Luís Filipe Castro Mendes
Autor do dia

Luís Filipe Castro Mendes

Luís Filipe Castro Mendes é um poeta e ensaísta cuja obra se caracteriza pela inteligência, pela erudição e por uma profunda reflexão sobre a condição humana, a arte e a sociedade. Sua poesia, que transita entre o lirismo e o ensaísmo, aborda temas como o tempo, a memória, a identidade, a cultura e a intervenção cívica, com uma linguagem cuidada e um rigor formal notável. Com uma carreira multifacetada, que inclui também a atividade política e diplomática, Castro Mendes constrói uma obra coeren…

Poema do dia

Serenidade És Minha

Raul de Carvalho
À Memória de Fernando Pessoa

Vem, serenidade!
Vem cobrir a longa
fadiga dos homens,
este antigo desejo de nunca ser feliz
a não ser pela dupla umidade das bocas.

Vem, serenidade!
Faz com que os beijos cheguem à altura dos ombros
e com que os ombros subam à altura dos lábios,
faz com que os lábios cheguem à altura dos beijos.
Carrega para a cama dos desempregados
todas as coisas verdes, todas as coisas vis
fechadas no cofre das águas:
os corais, as anêmonas, os monstros sublunares,
as algas, porque um fio de prata lhes enfeita os cabelos.

Vem, serenidade,
com o país veloz e virginal das ondas,
com o martírio leve dos amantes sem Deus,
com o cheiro sensual das pernas no cinema,
com o vinho e as uvas e o frêmito das virgens,
com o macio ventre das mulheres violadas,
com os filhos que os pais amaldiçoam,
com as lanternas postas à beira dos abismos,
e os segredos e os ninhos e o feno
e as procissões sem padre, sem anjos e, contud
com Deus molhando os olhos
e as esperanças dos pobres.

Vem, serenidade,
com a paz e a guerra
derrubar as selvagens
florestas do instinto.

Vem, e levanta
palácios na sombra.
Tem a paciência de quem deixa entre os lábios
um espaço absoluto.

Vem, e desponta,
oriunda dos mares,
orquídea fresca das noites vagabundas,
serena espécie de contentamento,
surpresa, plenitude.

Vem dos prédios sem almas e sem luzes,
dos números irreais de todas as semanas,
dos caixeiros sem cor e sem família,
das flores que rebentam nas mãos dos namorados
dos bancos que os jardins afogam no silêncio,
das jarras que os marujos trazem sempre da China,
dos aventais vermelhos com que as mulheres esperam
a chegada da força e da vertigem.

Vem, serenidade,
e põe no peito sujo dos ladrões
a cruz dos crimes sem cadeia,
põe na boca dos pobres o pão que eles precisam,
põe nos olhos dos cegos a luz que lhes pertence.

Vem nos bicos dos pés para junto dos berços,
para junto das campas dos jovens que morreram,
para junto das artérias que servem
de campo para o trigo, de mar para os navios.

Vem, serenidade!
E do salgado bojo das tuas naus felizes
despeja a confiança,
a grande confiança.
Grande como os teus braços,
grande serenidade!

E põe teus pés na terra,
e deixa que outras vozes
se comovam contigo
no Outono, no Inverno,
no Verão, na Primavera.

Vem, serenidade,
para que se não fale
nem da paz nem da guerra nem de Deus,
porque foi tudo junto
e guardado e levado
para a casa dos homens.

Vem, serenidade,
vem com a madrugada,
vem com os anjos de ouro que fugiram da Lua,
com as nuvens que proíbem o céu,
vem com o nevoeiro.

Vem com as meretrizes que chamam da janela,
o volume dos corpos saciados na cama,
as mil aparições do amor nas esquinas,
as dívidas que os pais nos pagam em segredo,
as costas que os marinheiros levantam
quando arrastam o mar pelas ruas.

Vem, serenidade,
e lembra-te de nós,
que te esperamos há séculos sempre no mesmo sítio,
um sítio aonde a morte tem todos os direitos.

Lembra-te da miséria dourada dos meus versos,
desta roupa de imagens que me cobre
o corpo silencioso,
das noites que passei perseguindo uma estrela,
do hálito, da fome, da doença, do crime,
com que dou vida e morte
a mim próprio e aos outros.

Vem, serenidade,
e acaba com o vício
de plantar roseiras no duro chão dos dias,
vicio de beber água
com o copo do vinho milagroso do sangue.

Vem, serenidade,
não apagues ainda
a lâmpada que forra
os cantos do meu quarto,
o papel com que embrulho meus rios de aventura
em que vai navegando o futuro.

Vem, serenidade!
E pousa, mais serena que as mãos de minha Mãe,
mais úmida que a pele marítima do cais,
mais branca que o soluço, o silêncio, a origem,
mais livre que uma ave em seu vôo,
mais branda que a grávida brandura do papel em que escrevo,
mais humana e alegre que o sorriso das noivas,
do que a voz dos amigos, do que o sol nas searas.

Vem, serenidade,
para perto de mim e para nunca.

.......................................................

De manhã, quando as carroças de hortaliça
chiam por dentro da lisa e sonolenta
tarefa terminada,
quando um ramo de flores matinais
é uma ofensa ao nosso limitado horizonte,
quando os astros entregam ao carteiro surpreendido
mais um postal da esperança enigmática,
quando os tacões furados pelos relógios podres,
pelas tardes por trás das grades e dos muros,
pelas convencionais visitas aos enfermos,
formam, em densos ângulos de humano desespero,
uma nuvem que aumenta a vã periferia
que rodeia a cidade,
é então que eu te peço como quem pede amor:
Vem, serenidade!

Com a medalha, os gestos e os teus olhos azuis,
vem, serenidade!

Com as horas maiúsculas do cio,
com os músculos inchados da preguiça,
vem, serenidade!

Vem, com o perturbante mistério dos cabelos,
o riso que não é da boca nem dos dentes
mas que se espalha, inteiro,
num corpo alucinado de bandeira.

Vem, serenidade,
antes que os passos da noite vigilante
arranquem as primeiras unhas da madrugada,
antes que as ruas cheias de corações de gás
se percam no fantástico cenário da cidade,
antes que, nos pés dormentes dos pedintes,
a cólera lhes acenda brasas nos cinco dedos,
a revolta semeie florestas de gritos
e a raiva vá partir as amarras diárias.

Vem, serenidade,
leva-me num vagão de mercadorias,
num convés de algodão e borracha e madeira,
na hélice emigrante, na tábua azul dos peixes,
na carnívora concha do sono.

Leva-me para longe
deste bíblico espaço,
desta confusão abúlica dos mitos,
deste enorme pulmão de silêncio e vergonha.
Longe das sentinelas de mármore
que exigem passaporte a quem passa.

A bordo, no porão,
conversando com velhos tripulantes descalços,
crianças criminosas fugidas à policia,
moços contrabandistas, negociantes mouros,
emigrados políticos que vão
em busca da perdida liberdade,
Vem, serenidade,
e leva-me contigo.
Com ciganos comendo amoras e limões,
e música de harmônio, e ciúme, e vinganças,
e subindo nos ares o livre e musical
facho rubro que une os seios da terra ao Sol.

Vem, serenidade!
Os comboios nos esperam.
Há famílias inteiras com o jantar na mesa,
aguardando que batam, que empurrem, que irrompam
pela porta levíssima,
e que a porta se abra e por ela se entornem
os frutos e a justiça.

Serenidade, eu rezo:
Acorda minha Mãe quando ela dorme,
quando ela tem no rosto a solidão completa
de quem passou a noite perguntando por mim,
de quem perdeu de vista o meu destino.

Ajuda-me a cumprir a missão de poeta,
a confundir, numa só e lúcida claridade,
a palavra esquecida no coração do homem.

Vem, serenidade,
e absolve os vencidos,
regulariza o trânsito cardíaco dos sonhos
e dá-lhes nomes novos,
novos ventos, novos portos, novos pulsos.

E recorda comigo o barulho das ondas,
mentiras da fé, os amigos medrosos,
os assombros da índia imaginada,
o espanto aprendiz da nossa fala,
ainda nossa, ainda bela, ainda livre
destes montes altíssimos que tapam
as veias ao Oceano.

Vem, serenidade,
e faz que não fiquemos doentes, só de ver
que a beleza não nasce dia a dia na terra.

E reúne os pedaços dos espelhos partidos,
e não cedas demais ao vislumbre de vermos
a nossa idade exata
outra vez paralela ao percurso dos pássaros.

E dá asas ao peso
da melancolia,
e põe ordem no caos e carne nos espectros,
e ensina aos suicidas a volúpia do baile,
e enfeitiça os dois corpos quando eles se apertarem,
e não apagues nunca o fogo que os consome.
o impulso que os coloca, nus e iluminados,
no topo das montanhas, no extremo dos mastros
na chaminé do sangue.

Serenidade, assiste
à multiplicação original do Mundo:
Um manto terníssimo de espuma,
um ninho de corais, de limos, de cabelos,
um universo de algas despidas e retráteis,
um polvo de ternura deliciosa e fresca.

Vem, e compartilha
das mais simples paixões,
do jogo que jogamos sem parceiro,
dos humilhantes nós que a garganta irradia,
da suspeita violenta, do inesperado abrigo.

Vem, com teu frio de esquecimento,
com tua alucinante e alucinada mão,
e põe, no religioso ofício do poema,
a alegria, a fé, os milagres, a luz!

Vem, e defende-me
da traição dos encontros,
do engano na presença de Aquele
cuja palavra é silêncio,
cujo corpo é de ar,
cujo amor é demais
absoluto e eterno
para ser meu, que o amo.

Para sempre irreal,
para sempre obscena,
para sempre inocente,
Serenidade, és minha.
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Nasceram neste dia

21
José Joaquim Medeiros e Albuquerque

José Joaquim de Medeiros e Albuquerque foi um poeta, contista, dramaturgo, jornalista e político brasileiro, conhecido por sua participação ativa na vida cultural e literária do Império. Sua obra poética, embora nem sempre a mais proeminente de seu tempo, reflete o espírito romântico com uma sensibilidade particular para temas como o amor, a saudade e a natureza. Como jornalista e político, desempenhou um papel relevante na sociedade de sua época, contribuindo para o debate público e a formação da identidade nacional. Sua versatilidade e engajamento marcaram sua trajetória, deixando um legado multifacetado na história brasileira.

Soneto Decadente
Raul de Carvalho

Raul de Carvalho foi um poeta português cuja obra se destacou pela sua profundidade lírica e reflexiva. A sua poesia explora temas universais como o amor, a morte, o tempo e a condição humana, com uma linguagem cuidada e uma forte musicalidade. Ao longo da sua carreira, Carvalho consolidou um estilo próprio, marcado pela introspeção e por uma sensibilidade apurada para as nuances da existência. A sua contribuição para a poesia portuguesa reside na capacidade de transfigurar o quotidiano em arte, tocando o leitor pela sua honestidade e pela beleza das suas imagens poéticas.

Vem, serenidade!
Antonin Artaud

Antonin Artaud foi um dramaturgo, poeta, ator e teórico teatral francês, figura central do surrealismo e criador do conceito de "Teatro da Crueldade". Sua obra é marcada pela experimentação radical, pela busca de uma linguagem que transcenda o texto falado e pela exploração dos limites da mente e do corpo. Sua vida foi permeada por intensas crises existenciais e problemas de saúde mental. Artaud revolucionou o pensamento teatral com suas ideias sobre a mise en scène, o uso do espaço, do som e do gesto, visando um impacto visceral no espectador. Sua influência estende-se para além do teatro, impactando a literatura, o cinema e as artes visuais.

Qui suis-je?
José Luís Peixoto

José Luís Peixoto é um dos mais proeminentes escritores portugueses contemporâneos, conhecido pela sua prosa lírica e pela exploração profunda da condição humana, da memória e da identidade. Sua obra abrange poesia, romance e conto, distinguindo-se pela originalidade estilística e pela capacidade de evocar paisagens e emoções de forma intensa, o que lhe valeu reconhecimento nacional e internacional.

fingir que está tudo bem
Vicent Andrés Estellés

Vicent Andrés Estellés foi um poeta fundamental da literatura em língua valenciana, cuja obra retrata a identidade, a história e o quotidiano da sua terra com uma voz autêntica e profundamente enraizada. Conhecido pela sua vasta produção, que abrange desde o lirismo mais íntimo até à crónica social e política, Estellés tornou-se um símbolo da resistência cultural e linguística valenciana. A sua poesia, muitas vezes marcada por um tom coloquial e direto, sem descurar a profundidade e a força expressiva, aborda temas universais como o amor, a morte, o tempo, a injustiça e a esperança, sempre com um olhar aguçado sobre a realidade que o rodeava. A sua figura é incontornável para a compreensão da poesia catalã contemporânea.

Tot açò que ja no pot ser
Carlos Lima

Carlos Lima foi um poeta cuja obra se caracteriza por uma exploração profunda da condição humana, abordando temas como a solidão, o amor e a busca por sentido em um mundo em constante mutação. Sua poesia é marcada por uma linguagem lírica e evocativa, capaz de capturar as nuances das emoções e as complexidades das relações interpessoais. Através de seus versos, Lima tece reflexões que convidam à introspecção e à contemplação da existência, consolidando-se como uma voz singular na literatura contemporânea.

Dístomo
Mercedes Blasco

Mercedes Blasco foi uma figura notável na poesia, cujas obras exploram profundas reflexões sobre a condição humana. A sua escrita caracteriza-se pela sensibilidade e pela capacidade de evocar emoções complexas através de uma linguagem rica e imagética. Os seus poemas abordam frequentemente temas universais como o amor, a perda e a busca por significado, ressoando com leitores pela sua autenticidade e profundidade lírica.

Amar Por Amar
Tenreiro Aranha

Tenreiro Aranha foi um poeta que marcou presença na literatura brasileira, associado a movimentos literários de sua época. Sua obra é reconhecida pela força expressiva, pela exploração de temas sociais e existenciais, e por um estilo que combina rigor formal com uma linguagem vigorosa e imagética.

Soneto
François-René de Chateaubriand

François-René de Chateaubriand foi um influente escritor, político e diplomata francês. É considerado um dos fundadores do Romantismo na literatura francesa, com obras que exploram temas como a natureza, a melancolia, o exílio e a busca pela identidade. Sua vida agitada, marcada por viagens e envolvimento político, inspirou grande parte de sua escrita.

Juliusz Słowacki

Juliusz Słowacki foi um poeta e dramaturgo polonês, considerado um dos Três Bardos da literatura polonesa. Sua obra é caracterizada pelo romantismo, misticismo e pela profunda exploração da alma e da identidade polonesa.

Tommaso Campanella

Tommaso Campanella foi um frade dominicano, filósofo, teólogo e poeta italiano. Um pensador prolífico e polêmico, ele é conhecido por sua obra 'A Cidade do Sol', uma utopia política que descreve uma sociedade ideal baseada na razão e na comunidade. Campanella passou grande parte de sua vida na prisão devido às suas ideias consideradas heréticas e subversivas.

Isabel Meireles

Isabel Meireles é uma poetisa portuguesa contemporânea, cuja obra se distingue pela sua profundidade lírica e pela exploração de temas universais. A sua poesia aborda a condição humana, a efemeridade do tempo e a busca por sentido, frequentemente através de uma linguagem cuidada e de uma musicalidade intrínseca. A autora constrói um universo poético que convida à reflexão e à introspeção, consolidando-se como uma voz relevante na poesia portuguesa atual.

José Manuel Sarmento de Beires

José Manuel Sarmento de Beires foi um poeta, jornalista e figura proeminente do movimento surrealista em Portugal. A sua obra poética, carregada de imagens oníricas e de uma forte carga subversiva, explorou os limites da linguagem e da perceção, refletindo o seu compromisso com os ideais surrealistas de libertação do espírito e da imaginação. Como jornalista, dedicou-se também à divulgação cultural e à crítica, marcando a cena literária e artística do seu tempo.

Carlos de Lima Magalhães

Carlos de Lima Magalhães foi um poeta e dramaturgo português, cuja obra se desenvolveu principalmente no século XIX. Associado ao Romantismo e, posteriormente, a uma transição para o Realismo, explorou temas como a crítica social, o amor e a identidade nacional. A sua escrita é marcada por uma linguagem cuidada e por uma sensibilidade particular para com os dilemas humanos e sociais. Teve também uma carreira ligada à política e ao jornalismo.

José Sarmento

José Sarmento, poeta português, destaca-se pela sua lírica introspectiva e pela exploração de temas universais como o amor, a morte e a passagem do tempo. A sua obra é marcada por uma linguagem cuidada e por uma profunda sensibilidade na abordagem das emoções humanas. Através de versos que evocam imagens vívidas e sentimentos complexos, Sarmento constrói um universo poético que ressoa com a experiência existencial do leitor.

Eusebio Erkiaga

Eusebio Erkiaga foi um destacado poeta e bertsolari basco, cuja obra se enquadra na defesa e promoção da cultura e língua bascas. A sua poesia, escrita em basco, caracteriza-se por um profundo enraizamento à terra, à tradição e aos valores do povo basco. Erkiaga explorou temas como a identidade basca, a natureza, a religiosidade e a vida quotidiana da sua comunidade, utilizando uma linguagem rica e evocadora. Como bertsolari, demonstrou uma grande habilidade para a improvisação e a expressão poética oral, tornando-se numa figura relevante do panorama cultural basco. O seu legado perdura como testemunho do seu compromisso com a língua e a cultura da sua terra.

Carmen Boullosa

Carmen Boullosa é uma escritora mexicana contemporânea cuja obra abrange o romance, a poesia e o ensaio. Reconhecida pelo seu estilo audaz e experimental, Boullosa desafia as convenções narrativas e explora temas como a identidade, o género, a história e a memória, reescrevendo frequentemente mitos e figuras históricas a partir de perspetivas feministas e inovadoras. A sua escrita caracteriza-se por uma rica imagética, uma linguagem vibrante e uma profunda reflexão sobre a condição humana e as complexidades da sociedade mexicana e latino-americana. É uma voz fundamental na literatura em espanhol, com uma obra que convida à desconstrução de narrativas estabelecidas e à exploração de novas formas de expressão.

Morreram neste dia

5
Jean-François Regnard

Jean-François Regnard foi um dramaturgo francês, conhecido por suas comédias. Ele viajou extensivamente, o que influenciou seu trabalho.

Walter Kaufmann

Walter Arnold Kaufmann foi um filósofo, psicólogo e crítico literário alemão-americano. Ele é mais conhecido por seu trabalho sobre Nietzsche, que ajudou a popularizar o filósofo na academia de língua inglesa. Kaufmann também contribuiu para a filosofia existencial e a psicologia da religião.

Raimbaut de Vaqueiras

Raimbaut de Vaqueiras foi um trovador provençal da Idade Média, conhecido pela sua mestria na poesia cortês e pela sua participação em cruzadas. A sua obra destaca-se pela complexidade métrica e pela exploração de temas como o amor cortês, a guerra e a honra, refletindo o ambiente social e militar da sua época. É considerado um dos mais importantes poetas da lírica galego-portuguesa e occitana.

Altas ondas que vêm por sobre o mar,
José Barbosa

José Barbosa foi um poeta português cujas obras exploram a profundidade da condição humana com uma linguagem cuidada e um olhar atento sobre o quotidiano. A sua poesia reflete sobre temas universais como o amor, a passagem do tempo e a busca por sentido, muitas vezes com um tom melancólico mas também esperançoso. Aborda a natureza e os sentimentos de forma introspectiva, convidando o leitor a uma reflexão sobre a sua própria existência e o mundo que o rodeia.

Carlos Torres Figueiredo

Carlos Torres Figueiredo foi um poeta português, cuja obra se insere num contexto literário rico em experimentação e reflexão. A sua poesia é marcada por uma busca constante de novas formas de expressão, explorando a linguagem e os limites da própria poesia. Com uma voz poética que transita entre o pessoal e o universal, Carlos Torres Figueiredo abordou temas como a identidade, a memória e a condição humana, deixando um conjunto de poemas que convidam à meditação e ao diálogo com o leitor, num estilo que, por vezes, desafia as convenções literárias.

Aniversários da comunidade

8
Ana Moraes

Sou educadora na rede pública municipal de ensino de São Paulo, Escritora, Contadora de História, Universitária e Amante da arte em suas mais diversas ramificações, tais como a pintura, a literatura, a poesia, a música, a dança, o cinema e o teatro

LEMBRANÇAS
lucas Zacarias

QUER POUCO: TERÁS TUDO. Quer pouco, terás tudo. Quer nada: serás livre. O mesmo amor que tenham Por nós, quer-nos, oprime-nos.

QUER POUCO: TERÁS TUDO.
afonso_marcao

Um triste escritor que escreve coisas sobre a sua mente

Até um bom homem morre de coração partido
lynnie

just trying

trancada
vicentecuna

É por meio da poesia que descrevo o meu mundo imaginário.

O diabo
Carlos Peixoto

Não tenho animais de estimação.

O Zé Troll