Poemas neste tema
Relações e Família
Ana Cristina Cesar
Psicografia
Também eu
saio á revelia
E procuro uma síntese nas demoras
Cato obsessões com fria têmpera e digo
Do coração: não soube e digo
Da palavra: não digo(não posso ainda acreditar
Na vida) e demito o verso como quem acena
E vivo como quem despede a raiva de Ter visto.
saio á revelia
E procuro uma síntese nas demoras
Cato obsessões com fria têmpera e digo
Do coração: não soube e digo
Da palavra: não digo(não posso ainda acreditar
Na vida) e demito o verso como quem acena
E vivo como quem despede a raiva de Ter visto.
3 636
Armindo Trevisan
O Círculo
Que ela
estivesse lá e sózinhos
Palpássemos o coração e desaprendêssemos
Como as ancas teriam a natural vacilação
E caminhasse para o ar desabotoando
O perito em silêncio e oferecesse
O corpo à natureza da terra e lhe sentisse
Os lábios mortos e desenrolasse a escuridão
De suas pernas livres e depois fêmea
Reclinasse a cabeça sobre a minha sombra
Ah nem os pássaros devorarão
A inconsciência de frutos como soube
Perdê-la e juntos sairmos para
A carnalidade do dia.
estivesse lá e sózinhos
Palpássemos o coração e desaprendêssemos
Como as ancas teriam a natural vacilação
E caminhasse para o ar desabotoando
O perito em silêncio e oferecesse
O corpo à natureza da terra e lhe sentisse
Os lábios mortos e desenrolasse a escuridão
De suas pernas livres e depois fêmea
Reclinasse a cabeça sobre a minha sombra
Ah nem os pássaros devorarão
A inconsciência de frutos como soube
Perdê-la e juntos sairmos para
A carnalidade do dia.
957
Regina Souza Vieira
Para Quando
Para quando o fim desta mania
De acreditar em sonhos acordados
Impossíveis?
Para quando a manhã de sol
Para quando o nunca
Seja ontem?
Para quando o amanhã
O despertar
Do sempre?
De acreditar em sonhos acordados
Impossíveis?
Para quando a manhã de sol
Para quando o nunca
Seja ontem?
Para quando o amanhã
O despertar
Do sempre?
913
Jorge Viegas
Silenciosa Felicidade
Acordam
as sombras floridas
Flutuando alegremente
Pela intensidade do intimo desejo.
Brincam os sentidos
Seguindo o voo colorido das aves
E ouvindo o murmúrio azul dos riachos.
Dançam pensamentos cristalinos
Sobre a suavidade deslizante
Das gotas brilhantes das cascatas.
Vibram comovidos carinhos
Aquecendo ardentes fontes seculares
Da alquimia sensual do beijo.
Resplandecem nuvens de sensibilidade
Espalhando misteriosas ternuras
Pelos perfumes infinitos da felicidade
E no emaranhado das lianas espirituais
Abraçamos majestosos segredos da luz da vida
Criando a magia absorvente do amor.
as sombras floridas
Flutuando alegremente
Pela intensidade do intimo desejo.
Brincam os sentidos
Seguindo o voo colorido das aves
E ouvindo o murmúrio azul dos riachos.
Dançam pensamentos cristalinos
Sobre a suavidade deslizante
Das gotas brilhantes das cascatas.
Vibram comovidos carinhos
Aquecendo ardentes fontes seculares
Da alquimia sensual do beijo.
Resplandecem nuvens de sensibilidade
Espalhando misteriosas ternuras
Pelos perfumes infinitos da felicidade
E no emaranhado das lianas espirituais
Abraçamos majestosos segredos da luz da vida
Criando a magia absorvente do amor.
1 200
Jorge Viegas
Lenda dos Sonhos
Noite
lenta, eterna, magia dos espíritos...
Apalpo a distância do movimento...
O brilho profundo do luar
Aquece o gesto sentido do amor
E transformo-te na lenda dos sonhos.
As estrelas cantam o brilho sublime
Dentro da ternura do teu olhar
Reflectindo sobre a imensidão do oceano
O calor sensual do teu abraço.
Murmúrios delicioso povoam os céus
Embalando a doçura dos teus beijos
E o arco-íris eleva-se no horizonte
Colorindo as ondas quentes dos teus cabelos
Por onde navegam as verdades dos teus sentimentos.
Os sentidos flutuam pelo aroma verdadeiro
Da simplicidade da tua generosidade
Criando a simbiose dos teus desejos.
Na canção embriagante dos sinos celestiais
Envolvo-me na tua sinceridade
E torno-te eterna dentro do meu peito.
lenta, eterna, magia dos espíritos...
Apalpo a distância do movimento...
O brilho profundo do luar
Aquece o gesto sentido do amor
E transformo-te na lenda dos sonhos.
As estrelas cantam o brilho sublime
Dentro da ternura do teu olhar
Reflectindo sobre a imensidão do oceano
O calor sensual do teu abraço.
Murmúrios delicioso povoam os céus
Embalando a doçura dos teus beijos
E o arco-íris eleva-se no horizonte
Colorindo as ondas quentes dos teus cabelos
Por onde navegam as verdades dos teus sentimentos.
Os sentidos flutuam pelo aroma verdadeiro
Da simplicidade da tua generosidade
Criando a simbiose dos teus desejos.
Na canção embriagante dos sinos celestiais
Envolvo-me na tua sinceridade
E torno-te eterna dentro do meu peito.
1 454
Silvaney Paes
Desejo
Porque
me negar o desejo
Que nessa carne reclama,
De não provar de teu beijo
Se a libido é quem clama?
Porque te negar essa carne
Que de tão fresca te chama,
De saciar tua fome
Se a libido é quem clama?
Porque me negar à mistura
Que nessa carne se entrança,
De delirar na entrega
Se a libido é quem clama?
Porque adiar essa entrega
Que nesse medo se aplaina,
De saciar minha fome
Se a libido é quem clama?
Porque se a libido é quem chama
Que nessa fome se entrança,
Devo queimar nessa chama
Se ouvir o desejo que clama..
me negar o desejo
Que nessa carne reclama,
De não provar de teu beijo
Se a libido é quem clama?
Porque te negar essa carne
Que de tão fresca te chama,
De saciar tua fome
Se a libido é quem clama?
Porque me negar à mistura
Que nessa carne se entrança,
De delirar na entrega
Se a libido é quem clama?
Porque adiar essa entrega
Que nesse medo se aplaina,
De saciar minha fome
Se a libido é quem clama?
Porque se a libido é quem chama
Que nessa fome se entrança,
Devo queimar nessa chama
Se ouvir o desejo que clama..
984
Rose M. Martins
Fases da Lua
Morri...
Até então não percebia, mas eu morria a cada dia, gota a gota a sangrar...
Percebi...
Desesperei-me, não sabendo para onde caminhar...
Desisti...
Por um momento, por não me encontrar...
Perdi...
a mim mesma, e de repente estava numa sala a buscar...
Vi...
Alguém chegar, tornando-se cada vez mais importante a me apoiar...
Senti...
Tanta alegria, tanta solidariedade, tudo nada familiar...
Envolvi...
E fui envolvida, num sentimento puro, era só felicidade a brotar...
Vivi...
Tudo intensamente, querendo tocar, saborear, voar...
Venci...
As amarras, tirei a venda dos olhos, e vi um mundo colorido a me esperar...
Sorri...
Você estava de braços abertos, carinhosamente a me amparar...
Corri...
Até o arco-íris dos teus olhos, sentindo o calor de teu sorriso a me
animar...
Retribuí...
Esse abraço maravilhoso, com ânsia, feliz por finalmente te encontrar...
Aprendi...
Que com você é divino conjugar o verbo adorar.
Até então não percebia, mas eu morria a cada dia, gota a gota a sangrar...
Percebi...
Desesperei-me, não sabendo para onde caminhar...
Desisti...
Por um momento, por não me encontrar...
Perdi...
a mim mesma, e de repente estava numa sala a buscar...
Vi...
Alguém chegar, tornando-se cada vez mais importante a me apoiar...
Senti...
Tanta alegria, tanta solidariedade, tudo nada familiar...
Envolvi...
E fui envolvida, num sentimento puro, era só felicidade a brotar...
Vivi...
Tudo intensamente, querendo tocar, saborear, voar...
Venci...
As amarras, tirei a venda dos olhos, e vi um mundo colorido a me esperar...
Sorri...
Você estava de braços abertos, carinhosamente a me amparar...
Corri...
Até o arco-íris dos teus olhos, sentindo o calor de teu sorriso a me
animar...
Retribuí...
Esse abraço maravilhoso, com ânsia, feliz por finalmente te encontrar...
Aprendi...
Que com você é divino conjugar o verbo adorar.
422
Silvio Cruz
Contar
Conta
os teus dias pelas horas felizes vividas,
as nuvens escuras apenas evitam
que o brilho do sol chegue aos teus olhos,
ele continua a existir, a brilhar...
a aquecer o mundo!
Conta as tuas noites pelas estrelas
que vês no firmamento,
esqueça a escuridão, a sombra,
elas apenas separam um dia do outro,
separam o brilho e a claridade
de estarem em todos os lugares!
Conta tua vida pelos sorrisos,
nunca pelas lágrimas derramadas,
elas são eternos ensinamentos,
te ajudam a crescer!
Enfim, conta tua felicidade pelas pessoas
em quem fizeste renascer a esperança,
pelo amor verdadeiro que deste...
recebeste e viveste!!!
os teus dias pelas horas felizes vividas,
as nuvens escuras apenas evitam
que o brilho do sol chegue aos teus olhos,
ele continua a existir, a brilhar...
a aquecer o mundo!
Conta as tuas noites pelas estrelas
que vês no firmamento,
esqueça a escuridão, a sombra,
elas apenas separam um dia do outro,
separam o brilho e a claridade
de estarem em todos os lugares!
Conta tua vida pelos sorrisos,
nunca pelas lágrimas derramadas,
elas são eternos ensinamentos,
te ajudam a crescer!
Enfim, conta tua felicidade pelas pessoas
em quem fizeste renascer a esperança,
pelo amor verdadeiro que deste...
recebeste e viveste!!!
1 034
Silvaney Paes
Âncora
Existe
algo que de mim se aparta
que d’uma alma dilapidada,
agora manca, quase amputada,
sem seu orgulho, dilacerada.
Que teu silêncio, já me roubara,
chorando agora a sua falta,
faltando ele, me resta nada.
perco a herança de minha casa.
Que nesse porto já ancorava
tão pobre alma de muitas lágrimas
mas teu silencio só açoitava
não parecendo já lapidada.
Ancora
essa alma..
algo que de mim se aparta
que d’uma alma dilapidada,
agora manca, quase amputada,
sem seu orgulho, dilacerada.
Que teu silêncio, já me roubara,
chorando agora a sua falta,
faltando ele, me resta nada.
perco a herança de minha casa.
Que nesse porto já ancorava
tão pobre alma de muitas lágrimas
mas teu silencio só açoitava
não parecendo já lapidada.
Ancora
essa alma..
1 088
Jorge Viegas
Interlúdio
Partículas
de silêncio
Superficialmente emocionado
Florescem na noite das constelações
Ritmos inalteráveis
De fragmentos de luz
Resistem à reconciliação do vazio.
A cor dos significados
Irrompe deliciosamente
Pela fronteira do silêncio
A sede eterna
Venerável e temperamental
Invade a alegria transparente
No infinito lago azul celestial
Emergem gotas ofuscantes
Criando a luz do tempo apagado
Tu dentro de mim
Criaste o vermelho flamejante
Onde as emoções navegam triunfantes
de silêncio
Superficialmente emocionado
Florescem na noite das constelações
Ritmos inalteráveis
De fragmentos de luz
Resistem à reconciliação do vazio.
A cor dos significados
Irrompe deliciosamente
Pela fronteira do silêncio
A sede eterna
Venerável e temperamental
Invade a alegria transparente
No infinito lago azul celestial
Emergem gotas ofuscantes
Criando a luz do tempo apagado
Tu dentro de mim
Criaste o vermelho flamejante
Onde as emoções navegam triunfantes
1 086
Rosa Leonor Pedro
Quero Palavras Antigas
Quero palavras antigas, muito antigas
as mais antigas de todo o sempre:
A primeira de todas, a mais sagrada;
a palavra mágica que deu vida ao universo
e inteligência aos "hanimais" que somos.
Aquela que fez as águas aparecer primeiro
e depois as separou da terra.
Quero aquela palavra
que era o verbo e se fez carne,
que disse que o dia era bom e a noite também,
aquela mesma palavra
que fez com que da grande mãe nascesses
e fosses para sempre a imagem sagrada da mulher
sobre este planeta.
as mais antigas de todo o sempre:
A primeira de todas, a mais sagrada;
a palavra mágica que deu vida ao universo
e inteligência aos "hanimais" que somos.
Aquela que fez as águas aparecer primeiro
e depois as separou da terra.
Quero aquela palavra
que era o verbo e se fez carne,
que disse que o dia era bom e a noite também,
aquela mesma palavra
que fez com que da grande mãe nascesses
e fosses para sempre a imagem sagrada da mulher
sobre este planeta.
1 275
Hugo Pires
Milénio
Por dois mil calhaus subi,
Tropeçando nas suas arestas áridas.
Dois mil socalcos escavei,
Rasgando a terra com as minhas mãos.
Duas mil videiras plantei,
Regando seus pés com a minha esperança.
Dois mil frutos colhi,
E de seu sumo vinho fiz,
E em dois mil litros de desilusão,
Mergulhei enfim sem salvação.
Tropeçando nas suas arestas áridas.
Dois mil socalcos escavei,
Rasgando a terra com as minhas mãos.
Duas mil videiras plantei,
Regando seus pés com a minha esperança.
Dois mil frutos colhi,
E de seu sumo vinho fiz,
E em dois mil litros de desilusão,
Mergulhei enfim sem salvação.
1 082
Silvaney Paes
Só Um Sopro
Um
sopro
De um amor que sofro
Não pouco
Só louco
Pegajoso
Da alma que achou-se pouca
Ainda sofro
E louco morro
Aguardo o sopro
De um amar louco
Não pouco
Igual ao outro
E aí então, não serei só louco
Nem só sopro
Serei vento e sopros
Um do outro
Nem loucos
Nem poucos
sopro
De um amor que sofro
Não pouco
Só louco
Pegajoso
Da alma que achou-se pouca
Ainda sofro
E louco morro
Aguardo o sopro
De um amar louco
Não pouco
Igual ao outro
E aí então, não serei só louco
Nem só sopro
Serei vento e sopros
Um do outro
Nem loucos
Nem poucos
1 112
Sylvio Persivo
Resquícios
Só me lembro de teus olhos brilhantes
Me dizendo coisas impossíveis de dizer
E de teu sorriso imenso, radiante
Se alimentando de todo o meu prazer.
Depois ...Lembrar ficou tão difícil
Na confusão de beijos e de abraços.
Tomei teu corpo, o que tornou-se vício,
E perdi os sentidos no gozo de teus braços.
E fui feliz, deus, louco e criança
Tanto que, sem música, criei a dança
Irreal que chamei de felicidade
E quando, enfim o real nos despertou,
Apesar da dor valeu, pois só quem amou
Teve, na vida, um pouco de Verdade!
Me dizendo coisas impossíveis de dizer
E de teu sorriso imenso, radiante
Se alimentando de todo o meu prazer.
Depois ...Lembrar ficou tão difícil
Na confusão de beijos e de abraços.
Tomei teu corpo, o que tornou-se vício,
E perdi os sentidos no gozo de teus braços.
E fui feliz, deus, louco e criança
Tanto que, sem música, criei a dança
Irreal que chamei de felicidade
E quando, enfim o real nos despertou,
Apesar da dor valeu, pois só quem amou
Teve, na vida, um pouco de Verdade!
877
Jorge Viegas
Sonho Azul
Voando
fechado no tempo,
Encontro momentos à muito perdidos.
Nos vales do paraíso
Infiltro a magia da liberdade
Nas veias da imaginação
E navego pela leveza do esplendor.
Acendo a tocha da reflexão
Embalo os sentimentos nos fluidos do silêncio
E abro a janela da criação
Vem comigo desvendar os mistérios da primavera
Delicadamente sentada no brilho das águas cristalinas,
Vaguear por entre os sons da inocência
E saborear a profundidade da beleza do carinho.
Vem decifrar as doces linhas dos enigmas
Que se escondem na beleza dos murmúrios do vento
E nas cores quentes do por do sol.
Vem percorrer as ondas do magnetismo absorvente
Do brilho dos olhares apaixonados pela sensual motivação
Da união de dois sentimentos.
Vem absorver essas gotas criadoras de sonhos interruptos
Que derrubam montanhas inexploráveis
Criando riachos por onde deslizas delicadamente deitada.
Vem provar o amor.
fechado no tempo,
Encontro momentos à muito perdidos.
Nos vales do paraíso
Infiltro a magia da liberdade
Nas veias da imaginação
E navego pela leveza do esplendor.
Acendo a tocha da reflexão
Embalo os sentimentos nos fluidos do silêncio
E abro a janela da criação
Vem comigo desvendar os mistérios da primavera
Delicadamente sentada no brilho das águas cristalinas,
Vaguear por entre os sons da inocência
E saborear a profundidade da beleza do carinho.
Vem decifrar as doces linhas dos enigmas
Que se escondem na beleza dos murmúrios do vento
E nas cores quentes do por do sol.
Vem percorrer as ondas do magnetismo absorvente
Do brilho dos olhares apaixonados pela sensual motivação
Da união de dois sentimentos.
Vem absorver essas gotas criadoras de sonhos interruptos
Que derrubam montanhas inexploráveis
Criando riachos por onde deslizas delicadamente deitada.
Vem provar o amor.
1 711
Agostina Akemi Sasaoka
Ligações Cruas
Gemeu
a escuridão...
No abraço silencioso
entre o muro e a noite,
tombaram os corpos.
Sobre as almas,
escorreram a dor e a paixão...
Por todas as esquinas,
esqueceram seus beijos
os amantes nictálopes.
Cada beco
ficou úmido, extático...
Tocaram, trocaram-se.
Um gomo de prazer
fartou o sono.
Assim,
o sexo se ajoelhou
perante as estrelas
e transpirou amor.
a escuridão...
No abraço silencioso
entre o muro e a noite,
tombaram os corpos.
Sobre as almas,
escorreram a dor e a paixão...
Por todas as esquinas,
esqueceram seus beijos
os amantes nictálopes.
Cada beco
ficou úmido, extático...
Tocaram, trocaram-se.
Um gomo de prazer
fartou o sono.
Assim,
o sexo se ajoelhou
perante as estrelas
e transpirou amor.
842
Silvaney Paes
Órfã
Trazemos
no peito a mesma magoa.
Sendo ela a perda, a saudade e a tristeza,
Que sempre verterá lagrimas,
Luminosas claras águas.
Para que nessas nossas almas
Constantemente lavadas,
Nunca cresçam ódio, ira ou raiva,
Tornando-nos criaturas
Amarguradas.
Da presença de teu pai
Foram nossas vidas amputadas,
Mais nunca nos será roubada
A lembrança ou a saudade,
Daquela amada alma,
Pois ficastes como toda a herança
E o espólio desta saga.
Lembrando nos teus tristes traços,
Nos da face ou nos da própria alma,
A passagem em nossas vidas
Daquele ente amado,
Que hoje em ti abraço
Vertendo Lágrimas.
no peito a mesma magoa.
Sendo ela a perda, a saudade e a tristeza,
Que sempre verterá lagrimas,
Luminosas claras águas.
Para que nessas nossas almas
Constantemente lavadas,
Nunca cresçam ódio, ira ou raiva,
Tornando-nos criaturas
Amarguradas.
Da presença de teu pai
Foram nossas vidas amputadas,
Mais nunca nos será roubada
A lembrança ou a saudade,
Daquela amada alma,
Pois ficastes como toda a herança
E o espólio desta saga.
Lembrando nos teus tristes traços,
Nos da face ou nos da própria alma,
A passagem em nossas vidas
Daquele ente amado,
Que hoje em ti abraço
Vertendo Lágrimas.
931
Silvaney Paes
Visita
Seja bem-vinda
a minha casa,
Pois de há muito que esperada,
Tão culta amiga!
Mais não demores,
Não fique na porta aí parada.
Adentra!
Anseio pelo vosso abraço,
Mais que ele não lhe seja estranho.
Desculpa-me!
Se não vier com o aperto esperado,
É que me vejo vexado,
Encabulado!
De um certo cheiro que vai nele impregnado,
Do suor do labor de meu trabalho.
Assenta-te!
Não nessa cadeira,
Ela traz uma das pernas amputadas.
Nesta outra.
Que foi especialmente para esta visita reservada,
Fazendo do simples de minha pobre casa,
A minha melhor prata.
Aceita um café, uma água?
É tudo que se tem em toda casa,
E que agrada.
Reparaste na minha modesta morada?
Ela não tem todas as paredes rebocadas.
E como a minha alma.
Mais nela mora dignidade,
Tristeza, saudade e também felicidade.
Trouxeste algo?
Não precisava! Já tenho tudo que me faltava,
Nesta visita a minha casa.
a minha casa,
Pois de há muito que esperada,
Tão culta amiga!
Mais não demores,
Não fique na porta aí parada.
Adentra!
Anseio pelo vosso abraço,
Mais que ele não lhe seja estranho.
Desculpa-me!
Se não vier com o aperto esperado,
É que me vejo vexado,
Encabulado!
De um certo cheiro que vai nele impregnado,
Do suor do labor de meu trabalho.
Assenta-te!
Não nessa cadeira,
Ela traz uma das pernas amputadas.
Nesta outra.
Que foi especialmente para esta visita reservada,
Fazendo do simples de minha pobre casa,
A minha melhor prata.
Aceita um café, uma água?
É tudo que se tem em toda casa,
E que agrada.
Reparaste na minha modesta morada?
Ela não tem todas as paredes rebocadas.
E como a minha alma.
Mais nela mora dignidade,
Tristeza, saudade e também felicidade.
Trouxeste algo?
Não precisava! Já tenho tudo que me faltava,
Nesta visita a minha casa.
1 091
Jorge Viegas
Navegando nas Emoções
Ao brilho
do luar
Abrem-se as campânulas de silencio
E o grito de alegria
Confunde-se com a magia das vagas quentes.
De súbito, o mar irrompe pelos sonhos
Transportando o olhar encantado
Da sereia bronzeada pela imensidão da noite.
Faz-se luz na enseada da vida
Os cânticos românticos
Vagueiam pelos recantos das grutas
Acordando aromas enfeitiçados
Acendem-se fogueiras de mitos
Aquecendo corações perdidos nas falésias do amor
E dança-se à volta da fronteira do desejo.
As estrelas iluminam a sensualidade dos actos
Inspira-se a pureza do universo
E na suavidade da corrente
Viajamos dentro da inocência dos sentidos
Reconstruindo sonhos antigos.
do luar
Abrem-se as campânulas de silencio
E o grito de alegria
Confunde-se com a magia das vagas quentes.
De súbito, o mar irrompe pelos sonhos
Transportando o olhar encantado
Da sereia bronzeada pela imensidão da noite.
Faz-se luz na enseada da vida
Os cânticos românticos
Vagueiam pelos recantos das grutas
Acordando aromas enfeitiçados
Acendem-se fogueiras de mitos
Aquecendo corações perdidos nas falésias do amor
E dança-se à volta da fronteira do desejo.
As estrelas iluminam a sensualidade dos actos
Inspira-se a pureza do universo
E na suavidade da corrente
Viajamos dentro da inocência dos sentidos
Reconstruindo sonhos antigos.
1 061
Emídia Felipe
A Janela do Teu Quarto
Da janela do teu quarto
Dá pra ver quase o mundo inteiro
E os teus retratos
Recortes e colagens
Que formam a paisagem de você
Deixa o sol entrar
Então posso lembrar
Que há um só lugar
Em que deveríamos estar
Posso ver até o que perdemos
Por deixar que o tempo
Fizesse a gente esquecer o que era sagrado
Que deixou a correnteza te levar
Pro lado errado
Coisas do passado
Promessas de melhoras
Beijos e abraços
Da janela do teu quarto.
Dá pra ver quase o mundo inteiro
E os teus retratos
Recortes e colagens
Que formam a paisagem de você
Deixa o sol entrar
Então posso lembrar
Que há um só lugar
Em que deveríamos estar
Posso ver até o que perdemos
Por deixar que o tempo
Fizesse a gente esquecer o que era sagrado
Que deixou a correnteza te levar
Pro lado errado
Coisas do passado
Promessas de melhoras
Beijos e abraços
Da janela do teu quarto.
868
Emídia Felipe
A Janela do Teu Quarto
Da janela do teu quarto
Dá pra ver quase o mundo inteiro
E os teus retratos
Recortes e colagens
Que formam a paisagem de você
Deixa o sol entrar
Então posso lembrar
Que há um só lugar
Em que deveríamos estar
Posso ver até o que perdemos
Por deixar que o tempo
Fizesse a gente esquecer o que era sagrado
Que deixou a correnteza te levar
Pro lado errado
Coisas do passado
Promessas de melhoras
Beijos e abraços
Da janela do teu quarto.
Dá pra ver quase o mundo inteiro
E os teus retratos
Recortes e colagens
Que formam a paisagem de você
Deixa o sol entrar
Então posso lembrar
Que há um só lugar
Em que deveríamos estar
Posso ver até o que perdemos
Por deixar que o tempo
Fizesse a gente esquecer o que era sagrado
Que deixou a correnteza te levar
Pro lado errado
Coisas do passado
Promessas de melhoras
Beijos e abraços
Da janela do teu quarto.
868
Silvaney Paes
Crucificado
Abre a
cruz dos teus braços
Já fui suficientemente flagelado
Agora tenho que ser crucificado
Devo morrer e ser ressuscitado
Fecha a cruz dos teus braços
Abre a cruz dos teus braços
De alma na mão fui coroado
Tive o peito perfurado
Nessa dor fui crucificado
Fecha a cruz dos teus braços
Abre a cruz dos teus braços
Fui três vezes nesse amor negado
Saudade, dor e desprezo cravados.
Sangrando fui crucificado
Fecha a cruz dos teus braços
Abre a cruz dos teus braços
Já fui suficientemente flagelado
Em teu amor fui crucificado
Fecha a cruz dos teus braços
Nesse abraço posso ser ressuscitado
cruz dos teus braços
Já fui suficientemente flagelado
Agora tenho que ser crucificado
Devo morrer e ser ressuscitado
Fecha a cruz dos teus braços
Abre a cruz dos teus braços
De alma na mão fui coroado
Tive o peito perfurado
Nessa dor fui crucificado
Fecha a cruz dos teus braços
Abre a cruz dos teus braços
Fui três vezes nesse amor negado
Saudade, dor e desprezo cravados.
Sangrando fui crucificado
Fecha a cruz dos teus braços
Abre a cruz dos teus braços
Já fui suficientemente flagelado
Em teu amor fui crucificado
Fecha a cruz dos teus braços
Nesse abraço posso ser ressuscitado
1 083
Jorge Viegas
Infinitamente Presente
No voo
pela noite dos leves mistérios
Onde as estrelas se transformam em anjos,
O sonho liberta um calor profundo,
Enchendo o infinito de fogo e paixão.
O murmúrio dourado dos teus olhos,
Transforma-se no raio de luz
Que multiplica a estrada da vida
Clarificando a imagem do amanhã.
Os segredos vão voando docemente
Por entre vagas de suspiros,
E as recordações vagueando
Pelos recantos da memória transparente.
Simples histórias quentes,
Remexendo com o passado recente,
Crepúsculo de energia crescente
Paraíso da sereia apaixonada.
No esplendor da viagem
Encontro o brilho da canção
Sorrindo alegremente
E descubro a pureza da tua imagem.
pela noite dos leves mistérios
Onde as estrelas se transformam em anjos,
O sonho liberta um calor profundo,
Enchendo o infinito de fogo e paixão.
O murmúrio dourado dos teus olhos,
Transforma-se no raio de luz
Que multiplica a estrada da vida
Clarificando a imagem do amanhã.
Os segredos vão voando docemente
Por entre vagas de suspiros,
E as recordações vagueando
Pelos recantos da memória transparente.
Simples histórias quentes,
Remexendo com o passado recente,
Crepúsculo de energia crescente
Paraíso da sereia apaixonada.
No esplendor da viagem
Encontro o brilho da canção
Sorrindo alegremente
E descubro a pureza da tua imagem.
1 105
Silvaney Paes
Sega
Sega
Pela manhã
Menor que ti
Me viu o Sol
Não teus olhos
E se rasgou a poesia da Noite
Passada
Mais não finda
Viva ainda
Apenas não lida
Passou
Rugiu
Mais não se viu
Fugiu
E de ti
Poesia
Apenas cega
Esdrúxula
Sem métrica
Silêncio e vela
De nova era
Do nascer já cega
E pôr saber já negas
Esse amar barrela
E te fazes apenas.
Pela manhã
Menor que ti
Me viu o Sol
Não teus olhos
E se rasgou a poesia da Noite
Passada
Mais não finda
Viva ainda
Apenas não lida
Passou
Rugiu
Mais não se viu
Fugiu
E de ti
Poesia
Apenas cega
Esdrúxula
Sem métrica
Silêncio e vela
De nova era
Do nascer já cega
E pôr saber já negas
Esse amar barrela
E te fazes apenas.
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