António Castañeda
Autor do dia

António Castañeda

António Castañeda é um poeta português cuja obra se distingue pela exploração de temas como a memória, a paisagem, a efemeridade e a introspeção. Sua poesia é marcada por uma linguagem cuidada e por uma sensibilidade apurada para captar as nuances do quotidiano e do mundo interior. Ao longo de sua trajetória, tem contribuído para a poesia contemporânea portuguesa com uma voz singular e reflexiva, que convida o leitor a uma imersão em universos de profunda subjetividade.

Poema do dia

Teu Corpo Principia

António Ramos Rosa
Dou-te um nome de água
para que cresças no silêncio.

Invento a alegria
da terra que habito
porque nela moro.

Invento do meu nada
esta pergunta.
(Nesta hora, aqui.)

Descubro esse contrário
que em si mesmo se abre:
ou alegria ou morte.

Silêncio e sol — verdade,
respiração apenas.

Amor, eu sei que vives
num breve país.

Os olhos imagino
e o beijo na cintura,
ó tão delgada.

Se é milagre existires,
teus pés nas minhas palmas.

Ó maravilha, existo
no mundo dos teus olhos.

Ó vida perfumada
cantando devagar.

Enleio-me na clara
dança do teu andar.

Por uma água tão pura
vale a pena viver.

Um teu joelho diz-me
a indizível paz.
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Nasceram neste dia

4
Pedro Homem de Mello

Pedro Homem de Mello foi um poeta, jurista e político português, conhecido por sua obra lírica marcada pela tradição e pela temática amorosa e patriótica. Sua poesia, frequentemente associada à Nova Poesia Portuguesa, distingue-se pela musicalidade, pelo rigor formal e por uma linguagem elegante. Além de sua produção literária, teve uma carreira proeminente no direito e na política, deixando um legado multifacetado na cultura e na vida pública de Portugal.

Povo que lavas no rio
Barbara Guest

Barbara Guest foi uma poeta americana reconhecida pela sua contribuição para a poesia moderna, particularmente associada à escola de Nova Iorque. A sua obra explora as complexidades da linguagem, da percepção e da identidade, muitas vezes de forma experimental e inovadora. Guest desafiou as convenções poéticas através do seu uso distinto do verso e da sua abordagem fragmentada e interconectada à forma. Ao longo da sua carreira, explorou temas como a memória, a natureza, a arte e a condição feminina, utilizando uma linguagem precisa e imagética. A sua poesia é frequentemente caracterizada pela sua inteligência, pela sua musicalidade subtil e pela sua profunda reflexão sobre os limites da representação e da expressão.

O fim do desfile
Joaquim Lagoeiro

Joaquim Lagoeiro foi um poeta cuja obra se destaca pela sua ligação profunda à terra, à tradição e à identidade portuguesa. A sua poesia é um eco das paisagens rurais, dos saberes ancestrais e da alma do povo, expressa através de uma linguagem vernácula e autêntica. Lagoeiro celebrou a vida simples, os ciclos da natureza e os valores que moldam o caráter de uma nação, deixando um legado de amor à terra e às suas raízes.

Morreram neste dia

6
Olinda Marques de Azevedo

Olinda Marques de Azevedo foi uma escritora portuguesa cujas obras exploraram frequentemente a dimensão íntima e os anseios da alma feminina. A sua poesia é marcada por uma sensibilidade apurada e uma linguagem cuidada, refletindo as convenções e as aspirações do seu tempo. A sua produção literária, embora não extensíssima, deixou um registo de um olhar atento sobre as emoções, as relações interpessoais e a busca por um sentido mais profundo na existência. As suas obras dialogam com as correntes literárias da época, apresentando uma voz que, dentro dos limites estabelecidos pela sociedade, procurava expressar a complexidade do universo feminino.

Primavera
Letícia Parente

Letícia Parente foi uma artista visual brasileira, pioneira na videoarte no país. A sua obra explorou temas como a identidade, o corpo, a opressão e a condição feminina, muitas vezes através de performances provocativas e instalações conceituais. Utilizando o vídeo como ferramenta principal, Parente questionou as estruturas sociais e políticas, deixando um legado importante na arte contemporânea brasileira e internacional.

Sully Prudhomme

Sully Prudhomme foi um poeta parnasiano francês, conhecido pela sua poesia que explorava temas filosóficos, científicos e psicológicos com um estilo rigoroso e uma linguagem precisa. As suas obras refletem um pessimismo melancólico e uma fascinação pela razão, pela ciência e pela condição humana. Foi o primeiro poeta a receber o Prémio Nobel da Literatura, em 1901, em reconhecimento à sua obra lírica que demonstrava um elevado ideal artístico, uma profunda humanidade e uma rara combinação das qualidades de um coração e de uma inteligência aguçados.

O vaso partido
António Cacho

António Cacho foi um poeta português cuja obra se insere no panorama literário do século XX. Marcado por uma sensibilidade ímpar, a sua poesia explora as profundezas da condição humana, abordando temas universais com uma linguagem depurada e emotiva. A sua contribuição para a poesia portuguesa destaca-se pela originalidade e pela capacidade de tocar o leitor em diferentes planos da existência. Através de uma escrita que privilegia a introspeção e a reflexão sobre a vida, o amor e a morte, Cacho deixou um legado poético que continua a ser apreciado pela sua força expressiva e pela sua relevância existencial. A sua obra é um convite à contemplação e à descoberta das nuances que compõem a experiência humana.

Silvina de Sousa

Silvina de Sousa foi uma escritora portuguesa cuja obra se destacou pela exploração da condição feminina e das complexidades da identidade. Autora de poesia e prosa, a sua escrita é marcada por uma profunda sensibilidade, abordando temas como o amor, a solidão, a memória e a passagem do tempo. A sua poesia, em particular, revela um lirismo introspectivo e uma linguagem cuidada, que lhe conferiram um lugar de destaque na literatura contemporânea portuguesa.

Manuel da Cruz Malpique

Manuel da Cruz Malpique foi um poeta português cuja obra se insere no contexto do arcadismo. Caracterizado por um lirismo bucólico e pastoril, explorou temas como o amor idealizado, a natureza e a fugacidade do tempo, utilizando frequentemente a mitologia clássica e a linguagem cuidada e ornamentada típica do seu tempo. A sua poesia reflete os valores estéticos e culturais da sociedade setecentista, marcada pela influência das ideias iluministas e pela busca da harmonia e do equilíbrio.

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