Citações
Citações para inspirar e refletir
Se não tivéssemos defeitos, não teríamos tanto prazer em notá-los nos outros.
53
Na maioria dos homens, o amor à justiça é apenas o receio de sofrer a injustiça.
64
Os que creem ter mérito se vangloriam de ser infelizes para convencer a si e aos outros de que são dignos de ser alvo do destino.
73
O mal que praticamos não nos atrai tanta perseguição e ódio como as nossas boas qualidades.
59
Quaisquer que sejam as grandes vantagens dadas pela natureza, não é só ela, mas também o destino que faz os heróis.
33
Por mais diferentes que pareçam os destinos, há porém certa compensação entre bens e males que os iguala.
84
O amor, assim como o fogo, não pode subsistir sem um movimento contínuo; e deixa de viver logo que deixa de esperar ou temer.
66
O amor empresta o seu nome a uma infinidade de comércios que lhe atribuímos, e dos quais ele participa tanto quanto o doge do que se faz em Veneza. *
62
É difícil definir o amor. O que se pode dizer é que na alma é paixão de reinar, nos espíritos é simpatia, e no corpo é apenas o desejo oculto e delicado de possuir o que se ama depois de muitos mistérios.
63
Um homem hábil deve regular o nível dos seus interesses e atender a cada um na sua ordem. A nossa avidez costuma perturbá-la, fazendo-nos correr em direção a tantas coisas a um só tempo que, por desejar demais as menos importantes, perdemos as mais consideráveis.
58
O orgulho sempre se recompensa e nada perde, mesmo quando renuncia à vaidade.
57
Quando os grandes homens se deixam abater pela extensão dos seus infortúnios, fazem ver que só os suportavam pela força da sua ambição, e não pela da sua alma, e que, exceto por uma grande vaidade, os heróis são como os outros homens.
58
A felicidade está no gosto e não nas coisas; é por ter o que amamos que somos felizes, e não por ter o que os outros acham amável.
64
O desprezo pelas riquezas era para os filósofos um desejo oculto de vingar o seu mérito perante a injustiça do destino pelo desprezo dos próprios bens de que os privava; era um segredo para se garantirem contra o aviltamento da pobreza; era um caminho tortuoso para chegarem à consideração que não podiam obter pelas riquezas.
89
A força e a fraqueza do espírito estão mal denominadas; na verdade não são outra coisa além da boa ou má disposição dos órgãos do corpo.
40
Parece que as nossas ações têm estrelas felizes ou infelizes às quais devem grande parte do elogio ou da crítica que lhes fazemos.
59
Os que se aplicam demais nas pequenas coisas em geral tornam-se incapazes das grandes.
62
Se não tivéssemos orgulho, não nos queixaríamos do orgulho dos outros.
67
Costumamos envaidecer-nos das paixões, mesmo das mais criminosas; mas a inveja é uma paixão tímida e vergonhosa que jamais ousamos confessar.
56
Precisamos de maiores virtudes para suportar a boa fortuna que a má.
53
Não há disfarce que possa ocultar por muito tempo o amor onde ele existe, nem fingi-lo onde não existe.
63
Se julgamos o amor pela maioria dos seus efeitos, ele mais se parece com o ódio do que com a amizade.
55
Embora a prudência não consiga nos assegurar o menor acontecimento, não há elogios que não se faça a ela.
59
É possível encontrar mulheres que nunca tiveram aventuras; mas é raro encontrar as que só tiveram uma.
72
A boa vontade é para o corpo o que o bom senso é para o espírito.
54
Não faz tanto bem ao mundo a verdade como fazem mal suas aparências.
25
Temos mais força que vontade; e muitas vezes é para nos desculparmos conosco que imaginamos serem as coisas impossíveis.
24
O ciúme alimenta-se de dúvidas, e torna-se fúria ou termina assim que se passa da dúvida à certeza.
72
Embora os homens se vangloriem de suas grandes ações, elas não costumam resultar de um grande desígnio, mas do acaso.
54
Não temos força suficiente para seguir toda a nossa razão.
28
O orgulho é igual em todos os homens, e só se diferencia no modo e nos meios de se manifestar.
49
Nunca somos tão felizes nem tão infelizes quanto imaginamos.
69
Só há uma espécie de amor, mas dela há mil cópias diferentes.
27
A sinceridade é uma abertura do coração. Encontramo-la em muito poucos; e a que vemos habitualmente não passa de uma fina dissimulação para atrair a confiança dos outros.
60
Não há acidentes tão infaustos de que os hábeis não tirem algum proveito, nem tão faustos que os imprudentes não possam reverter em seu prejuízo.
56
Os homens estão todos dentro dela, e ela em todos os homens. Joga uma partida amigável com todos nós, e regozija-se quanto mais um homem ganha com ela. Com muitos o seu jogo é tão secreto que ela acaba com ele antes que eles se apercebam disso.
32
Ela deixa cada criança trabalhar para ela, cada tolo julgá-la, e milhares passam por ela e nada veem; e ela tem a sua alegria em todos eles, e em todas eles encontra o seu relato.
50
As paixões costumam gerar outras que lhes são contrárias. A avareza produz às vezes a prodigalidade, e a prodigalidade a avareza; em geral somos firmes por fraqueza e audaciosos por timidez.
56
As suas fontes de ação são poucas, mas nunca se desgastam: estão sempre a trabalhar, são sempre múltiplas.
25
Há nela vida, movimento e desenvolvimento constante; e, ainda assim, ela permanece onde estava. Muda eternamente, nem por um momento fica parada. Do descanso ela nada sabe, e em todo o marasmo ela afixou a sua maldição. É firme; o seu passo é medido, as suas exceções raras, as suas leis imutáveis.
51
A natureza vive apenas nos seus filhos, e a mãe, onde está ela? Ela é a única artista, de entre os materiais mais simples, a maior diversidade; alcançando, sem qualquer vestígio de esforço, a mais fina perfeição, a mais estreita precisão, sempre suavemente velada. Cada uma das suas obras tem uma essência própria; cada forma que ela toma está, na ideia, totalmente isolada; e, no entanto, todas as formas são uma só.
41
O drama que ela interpreta é sempre novo, porque ela traz sempre novos espectadores. A vida é a sua invenção mais justa e a morte é o seu dispositivo para ter vida em abundância.
44
A cada um, ela aparece sob uma forma distinta. Ela esconde-se em mil nomes e termos, e é sempre a mesma.
70
Essas grandes e deslumbrantes ações que ofuscam os olhos são julgadas pelos políticos como efeitos de grandes propósitos, sendo em geral do temperamento e das paixões. Assim, a guerra de Augusto e de António, que se atribui à ambição que tinham de se tornar senhores do mundo, talvez fosse apenas consequência do ciúme.
17
Ela lança as suas criaturas do nada, e não lhes diz de onde elas vêm nem para onde vão. Só têm de seguir o seu caminho: ela conhece o caminho.
56
O amor-próprio é mais hábil que o homem mais hábil do mundo.
62
A moderação é o temor de cair na inveja e no desprezo que merecem os que se inebriam com sua felicidade; é uma vã ostentação da força de nosso espírito; enfim, a moderação dos homens em sua maior elevação é um desejo de parecerem maiores que seu destino.
51
Língua ou discurso ela não tem; mas cria línguas e corações pelos quais sente e fala.
66