Poemas neste tema
Vida e Existência
Luiz Pimenta
Safira
Safira
Saiu
Safira
em busca de
pedras semi-preciosas.
Passou a vida,
nada encontrou.
Provavelmente,
esqueceu de se olhar.
Rio, fevereiro de 91
Saiu
Safira
em busca de
pedras semi-preciosas.
Passou a vida,
nada encontrou.
Provavelmente,
esqueceu de se olhar.
Rio, fevereiro de 91
1 177
Luiz Pimenta
Safira
Safira
Saiu
Safira
em busca de
pedras semi-preciosas.
Passou a vida,
nada encontrou.
Provavelmente,
esqueceu de se olhar.
Rio, fevereiro de 91
Saiu
Safira
em busca de
pedras semi-preciosas.
Passou a vida,
nada encontrou.
Provavelmente,
esqueceu de se olhar.
Rio, fevereiro de 91
1 177
Luiz Pimenta
Nós
Nós
à minha namorada
Quando eu te vejo criança
e me vejo-
também criança-
nós dois brincamos
de viver a vida.
Teus olhos brilham
e eu te beijo,
profundamente,
apaixonado.
Belo Horizonte, natal de 93
à minha namorada
Quando eu te vejo criança
e me vejo-
também criança-
nós dois brincamos
de viver a vida.
Teus olhos brilham
e eu te beijo,
profundamente,
apaixonado.
Belo Horizonte, natal de 93
1 074
Luciano Matheus Tamiozzo
Fim
É o fim...
Eu vim de um sonho
E para este sonho
Eu voltarei.
Não me procures
Pois contigo estarei
Povoando tua mente,
Teus sonhos de rei.
Estou desaparecendo,
Entre brumas e névoas
Eu vou sumir...
Me procure nos sonhos,
Lá sempre estarei,
Lá sempre ficarei.
Eu vim de um sonho
E para este sonho
Eu voltarei.
Não me procures
Pois contigo estarei
Povoando tua mente,
Teus sonhos de rei.
Estou desaparecendo,
Entre brumas e névoas
Eu vou sumir...
Me procure nos sonhos,
Lá sempre estarei,
Lá sempre ficarei.
1 027
Luiz Nogueira Barros
Eu
Eu sou aquele
das esperanças eternas:
peregrino entre a humanidade,
com mão de carícias
plantando sementes de sonhos.
Pedinte das ruas
vejo as pessoas:
de olhares aflitos,
de passos trôpegos,
de ouvidos magoados,
de almas dilaceradas,
de corações partidos,
e ainda lhes suplico
irem adiante
que a vida é tênue
e denso é o sonho !...
Eu sou aquele
que sempre chega
e que sempre parte
de mão vazias
sem ver os frutos
do seu trabalho :
- sou a utopia !...
O JORNAL - 14.04.96
das esperanças eternas:
peregrino entre a humanidade,
com mão de carícias
plantando sementes de sonhos.
Pedinte das ruas
vejo as pessoas:
de olhares aflitos,
de passos trôpegos,
de ouvidos magoados,
de almas dilaceradas,
de corações partidos,
e ainda lhes suplico
irem adiante
que a vida é tênue
e denso é o sonho !...
Eu sou aquele
que sempre chega
e que sempre parte
de mão vazias
sem ver os frutos
do seu trabalho :
- sou a utopia !...
O JORNAL - 14.04.96
959
Luiz Pimenta
Barcos e Sonhos
Barcos & Sonhos
Menino,
os barcos de papel
são como os sonhos:
uma vez naufragados
não podem mais
ser sonhados
ou navegados.
Por isso,
faça-os
fortes,
firmes,
ágeis e
livres.
Os barcos, menino,
são como os sonhos...
Ouro Preto, fevereiro de 89
Menino,
os barcos de papel
são como os sonhos:
uma vez naufragados
não podem mais
ser sonhados
ou navegados.
Por isso,
faça-os
fortes,
firmes,
ágeis e
livres.
Os barcos, menino,
são como os sonhos...
Ouro Preto, fevereiro de 89
1 021
Leão Moysés Zagury
Promessas
Prometemos muito
realizamos pouco.
Até quando?
O ser promete
debate-se em atitudes
vãs.
Banalidades, ilusões intelectuais,
até quando?
Onde com tanto sofrimento
irá o homem parar?
O espírito luta
a batalha das batalhas.
Sofrendo, iludido
reclama.
Homem , acorda do sono.
És Espírito numa matéria.
A tua grandeza espiritual
se faz presente.
Acorda!!!
Chega de ilusões,
vamos à luta,
é tarde.
realizamos pouco.
Até quando?
O ser promete
debate-se em atitudes
vãs.
Banalidades, ilusões intelectuais,
até quando?
Onde com tanto sofrimento
irá o homem parar?
O espírito luta
a batalha das batalhas.
Sofrendo, iludido
reclama.
Homem , acorda do sono.
És Espírito numa matéria.
A tua grandeza espiritual
se faz presente.
Acorda!!!
Chega de ilusões,
vamos à luta,
é tarde.
928
Leão Moysés Zagury
Promessas
Prometemos muito
realizamos pouco.
Até quando?
O ser promete
debate-se em atitudes
vãs.
Banalidades, ilusões intelectuais,
até quando?
Onde com tanto sofrimento
irá o homem parar?
O espírito luta
a batalha das batalhas.
Sofrendo, iludido
reclama.
Homem , acorda do sono.
És Espírito numa matéria.
A tua grandeza espiritual
se faz presente.
Acorda!!!
Chega de ilusões,
vamos à luta,
é tarde.
realizamos pouco.
Até quando?
O ser promete
debate-se em atitudes
vãs.
Banalidades, ilusões intelectuais,
até quando?
Onde com tanto sofrimento
irá o homem parar?
O espírito luta
a batalha das batalhas.
Sofrendo, iludido
reclama.
Homem , acorda do sono.
És Espírito numa matéria.
A tua grandeza espiritual
se faz presente.
Acorda!!!
Chega de ilusões,
vamos à luta,
é tarde.
928
Leão Moysés Zagury
Em relação aos pronomes
Ao escrever poemas pronominais
perdi algumas letras.
Escrevendo para você
perdi ...
Perda, sentimento revolto
num mar tempestuoso,
onde nosso orgulho navega.
Pronomes: possessões irreais
ilusões passageiras.
Ah! como é belo
verter lirismo
perante o impossível sonho.
Sempre alguma coisa
corroendo a alma,
na passagem do tempo.
Serão marcas mercadológicas
o motivo?
Nunca se conhece.
Sonhos impossíveis
calando, ferindo sensibilidades,
provocando despertar que se
vai por aí.
Nunca se conhecem
as facetas dos pronomes
ainda usados em vender
peças,roupas,casas,aviões etc.
Não conhecemos a extensão
da força prononominal,
nas frases,versos,
enfim no infinito
universo gramatical
impessoal, sempre duro.
Os versos vão sendo
terminados, enquanto
os pronomes nos saúdam
procurando...
Pronomes.
Fim!
perdi algumas letras.
Escrevendo para você
perdi ...
Perda, sentimento revolto
num mar tempestuoso,
onde nosso orgulho navega.
Pronomes: possessões irreais
ilusões passageiras.
Ah! como é belo
verter lirismo
perante o impossível sonho.
Sempre alguma coisa
corroendo a alma,
na passagem do tempo.
Serão marcas mercadológicas
o motivo?
Nunca se conhece.
Sonhos impossíveis
calando, ferindo sensibilidades,
provocando despertar que se
vai por aí.
Nunca se conhecem
as facetas dos pronomes
ainda usados em vender
peças,roupas,casas,aviões etc.
Não conhecemos a extensão
da força prononominal,
nas frases,versos,
enfim no infinito
universo gramatical
impessoal, sempre duro.
Os versos vão sendo
terminados, enquanto
os pronomes nos saúdam
procurando...
Pronomes.
Fim!
904
Lourdes Cabral
Pensamentos
Meus pensamentos se estendem
além do espaço, além do tempo,
em outros caminhos abertos e luminosos.
E nesses caminhos percorrem
ciclos intensos, ilimitados.
Aproximam-se
do cicio da beleza, fascínio
do artista,
No universo colorido, vislumbram
o efeito do amor
e a sutileza da renúncia,
do sacrifício,
do heroísmo.
E, na libertação dos sentimentos,
atingem a complexidade da Vida,
a riqueza dos sonhos,
a potencialidade do Tempo...
além do espaço, além do tempo,
em outros caminhos abertos e luminosos.
E nesses caminhos percorrem
ciclos intensos, ilimitados.
Aproximam-se
do cicio da beleza, fascínio
do artista,
No universo colorido, vislumbram
o efeito do amor
e a sutileza da renúncia,
do sacrifício,
do heroísmo.
E, na libertação dos sentimentos,
atingem a complexidade da Vida,
a riqueza dos sonhos,
a potencialidade do Tempo...
822
Lourdes Cabral
Pensamentos
Meus pensamentos se estendem
além do espaço, além do tempo,
em outros caminhos abertos e luminosos.
E nesses caminhos percorrem
ciclos intensos, ilimitados.
Aproximam-se
do cicio da beleza, fascínio
do artista,
No universo colorido, vislumbram
o efeito do amor
e a sutileza da renúncia,
do sacrifício,
do heroísmo.
E, na libertação dos sentimentos,
atingem a complexidade da Vida,
a riqueza dos sonhos,
a potencialidade do Tempo...
além do espaço, além do tempo,
em outros caminhos abertos e luminosos.
E nesses caminhos percorrem
ciclos intensos, ilimitados.
Aproximam-se
do cicio da beleza, fascínio
do artista,
No universo colorido, vislumbram
o efeito do amor
e a sutileza da renúncia,
do sacrifício,
do heroísmo.
E, na libertação dos sentimentos,
atingem a complexidade da Vida,
a riqueza dos sonhos,
a potencialidade do Tempo...
822
Luiz Nogueira Barros
Milagre
E operou-se o milagre do silêncio
na boca que para o mundo se fechou.
E nos sentidos, que descobriram transparências
escondidas nas muralhas de argamassa e pedras:
que os sonhos inda imaturos não percebiam,
enganados - por séculos de mentiras...
na boca que para o mundo se fechou.
E nos sentidos, que descobriram transparências
escondidas nas muralhas de argamassa e pedras:
que os sonhos inda imaturos não percebiam,
enganados - por séculos de mentiras...
814
Luiz Nogueira Barros
Luta
Luta mais feroz não há que a dos erros
saindo das cavernas mais recônditas
de portas derrubadas aos últimos instantes:
quando a morte é certa e a vida uma tolice !...
saindo das cavernas mais recônditas
de portas derrubadas aos últimos instantes:
quando a morte é certa e a vida uma tolice !...
964
Luiz de Aquino
Poema da aceitação
Eu prefiro ficar de cá, cobrindo co’as mãos a própria boca
para evitar microfonia.
Um dia, se me deixar levar, posso perder-me
e sofrer, porque nunca perco a noção do tempo.
Esta noite,
sonharei contigo e vou ver-te neste sonho
onde estivemos antes, há poucas horas,
porque o tempo te parece enorme num instante
e posso saber-te distante
uma eternidade entre duas doses.
A angústia, eu sei,
eu a criei
e me apego a ela.
A mágoa existe,
cresceu em meu peito
e não sou josés
porque não fui o primeiro nem serei último.
A dor, por mais profunda,
não te interessa: houve dores maiores
e não as senti em mim.
para evitar microfonia.
Um dia, se me deixar levar, posso perder-me
e sofrer, porque nunca perco a noção do tempo.
Esta noite,
sonharei contigo e vou ver-te neste sonho
onde estivemos antes, há poucas horas,
porque o tempo te parece enorme num instante
e posso saber-te distante
uma eternidade entre duas doses.
A angústia, eu sei,
eu a criei
e me apego a ela.
A mágoa existe,
cresceu em meu peito
e não sou josés
porque não fui o primeiro nem serei último.
A dor, por mais profunda,
não te interessa: houve dores maiores
e não as senti em mim.
1 974
Luiz Pimenta
Pequenas Explosões
Pequenas Explosões
Meu coração é uma bomba relógio.
Escuta só!
Oh!
Viu?
Ele é um relógio porque bate.
É uma bomba porque é capaz de expressões.
Como esta.
Porto Alegre, março de 85
Meu coração é uma bomba relógio.
Escuta só!
Oh!
Viu?
Ele é um relógio porque bate.
É uma bomba porque é capaz de expressões.
Como esta.
Porto Alegre, março de 85
1 228
Luiz Nogueira Barros
Soneto à liberdade
Longa será, por certo, a estiagem:
fazem antever as nuvens e os ventos.
Que se encham pois as malas de viagem,
que a vida exige assim nesses momentos.
E é bom, também, que o "viver-tristonho",
tal um corcel alado e renovado,
salte do cerne universal do sonho
e voe pelas planícies - imaculado.
E que visões de cata-ventos e moinhos
encontrem o sentido exato desse agora
na selva de pedra dos caminhos.
E mude-se enfim o sonho de outrora,
que tem levado a vida aos descaminhos,
a cada passo, a cada instante e hora.
fazem antever as nuvens e os ventos.
Que se encham pois as malas de viagem,
que a vida exige assim nesses momentos.
E é bom, também, que o "viver-tristonho",
tal um corcel alado e renovado,
salte do cerne universal do sonho
e voe pelas planícies - imaculado.
E que visões de cata-ventos e moinhos
encontrem o sentido exato desse agora
na selva de pedra dos caminhos.
E mude-se enfim o sonho de outrora,
que tem levado a vida aos descaminhos,
a cada passo, a cada instante e hora.
882
Luiz Nogueira Barros
Soneto à liberdade
Longa será, por certo, a estiagem:
fazem antever as nuvens e os ventos.
Que se encham pois as malas de viagem,
que a vida exige assim nesses momentos.
E é bom, também, que o "viver-tristonho",
tal um corcel alado e renovado,
salte do cerne universal do sonho
e voe pelas planícies - imaculado.
E que visões de cata-ventos e moinhos
encontrem o sentido exato desse agora
na selva de pedra dos caminhos.
E mude-se enfim o sonho de outrora,
que tem levado a vida aos descaminhos,
a cada passo, a cada instante e hora.
fazem antever as nuvens e os ventos.
Que se encham pois as malas de viagem,
que a vida exige assim nesses momentos.
E é bom, também, que o "viver-tristonho",
tal um corcel alado e renovado,
salte do cerne universal do sonho
e voe pelas planícies - imaculado.
E que visões de cata-ventos e moinhos
encontrem o sentido exato desse agora
na selva de pedra dos caminhos.
E mude-se enfim o sonho de outrora,
que tem levado a vida aos descaminhos,
a cada passo, a cada instante e hora.
882
Luiz Nogueira Barros
Viagem
Parto pleno de ventura e na aventura
da viagem empreendida levo o que sobrou
da infância, da juventude e do agora :
fantasia que um dia foi futuro.
Palavras ditas e juradas serão tolas
quando os momentos são de indiferenças.
Mas se o pensar a fala justifica
o tempo é grave amigo e jamais falha.
Hei de seguir assim a antevisão do olhar
e no desenho das paisagens presumidas
serei tudo o que vi, sofri e aprendi.
E tudo será novo como o sempre:
que os sonhos inatingidos não abortam,
pois são gestações que sabem esperar.
da viagem empreendida levo o que sobrou
da infância, da juventude e do agora :
fantasia que um dia foi futuro.
Palavras ditas e juradas serão tolas
quando os momentos são de indiferenças.
Mas se o pensar a fala justifica
o tempo é grave amigo e jamais falha.
Hei de seguir assim a antevisão do olhar
e no desenho das paisagens presumidas
serei tudo o que vi, sofri e aprendi.
E tudo será novo como o sempre:
que os sonhos inatingidos não abortam,
pois são gestações que sabem esperar.
872
Luiz Nogueira Barros
Viagem
Parto pleno de ventura e na aventura
da viagem empreendida levo o que sobrou
da infância, da juventude e do agora :
fantasia que um dia foi futuro.
Palavras ditas e juradas serão tolas
quando os momentos são de indiferenças.
Mas se o pensar a fala justifica
o tempo é grave amigo e jamais falha.
Hei de seguir assim a antevisão do olhar
e no desenho das paisagens presumidas
serei tudo o que vi, sofri e aprendi.
E tudo será novo como o sempre:
que os sonhos inatingidos não abortam,
pois são gestações que sabem esperar.
da viagem empreendida levo o que sobrou
da infância, da juventude e do agora :
fantasia que um dia foi futuro.
Palavras ditas e juradas serão tolas
quando os momentos são de indiferenças.
Mas se o pensar a fala justifica
o tempo é grave amigo e jamais falha.
Hei de seguir assim a antevisão do olhar
e no desenho das paisagens presumidas
serei tudo o que vi, sofri e aprendi.
E tudo será novo como o sempre:
que os sonhos inatingidos não abortam,
pois são gestações que sabem esperar.
872
Luiz Nogueira Barros
Viagem
Parto pleno de ventura e na aventura
da viagem empreendida levo o que sobrou
da infância, da juventude e do agora :
fantasia que um dia foi futuro.
Palavras ditas e juradas serão tolas
quando os momentos são de indiferenças.
Mas se o pensar a fala justifica
o tempo é grave amigo e jamais falha.
Hei de seguir assim a antevisão do olhar
e no desenho das paisagens presumidas
serei tudo o que vi, sofri e aprendi.
E tudo será novo como o sempre:
que os sonhos inatingidos não abortam,
pois são gestações que sabem esperar.
da viagem empreendida levo o que sobrou
da infância, da juventude e do agora :
fantasia que um dia foi futuro.
Palavras ditas e juradas serão tolas
quando os momentos são de indiferenças.
Mas se o pensar a fala justifica
o tempo é grave amigo e jamais falha.
Hei de seguir assim a antevisão do olhar
e no desenho das paisagens presumidas
serei tudo o que vi, sofri e aprendi.
E tudo será novo como o sempre:
que os sonhos inatingidos não abortam,
pois são gestações que sabem esperar.
872
Leandro Nogueira Monteiro
TEL AVIV, 05-11-95
Por que morrem as pombas da Paz?
Por que são elas devoradas pelas serpentes?
Será que dessa Paz tem pavor
Aqueles que lutam em guerras de sangue?
Canta hoje o mundo a canção da dor
A mesma canção que ontem glorificou a Paz,
Embutida num aperto de mãos,
A mesma que amanhã adorará uma memória.
Choram-se hoje os risos de ontem
A perda, não de mais uma pomba, mas dum ninho,
De um vitorioso, que trazia consigo
O dom de ser o que era.
O mundo hoje diminuiu seu exército,
Perdeu um batalhão bem disfarçado de soldado.
Adeus, Yitzhak Rabin, guerreiro sem guerra.
Pomba, voa mais alto...
Por que são elas devoradas pelas serpentes?
Será que dessa Paz tem pavor
Aqueles que lutam em guerras de sangue?
Canta hoje o mundo a canção da dor
A mesma canção que ontem glorificou a Paz,
Embutida num aperto de mãos,
A mesma que amanhã adorará uma memória.
Choram-se hoje os risos de ontem
A perda, não de mais uma pomba, mas dum ninho,
De um vitorioso, que trazia consigo
O dom de ser o que era.
O mundo hoje diminuiu seu exército,
Perdeu um batalhão bem disfarçado de soldado.
Adeus, Yitzhak Rabin, guerreiro sem guerra.
Pomba, voa mais alto...
973
Leny Mara Souza
Salvem-se
Não quero ser destruída pelo tempo
O tempo é constituído
Por seres humanos,
Na maioria insensíveis e corruptos
... Num processo de auto destruição
O tempo é constituído
Por seres humanos,
Na maioria insensíveis e corruptos
... Num processo de auto destruição
1 019