Citações
Citações para inspirar e refletir
O espírito é sempre ludibriado pelo coração.
62
Todos falam bem de seu coração, e ninguém ousa falar bem de sua razão.
48
A galanteria do espírito é dizer coisas lisonjeiras de um modo agradável.
46
A intenção de jamais enganar expõe-nos a ser frequentemente enganados.
63
Não sentiríamos prazer se nunca nos lisonjeássemos.
65
A mais sutil de todas as astúcias é saber fingir cair nas ciladas que nos armam, e nunca somos tão facilmente enganados como quando pensamos em enganar os outros.
57
Não pode o espírito representar por muito tempo o coração.
59
O que nos torna tão inconstantes nas nossas amizades é que é difícil conhecer as qualidades da alma, e fácil conhecer as do espírito.
55
Não damos nada com tanta liberalidade como os nossos conselhos.
56
Os velhos gostam de dar bons conselhos para se consolar de já não terem condições de dar maus exemplos.
52
Enganamo-nos quando pensamos que o espírito e o julgamento eram duas coisas diferentes. O julgamento não passa da grandeza da luz do espírito, que penetra no fundo das coisas, onde observa tudo o que deve observar e percebe as que parecem imperceptíveis. Assim, convém concordarmos que a extensão da luz do espírito é que produz todos os efeitos atribuídos ao julgamento.
57
Estamos tão habituados a disfarçar-nos para os outros que, afinal, nos disfarçamos para nós mesmos.
25
A juventude muda os seus gostos pelo ardor do sangue, e a velhice conserva os seus por costume.
65
Mais vergonhoso é desconfiar dos amigos que ser enganado por eles.
49
O uso corrente do artifício é característica de uma alma pequena, e quase sempre acontece que quem o utiliza para se cobrir de um lado se descobre de outro.
48
As astúcias e traições só resultam da falta de habilidade.
54
Os grandes nomes rebaixam em vez de elevar os que não sabem defendê-los.
49
É frequente que as coisas se apresentem mais acabadas ao nosso espírito do que ele poderia fazê-las com mais arte.
23
Para saber bem as coisas, é preciso saber os seus pormenores; e como são quase infinitos, os nossos conhecimentos são sempre superficiais e imperfeitos.
73
O amor-próprio aumenta ou diminui as boas qualidades de nossos amigos na medida de nossa satisfação com eles; e julgamos seus méritos pelo modo como se portam conosco.
51
Os homens não viveriam tanto tempo em sociedade se uns não fossem ludibriados pelos outros.
34
O silêncio é o partido mais seguro de quem desconfia de si mesmo.
63
Há bons casamentos, mas não deliciosos.
76
Quanto mais amamos uma mulher, mais perto estamos de odiá-la.
53
É mais fácil ser sábio para os outros que para si mesmo.
56
Se resistimos às nossas paixões, é mais pela sua fraqueza que pela nossa força.
37
Na maioria dos homens, o amor à justiça é apenas o receio de sofrer a injustiça.
64
O sinal de um mérito extraordinário é ver os que mais o invejam obrigados a louvá-lo.
58
Todos se queixam de sua memória e ninguém se queixa de seu julgamento.
33
O ingrato é menos culpado de sua ingratidão do que quem lhe fez o bem.
58
Não é racional quem encontra a razão por acaso, mas quem a conhece, a discerne e a saboreia.
72
Costumamos convencer-nos de que gostamos dos mais poderosos que nós; e no entanto é só o interesse que produz a nossa amizade. Não nos damos a eles pelo bem que lhes queremos fazer, mas pelo que deles queremos receber.
67
O bom gosto do espírito consiste em pensar coisas honestas e delicadas.
58
Os que creem ter mérito se vangloriam de ser infelizes para convencer a si e aos outros de que são dignos de ser alvo do destino.
73
Só há uma espécie de amor, mas dela há mil cópias diferentes.
27
Não há disfarce que possa ocultar por muito tempo o amor onde ele existe, nem fingi-lo onde não existe.
63
Embora os homens se vangloriem de suas grandes ações, elas não costumam resultar de um grande desígnio, mas do acaso.
54
Nunca somos tão felizes nem tão infelizes quanto imaginamos.
69
Não faz tanto bem ao mundo a verdade como fazem mal suas aparências.
25
O ciúme é de certa maneira justo e razoável pois só tende a conservar um bem que nos pertence ou pensamos nos pertencer; ao passo que a inveja é um furor que não consegue suportar o bem dos outros.
52
O mal que praticamos não nos atrai tanta perseguição e ódio como as nossas boas qualidades.
59
Não temos força suficiente para seguir toda a nossa razão.
28
Parece que a natureza, que tão sabiamente dispôs os órgãos do nosso corpo para nos fazer felizes, também nos deu o orgulho para nos poupar da dor de conhecer as nossas imperfeições.
56
O amor, assim como o fogo, não pode subsistir sem um movimento contínuo; e deixa de viver logo que deixa de esperar ou temer.
66
Costumamos envaidecer-nos das paixões, mesmo das mais criminosas; mas a inveja é uma paixão tímida e vergonhosa que jamais ousamos confessar.
56
É difícil definir o amor. O que se pode dizer é que na alma é paixão de reinar, nos espíritos é simpatia, e no corpo é apenas o desejo oculto e delicado de possuir o que se ama depois de muitos mistérios.
63
Prometemos segundo as nossas esperanças e cumprimos segundo os nossos temores.
48
Os que se aplicam demais nas pequenas coisas em geral tornam-se incapazes das grandes.
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