Com alguns goles do cálice do amor, ela reembolsa uma vida cheia de problemas.
50
Não podemos olhar fixamente nem o sol nem a morte.
24
Tudo o que ela dá é considerado bom, pois, antes de mais nada, torna-o indispensável. Ela permanece, para que possamos ansiar pela sua presença; ela apressa--se, para que não nos cansemos dela.
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Em geral, a clemência dos príncipes não é senão uma política para conquistar a afeição dos povos.
63
As paixões têm uma injustiça e um interesse próprio que tornam perigoso segui-las, e devemos desconfiar delas mesmo quando parecem as mais racionais.
21
Ela está inteira e ainda assim nunca terminou. Como trabalha agora, também ela pode trabalhar para sempre.
54
O orgulho é igual em todos os homens, e só se diferencia no modo e nos meios de se manifestar.
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Essa clemência que apresentamos como virtude se pratica ora por vaidade, às vezes por preguiça, muitas vezes por medo, e quase sempre pelas três razões juntas.
63
Todos nós temos força suficiente para suportar os males do outro.
48
O amor-próprio é o maior de todos os aduladores.
54
Ela deixa cada criança trabalhar para ela, cada tolo julgá-la, e milhares passam por ela e nada veem; e ela tem a sua alegria em todos eles, e em todas eles encontra o seu relato.
45
O interesse fala todas as línguas e representa todos os papéis, até o do desinteressado.
63
Parece que a natureza, que tão sabiamente dispôs os órgãos do nosso corpo para nos fazer felizes, também nos deu o orgulho para nos poupar da dor de conhecer as nossas imperfeições.
54
Por mais descobertas que se haja feito no país do amor-próprio, ainda restam nele muitas terras incógnitas.
54
Poucos conhecem a morte. Em geral não a sofremos por resolução, mas por estupidez e por costume; e a maioria dos homens morre porque não pode deixar de morrer.
48
O homem obedece às suas leis mesmo quando se opõe a elas: trabalha com ela mesmo quando quer trabalhar contra ela.
65
As paixões são os únicos oradores que sempre convencem. São uma arte da natureza de regras infalíveis; e o homem mais simples que tem paixão convence melhor do que o mais eloquente que não a tem.
48
Se não tivéssemos orgulho, não nos queixaríamos do orgulho dos outros.
61
Não temos força suficiente para seguir toda a nossa razão.
24
As paixões costumam gerar outras que lhes são contrárias. A avareza produz às vezes a prodigalidade, e a prodigalidade a avareza; em geral somos firmes por fraqueza e audaciosos por timidez.
50
Precisamos de maiores virtudes para suportar a boa fortuna que a má.
51
A moderação é o temor de cair na inveja e no desprezo que merecem os que se inebriam com sua felicidade; é uma vã ostentação da força de nosso espírito; enfim, a moderação dos homens em sua maior elevação é um desejo de parecerem maiores que seu destino.
50
Essas grandes e deslumbrantes ações que ofuscam os olhos são julgadas pelos políticos como efeitos de grandes propósitos, sendo em geral do temperamento e das paixões. Assim, a guerra de Augusto e de António, que se atribui à ambição que tinham de se tornar senhores do mundo, talvez fosse apenas consequência do ciúme.
16
O mal que praticamos não nos atrai tanta perseguição e ódio como as nossas boas qualidades.
56
Língua ou discurso ela não tem; mas cria línguas e corações pelos quais sente e fala.
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O orgulho sempre se recompensa e nada perde, mesmo quando renuncia à vaidade.
55
Se não tivéssemos defeitos, não teríamos tanto prazer em notá-los nos outros.
50
O que consideramos virtudes costuma ser só um conjunto de ações e interesses diversos que o destino ou nosso engenho sabe arrumar; e nem sempre é por coragem e por castidade que os homens são corajosos e as mulheres são castas.
49
Ela é todas as coisas. Ela recompensa-se e castiga-se; e em si se regozija e angustia. Ela é rude e gentil, amorosa e terrível, impotente e todo-poderosa. No seu todo, está sempre presente. Passado ou futuro, ela não os conhece. O presente é a sua eternidade. Ela é bondosa. Louvo-a em todas as suas obras. Ela é sábia e imóvel. Ninguém a pode forçar a explicar-se, ou assustá-la num presente que ela não dá de bom grado. Ela é astuta, mas tem bons objetivos; e é melhor não reparar na sua astúcia.
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O ciúme é de certa maneira justo e razoável pois só tende a conservar um bem que nos pertence ou pensamos nos pertencer; ao passo que a inveja é um furor que não consegue suportar o bem dos outros.
51
O ciúme alimenta-se de dúvidas, e torna-se fúria ou termina assim que se passa da dúvida à certeza.
67
A moderação das pessoas felizes vem da calma que a boa fortuna confere a seus humores.
50
Há no coração humano uma geração perpétua de paixões, de modo que a ruína de uma é quase sempre o nascimento de outra.
56
Mais participa o orgulho que a bondade nas advertências que fazemos aos que cometem erros; e os repreendemos não tanto para corrigi-los como para convencê-los de que deles estamos isentos.
48
O interesse que cega a uns dá luz a outros.
54
Os que condenamos ao suplício fingem às vezes uma constância e um desprezo pela morte que na verdade é apenas o medo de encará-la. De modo que se pode dizer que essa constância e esse desprezo são para seu espírito o que a venda é para seus olhos.
49
Ela pôs-me neste mundo; ela também me conduzirá para fora dele. Eu confio-me a ela. Ela pode fazer comigo o que lhe apetecer. Ela não vai odiar o seu trabalho. Eu não falei dela. Não! o que é verdade e o que é falso, ela falou de tudo. Tudo é culpa dela, tudo é mérito dela.
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Os homens estão todos dentro dela, e ela em todos os homens. Joga uma partida amigável com todos nós, e regozija-se quanto mais um homem ganha com ela. Com muitos o seu jogo é tão secreto que ela acaba com ele antes que eles se apercebam disso.
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Ela envolve o homem na escuridão, e estimula-o constantemente para a luz. Ela torna-o dependente da terra, pesado e preguiçoso, e desperta-o sempre de novo.
49
Ela interpreta um drama; se ela o vê por si mesma, nós não o sabemos; e, no entanto, ela interpreta-o para nós, que estamos apenas um pouco afastados.
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É muito raro que nos satisfaçamos; tanto mais consolador é ter satisfeito os outros.
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