Poemas neste tema
Relações e Família
Maurício de Lima
Maldição
Maldito seja o dia em que te vi,
Quando te desejei,
Quando te conheci,
Quando telefonei,
Quando saí e te encontrei,
Mesmo sabendo que era tudo um capricho da tua vaidade...
Me fiz prisioneiro de um desejo,
Escravo de uma beleza perigosa e contraditória
Que me faz gozar com um beijo,
Mas nunca traz a certeza no final da história...
Mais uma conquista barata,
Mais uma conversa de bar,
Mais uma conserva de geladeira,
Consumida toda, inteira,
Lentamente, bem devagar...
Não gosto de pensar como teria sido sem você...
Prefiro acreditar que foi coisa do destino,
Que não havia escolha possível...
Tenho saudades de você,
Mas prefiro me manter calado,
Para outra vez te conquistar,
Por não suportar ter sido rejeitado
Por não ter mais você ao meu lado
Para ter você nas minhas mãos e depois te abandonar...
Quando te desejei,
Quando te conheci,
Quando telefonei,
Quando saí e te encontrei,
Mesmo sabendo que era tudo um capricho da tua vaidade...
Me fiz prisioneiro de um desejo,
Escravo de uma beleza perigosa e contraditória
Que me faz gozar com um beijo,
Mas nunca traz a certeza no final da história...
Mais uma conquista barata,
Mais uma conversa de bar,
Mais uma conserva de geladeira,
Consumida toda, inteira,
Lentamente, bem devagar...
Não gosto de pensar como teria sido sem você...
Prefiro acreditar que foi coisa do destino,
Que não havia escolha possível...
Tenho saudades de você,
Mas prefiro me manter calado,
Para outra vez te conquistar,
Por não suportar ter sido rejeitado
Por não ter mais você ao meu lado
Para ter você nas minhas mãos e depois te abandonar...
1 120
Ana Margarida Setti Rosa
Sonho
Você me beijou
como pássaro
a bicar
a flor mais linda
do jardim
buscou
os recônditos perfumados,
embebeu-se um pouco
de mim
e extasiado
jogou a cabeça para trás,
exibindo um sorriso
feliz.
como pássaro
a bicar
a flor mais linda
do jardim
buscou
os recônditos perfumados,
embebeu-se um pouco
de mim
e extasiado
jogou a cabeça para trás,
exibindo um sorriso
feliz.
373
Ana Margarida Setti Rosa
Sonho
Você me beijou
como pássaro
a bicar
a flor mais linda
do jardim
buscou
os recônditos perfumados,
embebeu-se um pouco
de mim
e extasiado
jogou a cabeça para trás,
exibindo um sorriso
feliz.
como pássaro
a bicar
a flor mais linda
do jardim
buscou
os recônditos perfumados,
embebeu-se um pouco
de mim
e extasiado
jogou a cabeça para trás,
exibindo um sorriso
feliz.
373
Ronilson Rocha
Sexo genérico
No ar, um cheiro doce de amor,
No chão, roupas jogadas ao léu,
Na cama, corpos suados cruzam com ardor,
Levando as nossas almas ao céu...
Sussurros e gemidos ecoam pelo recinto,
Olhares se encontram arrefecidos,
Estamos perdidos neste labirinto,
repleto de sentimentos desconhecidos...
De onde vem este estranho sentimento,
que nos faz remexer os quadris com destreza,
a esperar o gozo a qualquer momento?
Ou toda esta luxúria é coisa combinada,
Nada mais que um simples truque da natureza,
que nos impele a ter nossa espécie preservada...
No chão, roupas jogadas ao léu,
Na cama, corpos suados cruzam com ardor,
Levando as nossas almas ao céu...
Sussurros e gemidos ecoam pelo recinto,
Olhares se encontram arrefecidos,
Estamos perdidos neste labirinto,
repleto de sentimentos desconhecidos...
De onde vem este estranho sentimento,
que nos faz remexer os quadris com destreza,
a esperar o gozo a qualquer momento?
Ou toda esta luxúria é coisa combinada,
Nada mais que um simples truque da natureza,
que nos impele a ter nossa espécie preservada...
903
Basilio Rodríguez Cañada
Dor de ausencia
Esta noite aflíxeme
a dor da túa ausencia;
berrei o teu nome,
arelei facerte miña,
posuíchesme,
ata me halucinares.
Crin verte,
sentín o teu corpo palpitar
ao compás das miñas cariñas.
Escoitei
como repetías
palabras de amor.
Berramos xuntos.
Acordei varias veces,
coa única escusa
de te ollar
ata máis aló do amencer.
Non foi un soño, non pode ser,
quero acreditar que non estás lonxe,
é mester non te esvaeceres
coa luz do día.
a dor da túa ausencia;
berrei o teu nome,
arelei facerte miña,
posuíchesme,
ata me halucinares.
Crin verte,
sentín o teu corpo palpitar
ao compás das miñas cariñas.
Escoitei
como repetías
palabras de amor.
Berramos xuntos.
Acordei varias veces,
coa única escusa
de te ollar
ata máis aló do amencer.
Non foi un soño, non pode ser,
quero acreditar que non estás lonxe,
é mester non te esvaeceres
coa luz do día.
1 569
Alfonsina Storni
A carícia perdida
Sai-me dos dedos a carícia sem causa,
Sai-me dos dedos... No vento, ao passar,
A carícia que vaga sem destino nem fim,
A carícia perdida, quem a recolherá?
Posso amar esta noite com piedade infinita,
Posso amar ao primeiro que conseguir chegar.
Ninguém chega. Estão sós os floridos caminhos.
A carícia perdida, andará... andará...
Se nos olhos te beijarem esta noite, viajante,
Se estremece os ramos um doce suspirar,
Se te aperta os dedos uma mão pequena
Que te toma e te deixa, que te engana e se vai.
Se não vês essa mão, nem essa boca que beija,
Se é o ar quem tece a ilusão de beijar,
Ah, viajante, que tens como o céu os olhos,
No vento fundida, me reconhecerás?
Sai-me dos dedos... No vento, ao passar,
A carícia que vaga sem destino nem fim,
A carícia perdida, quem a recolherá?
Posso amar esta noite com piedade infinita,
Posso amar ao primeiro que conseguir chegar.
Ninguém chega. Estão sós os floridos caminhos.
A carícia perdida, andará... andará...
Se nos olhos te beijarem esta noite, viajante,
Se estremece os ramos um doce suspirar,
Se te aperta os dedos uma mão pequena
Que te toma e te deixa, que te engana e se vai.
Se não vês essa mão, nem essa boca que beija,
Se é o ar quem tece a ilusão de beijar,
Ah, viajante, que tens como o céu os olhos,
No vento fundida, me reconhecerás?
1 889
Maria Carlos Loureiro
O amor em linguagem de computador (versão 2)
Percorro com os dedos o teclado
e acaricio nele a tua pele
que imagino morena e macia.
Envolvo com o olhar o monitor aceso
e aprocuro aí os teus olhos
que suponho escuros e ardentes.
Passeio com o rato no tapete
e sinto os teus lábios no meu corpo,
vagarosamente deslizando
e deixando nele o sabor que imagino em ti.
e acaricio nele a tua pele
que imagino morena e macia.
Envolvo com o olhar o monitor aceso
e aprocuro aí os teus olhos
que suponho escuros e ardentes.
Passeio com o rato no tapete
e sinto os teus lábios no meu corpo,
vagarosamente deslizando
e deixando nele o sabor que imagino em ti.
1 122
Mirela S. Xavier
Ela
Agora que a sede cala
com o suco
do beijo...
E o desejo fala
com o suco
do sexo...
O carinho
espera
a luz
do olhar...
com o suco
do beijo...
E o desejo fala
com o suco
do sexo...
O carinho
espera
a luz
do olhar...
660
Débora Duarte
Um susto de homem me atropelou
Um susto de homem me atropelou.
Que surpresa!
Tinha no peito um ninho
Gosto de canela e vinho
E eu tive até pudor!
Príncipe encantado tarado
Mais calor que um reator.
Profético trepântico,
Libertou minha energia
Foi em cósmica orgia
Que a gente namorou.
Que surpresa!
Tinha no peito um ninho
Gosto de canela e vinho
E eu tive até pudor!
Príncipe encantado tarado
Mais calor que um reator.
Profético trepântico,
Libertou minha energia
Foi em cósmica orgia
Que a gente namorou.
973
Letícia Luccheze
Uma escritora erótica aos afagos de um poeta
Na casa sem pecado se embriaga
O toque do telefone
O convite dela
O aceito dele
Satisfação e felicidade
Se embriagam
O clima se compõem
Odor, aconchego
Metafísico, afrodisíaco
Sonolenta no sofá adormece
O toque da campainha
Meia noite e trinta
O sorriso transparece
A excitação que desce e faz subir
O beijo na face
Música, pizza,
Bebida e conto
Colchão no chão
Lençol na cama
Travesseiro, almofada,
Cobertor e virou
Liberdade
O filme pornô a luz enubrece
Ela vira
Ele tira a calça
Ele vira
Ela tira a roupa
Ela parece dormir
Ele então comenta
De um beijo que deve a ela
Troca filme
Ele senta no chão
A dívida reluz
Ao seu lado
Ele deita
O beijo...
Ardente, quente,
Molhado, alucinante
Conversas diversas
Outro beijo
Ele e ela
Roupas e lençol
Ao alto
O beijo
A transfusão de desejos
Em posições...
O amanhecer
Despedida
O beijo na boca
O toque do telefone
O convite dela
O aceito dele
Satisfação e felicidade
Se embriagam
O clima se compõem
Odor, aconchego
Metafísico, afrodisíaco
Sonolenta no sofá adormece
O toque da campainha
Meia noite e trinta
O sorriso transparece
A excitação que desce e faz subir
O beijo na face
Música, pizza,
Bebida e conto
Colchão no chão
Lençol na cama
Travesseiro, almofada,
Cobertor e virou
Liberdade
O filme pornô a luz enubrece
Ela vira
Ele tira a calça
Ele vira
Ela tira a roupa
Ela parece dormir
Ele então comenta
De um beijo que deve a ela
Troca filme
Ele senta no chão
A dívida reluz
Ao seu lado
Ele deita
O beijo...
Ardente, quente,
Molhado, alucinante
Conversas diversas
Outro beijo
Ele e ela
Roupas e lençol
Ao alto
O beijo
A transfusão de desejos
Em posições...
O amanhecer
Despedida
O beijo na boca
406
José Miguel Alves
Pus o mar
pus
o
mar
no
teu ouvido
e jurei
palavras
vazadas
como aquelas
que juraste em gozo
na noite
do primeiro encontro.
o
mar
no
teu ouvido
e jurei
palavras
vazadas
como aquelas
que juraste em gozo
na noite
do primeiro encontro.
967
José Miguel Alves
Pus o mar
pus
o
mar
no
teu ouvido
e jurei
palavras
vazadas
como aquelas
que juraste em gozo
na noite
do primeiro encontro.
o
mar
no
teu ouvido
e jurei
palavras
vazadas
como aquelas
que juraste em gozo
na noite
do primeiro encontro.
967
Pedro Miranda
Te molhar
Quem me dera ser água
Água de suor
Água de banho
Água de chuva
Água de lágrima para rolar em teu corpo
te sentir
te molhar
e depois meu corpo ser sol para te secar.
Água de suor
Água de banho
Água de chuva
Água de lágrima para rolar em teu corpo
te sentir
te molhar
e depois meu corpo ser sol para te secar.
981
Ricardo Kelmer
Demais
E nós que acordamos tarde
E rimos das manchetes matinais
O mundo é tão sério
O mundo lá fora tanto faz
E nós que nos gozamos demais
E nós que não cremos na felicidade
Dessas pessoas tão normais
A vizinha todo dia assiste
Nossas cenas principais
Pane no elevador nos satisfaz
E nós que não sabemos
Do preço das salas comerciais
Mas alugamos nossos corpos
Pro amor que a noite traz
E não nos deixamos em paz
E nós que amamos nos telhados
Das crises internacionais
Nossos hálitos na vidraça
Ainda se beijam demais
E nós que nos bastamos demais
E rimos das manchetes matinais
O mundo é tão sério
O mundo lá fora tanto faz
E nós que nos gozamos demais
E nós que não cremos na felicidade
Dessas pessoas tão normais
A vizinha todo dia assiste
Nossas cenas principais
Pane no elevador nos satisfaz
E nós que não sabemos
Do preço das salas comerciais
Mas alugamos nossos corpos
Pro amor que a noite traz
E não nos deixamos em paz
E nós que amamos nos telhados
Das crises internacionais
Nossos hálitos na vidraça
Ainda se beijam demais
E nós que nos bastamos demais
887
Carlos Alberto Pessoa Rosa
Orgasmo
beijo seus pêlos
até um pentelho descansar entredentes
chupo seu clitóris
com sabor de licor de chocolate
enfio meu gozo dentro de seu poço
e relaxo
língua com língua
até um pentelho descansar entredentes
chupo seu clitóris
com sabor de licor de chocolate
enfio meu gozo dentro de seu poço
e relaxo
língua com língua
1 270
Patrícia Clemente
Devoção
Molhados um do outro nossos corpos são,
Cansada, nos teus braços, queres me fazer dormir.
Não quero.
Não quero que se esfrie o meu suor no teu.
Não quero que se perca o teu cheiro em mim.
Entende, meu Senhor, eu não sou nada.
Mesmo que o queiras, nunca igual a ti.
Eu limpo em minhas roupas o suor do teu corpo,
Cuidadosa, seco o que deixei em ti,
Parte a parte tiro-te o suor do corpo,
Meu vestido enxuga o dorso, teus cabelos,
Tuas coxas, tuas pernas, teus quadris.
A calcinha limpa o teu sexo.
Depois me visto.
Com tua permissão me retiro
Levando teu cheiro em mim.
Cansada, nos teus braços, queres me fazer dormir.
Não quero.
Não quero que se esfrie o meu suor no teu.
Não quero que se perca o teu cheiro em mim.
Entende, meu Senhor, eu não sou nada.
Mesmo que o queiras, nunca igual a ti.
Eu limpo em minhas roupas o suor do teu corpo,
Cuidadosa, seco o que deixei em ti,
Parte a parte tiro-te o suor do corpo,
Meu vestido enxuga o dorso, teus cabelos,
Tuas coxas, tuas pernas, teus quadris.
A calcinha limpa o teu sexo.
Depois me visto.
Com tua permissão me retiro
Levando teu cheiro em mim.
1 005
Ricardo Kelmer
Desatinos
São tantos bares em teu desejo
Tantos beijos em teu se dar
Eu te procuro e só me perco
À luz neon do teu olhar
Mas hoje o meu hálito é cor de vinho
E me alinho aos deuses do que vier
Um decote ousado, um ar mordido
Você não conhece uma mulher
Me leva contigo ao mundo teu
Ensina os desatinos do mundo teu
Quero me deitar com quem te ama
Na cama do deus que me abençoar
Divide comigo a minha loucura
De te amar assim sem me atinar
A insanidade é uma criança
Sozinha, querendo brincar
Tantos beijos em teu se dar
Eu te procuro e só me perco
À luz neon do teu olhar
Mas hoje o meu hálito é cor de vinho
E me alinho aos deuses do que vier
Um decote ousado, um ar mordido
Você não conhece uma mulher
Me leva contigo ao mundo teu
Ensina os desatinos do mundo teu
Quero me deitar com quem te ama
Na cama do deus que me abençoar
Divide comigo a minha loucura
De te amar assim sem me atinar
A insanidade é uma criança
Sozinha, querendo brincar
991
Cláudio de F. Barbosa
Sem título
Suspiros.
Duas vontades
a quatro mãos
e pernas.
Um olhar
um pedido.
Um não.
Um sim.
para o corpo que estremeceu
o corpo que mereceu
o corpo que perdeu...
... o fôlego
e me deu
se dando
tanto prazer.
Duas vontades
a quatro mãos
e pernas.
Um olhar
um pedido.
Um não.
Um sim.
para o corpo que estremeceu
o corpo que mereceu
o corpo que perdeu...
... o fôlego
e me deu
se dando
tanto prazer.
886
Eugénia Tabosa
Paris
Caminhavas lento
o corpo solto
quase displicente
à volta do rosto
cabelos dourados
pelo sol poente.
Imaginei-te nu
qual estátua viva
apenas saída
do museu em frente.
E ali fiquei parada
no banco da praça
olhando esquecida
de encobrir o olhar.
E fui te despindo
sonhando acordada
sem me perguntar
de tua vontade…
Passaste sorrindo
atrasando o andar,
como se estiveras
num espelho a entrar.
o corpo solto
quase displicente
à volta do rosto
cabelos dourados
pelo sol poente.
Imaginei-te nu
qual estátua viva
apenas saída
do museu em frente.
E ali fiquei parada
no banco da praça
olhando esquecida
de encobrir o olhar.
E fui te despindo
sonhando acordada
sem me perguntar
de tua vontade…
Passaste sorrindo
atrasando o andar,
como se estiveras
num espelho a entrar.
1 046
Mariana Ferreira
Bom de
Amor macio
bom de se querer
mãos se enrolando
dia nascendo...
Amor gostoso
bom de se sentir
pernas estiradas
vidro refletido...
Amor sincero
bom de se ouvir
braços em desalinho
espelho sem brilho...
bom de se querer
mãos se enrolando
dia nascendo...
Amor gostoso
bom de se sentir
pernas estiradas
vidro refletido...
Amor sincero
bom de se ouvir
braços em desalinho
espelho sem brilho...
1 077
Maria Rachel Lopes
Compasso
Te quero aqui comigo
Agora
Sem medo de mim
Ou da hora
Quero teu corpo
No meu corpo
Meus cabelos
No teu rosto
E no abraço
O compasso
Curto
Urgente
Pra gente ser verso
Até amanhã
Até de manhã
Agora
Sem medo de mim
Ou da hora
Quero teu corpo
No meu corpo
Meus cabelos
No teu rosto
E no abraço
O compasso
Curto
Urgente
Pra gente ser verso
Até amanhã
Até de manhã
797
Mariana Ferreira
Sonho e poesia
Te vendo ali deitado
tão calmo e sereno
tive vontade de deitar
ao teu lado...
Como sentindo o meu olhar
distante, observando teu
corpo nu, sorriu suavemente
abrindo os olhos a me fitar...
Como num sonho suave de
amor fui andando lentamente
em tua direção fitando teus
olhos a me esperar...
Te vendo ali deitado tão
perto e tão longe...tive
vontade de jogar-me
nos teus braços...
Como que sentindo o
meu desejo saltitante
e me sentindo tão sua,
foi calmamente me abrindo teus
braços...
Como num sonho suave
de amor, fui me entregando aos
desejos nos teus olhos,
fui me deixando abraçar
pelo teu corpo...
E ali deitada em teus
braços fui sentindo o
calor dos teus lábios,
a doçura das tuas mãos,
a firmeza do teu corpo...
E ali deitada ardendo em
desejos, te amo calma e feroz,
tomando o teu corpo no meu,
sentindo teu coração disparar
querendo-me tua...
E ali deitada confundindo
nossos corpos, te sinto por
inteiro, sem medo e sem pudor
te aconchego suavemente e em
movimentos lentos e ritmados
te levo a loucura e me deixo levar...
E ali deitada entre beijos
e sorrisos, entre desejos e carinhos,
sou tua... e sentindo meu corpo
desfalecer, me inunda de vida e amor...
Me faz sorrir e até chorar,
me faz amar!
tão calmo e sereno
tive vontade de deitar
ao teu lado...
Como sentindo o meu olhar
distante, observando teu
corpo nu, sorriu suavemente
abrindo os olhos a me fitar...
Como num sonho suave de
amor fui andando lentamente
em tua direção fitando teus
olhos a me esperar...
Te vendo ali deitado tão
perto e tão longe...tive
vontade de jogar-me
nos teus braços...
Como que sentindo o
meu desejo saltitante
e me sentindo tão sua,
foi calmamente me abrindo teus
braços...
Como num sonho suave
de amor, fui me entregando aos
desejos nos teus olhos,
fui me deixando abraçar
pelo teu corpo...
E ali deitada em teus
braços fui sentindo o
calor dos teus lábios,
a doçura das tuas mãos,
a firmeza do teu corpo...
E ali deitada ardendo em
desejos, te amo calma e feroz,
tomando o teu corpo no meu,
sentindo teu coração disparar
querendo-me tua...
E ali deitada confundindo
nossos corpos, te sinto por
inteiro, sem medo e sem pudor
te aconchego suavemente e em
movimentos lentos e ritmados
te levo a loucura e me deixo levar...
E ali deitada entre beijos
e sorrisos, entre desejos e carinhos,
sou tua... e sentindo meu corpo
desfalecer, me inunda de vida e amor...
Me faz sorrir e até chorar,
me faz amar!
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