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Poemas neste tema

Sociedade e Mundo

Tomás Antônio Gonzaga

Tomás Antônio Gonzaga

Carta 1a

Em que se descreve a entrada, que fez
Fanfarrão em Chile.

(...)
Acorda, Doroteu, acorda, acorda;
Critilo, o teu Critilo é quem te chama:
Levanta o corpo das macias penas;
Ouvirás, Doroteu, sucessos novos,
Estranhos casos, que jamais pintaram
Na idéia do doente, ou de quem dorme
Agudas febres, desvairados sonhos.
Não és tu, Doroteu, aquele mesmo,
Que pedes, que te diga, se é verdade,

O que se conta dos barbados monos,
Que à mesa trazem os fumantes pratos?
Não desejas saber, se há grandes peixes,
Que abraçando os Navios com as longas,
Robustas barbatanas, os suspendem,
Inda que o vento, que d'alheta sopra,
Lhes inche os soltos, desrizados panos?
Não queres, que te informe dos costumes
Dos incultos Gentios? Não perguntas,
Se entre eles há Nações, que os beiços furam?
E outras, que matam com piedade falsa
Os pais, que afroxam ao poder dos anos?
Pois se queres ouvir notícias velhas,
Dispersas por imensos alfarrábios,
Escuta a história de um moderno Chefe,
Que acaba de reger a nossa Chile,
Ilustre imitador a Sancho Pança.
E quem dissera, Amigo, que podia
Gerar segundo Sancho a nossa Espanha!

Não penses, Doroteu, que vou contar-te
Por verdadeira história uma novela
Da classe das patranhas, que nos contam
Verbosos Navegantes, que já deram
Ao globo deste mundo volta inteira:
Uma velha madrasta me persiga,
Uma mulher zelosa me atormente,
E tenha um bando de gatunos filhos,
Que um chavo não me deixem, se este Chefe
Não fez ainda mais, do que eu refiro.
(...)
Tem pesado semblante, a cor é baça,

O corpo de estatura um tanto esbelta,
Feições compridas, e olhadura feia,
Tem grossas sobrancelhas, testa curta,
Nariz direito, e grande; fala pouco
Em rouco baixo som de mau falsete;
Sem ser velho, já tem cabelo ruço;
E cobre este defeito, e fria calva
À força de polvilho, que lhe deita.
Ainda me parece, que o estou vendo
No gordo rocinante escarranchado!
As longas calças pelo embigo atadas,
Amarelo colete, e sobre tudo
Vestida uma vermelha, e justa farda:
(...)

Imagem - 00170001


Publicado no livro Cartas Chilenas (1845).

In: GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas chilenas. Introd. cronol. notas e estabelecimento de texto Joaci Pereira Furtado. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.50-53. (Retratos do Brasil, 1
2 863
Tomás Antônio Gonzaga

Tomás Antônio Gonzaga

Carta 1a

Em que se descreve a entrada, que fez
Fanfarrão em Chile.

(...)
Acorda, Doroteu, acorda, acorda;
Critilo, o teu Critilo é quem te chama:
Levanta o corpo das macias penas;
Ouvirás, Doroteu, sucessos novos,
Estranhos casos, que jamais pintaram
Na idéia do doente, ou de quem dorme
Agudas febres, desvairados sonhos.
Não és tu, Doroteu, aquele mesmo,
Que pedes, que te diga, se é verdade,

O que se conta dos barbados monos,
Que à mesa trazem os fumantes pratos?
Não desejas saber, se há grandes peixes,
Que abraçando os Navios com as longas,
Robustas barbatanas, os suspendem,
Inda que o vento, que d'alheta sopra,
Lhes inche os soltos, desrizados panos?
Não queres, que te informe dos costumes
Dos incultos Gentios? Não perguntas,
Se entre eles há Nações, que os beiços furam?
E outras, que matam com piedade falsa
Os pais, que afroxam ao poder dos anos?
Pois se queres ouvir notícias velhas,
Dispersas por imensos alfarrábios,
Escuta a história de um moderno Chefe,
Que acaba de reger a nossa Chile,
Ilustre imitador a Sancho Pança.
E quem dissera, Amigo, que podia
Gerar segundo Sancho a nossa Espanha!

Não penses, Doroteu, que vou contar-te
Por verdadeira história uma novela
Da classe das patranhas, que nos contam
Verbosos Navegantes, que já deram
Ao globo deste mundo volta inteira:
Uma velha madrasta me persiga,
Uma mulher zelosa me atormente,
E tenha um bando de gatunos filhos,
Que um chavo não me deixem, se este Chefe
Não fez ainda mais, do que eu refiro.
(...)
Tem pesado semblante, a cor é baça,

O corpo de estatura um tanto esbelta,
Feições compridas, e olhadura feia,
Tem grossas sobrancelhas, testa curta,
Nariz direito, e grande; fala pouco
Em rouco baixo som de mau falsete;
Sem ser velho, já tem cabelo ruço;
E cobre este defeito, e fria calva
À força de polvilho, que lhe deita.
Ainda me parece, que o estou vendo
No gordo rocinante escarranchado!
As longas calças pelo embigo atadas,
Amarelo colete, e sobre tudo
Vestida uma vermelha, e justa farda:
(...)

Imagem - 00170001


Publicado no livro Cartas Chilenas (1845).

In: GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas chilenas. Introd. cronol. notas e estabelecimento de texto Joaci Pereira Furtado. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.50-53. (Retratos do Brasil, 1
2 863
Tomás Antônio Gonzaga

Tomás Antônio Gonzaga

Carta 5a

Em que se contam as desordens feitas nas
festas, que se celebraram nos desposórios de nosso
Sereníssimo Infante com a Sereníssima Infanta de
Portugal

(...)

Enquanto, Doroteu, a nossa Chile
Em toda a parte tinha à flor da terra
Extensas, e abundantes minas de oiro;
Enquanto os Taberneiros ajuntavam
Imenso cabedal em poucos anos,
Sem terem nas Tabernas fedorentas
Outros mais sortimentos, que não fossem
Os queijos, a cachaça, e o negro fumo,
E sobre as parteleiras poucos frascos;
Enquanto enfim as negras quitandeiras
À custa dos Amigos só trajavam
Vermelhas capas de galões cobertas,
De galacês, e tissos, ricas saias:
Então, prezado Amigo, em qualquer festa
Tirava liberal o bom Senado
Dos cofres chapeados grossas barras.
Chegaram tais despesas à notícia
Do Rei prudente, que a virtude preza;
E vendo, que estas rendas gastavam
Em touros, Cavalhadas, e Comédias,
Aplicar-se podendo a cousas santas;
Ordena providente, que os Senados
Nos dias, em que devem mostrar gosto
Pelas Reais fortunas, se moderem,
E só façam cantar no Templo os Hinos,
Com que se dão aos Céus as justas graças.

Ah! meu bom Doroteu, que feliz fora
Esta vasta Conquista, se os seus Chefes
Com as leis dos Monarcas se ajustaram!
Mas alguns não presumem ser vassalos;
Só julgam, que os Decretos dos Augustos
Têm força de Decretos, quando ligam
Os braços dos mais homens, que eles mandam;
Mas nunca, quando ligam os seus braços.

(...)

À força do temor o bom Senado
Constância já não tem; afroxa, e cede.
Somente se disputa sobre o modo
De ajuntar-se o dinheiro, com que possa
Suprir tamanho gasto o grande Alberga.
Uns dizem, que das rendas do Senado
Tiradas as despesas, nada sobra.
Os outros acrescentam, que se devem
Parcelas numerosas impagáveis
Às consternadas amas dos expostos.
Uns ralham, outros ralham; mas que importa?
(...)

Imagem - 00170001


Publicado no livro Cartas Chilenas (1845).

In: GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas chilenas. Introd. cronol. notas e estabelecimento de texto Joaci Pereira Furtado. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.115-120. (Retratos do Brasil, 1
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Tomás Antônio Gonzaga

Tomás Antônio Gonzaga

Carta 5a

Em que se contam as desordens feitas nas
festas, que se celebraram nos desposórios de nosso
Sereníssimo Infante com a Sereníssima Infanta de
Portugal

(...)

Enquanto, Doroteu, a nossa Chile
Em toda a parte tinha à flor da terra
Extensas, e abundantes minas de oiro;
Enquanto os Taberneiros ajuntavam
Imenso cabedal em poucos anos,
Sem terem nas Tabernas fedorentas
Outros mais sortimentos, que não fossem
Os queijos, a cachaça, e o negro fumo,
E sobre as parteleiras poucos frascos;
Enquanto enfim as negras quitandeiras
À custa dos Amigos só trajavam
Vermelhas capas de galões cobertas,
De galacês, e tissos, ricas saias:
Então, prezado Amigo, em qualquer festa
Tirava liberal o bom Senado
Dos cofres chapeados grossas barras.
Chegaram tais despesas à notícia
Do Rei prudente, que a virtude preza;
E vendo, que estas rendas gastavam
Em touros, Cavalhadas, e Comédias,
Aplicar-se podendo a cousas santas;
Ordena providente, que os Senados
Nos dias, em que devem mostrar gosto
Pelas Reais fortunas, se moderem,
E só façam cantar no Templo os Hinos,
Com que se dão aos Céus as justas graças.

Ah! meu bom Doroteu, que feliz fora
Esta vasta Conquista, se os seus Chefes
Com as leis dos Monarcas se ajustaram!
Mas alguns não presumem ser vassalos;
Só julgam, que os Decretos dos Augustos
Têm força de Decretos, quando ligam
Os braços dos mais homens, que eles mandam;
Mas nunca, quando ligam os seus braços.

(...)

À força do temor o bom Senado
Constância já não tem; afroxa, e cede.
Somente se disputa sobre o modo
De ajuntar-se o dinheiro, com que possa
Suprir tamanho gasto o grande Alberga.
Uns dizem, que das rendas do Senado
Tiradas as despesas, nada sobra.
Os outros acrescentam, que se devem
Parcelas numerosas impagáveis
Às consternadas amas dos expostos.
Uns ralham, outros ralham; mas que importa?
(...)

Imagem - 00170001


Publicado no livro Cartas Chilenas (1845).

In: GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas chilenas. Introd. cronol. notas e estabelecimento de texto Joaci Pereira Furtado. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.115-120. (Retratos do Brasil, 1
1 949
Tomás Antônio Gonzaga

Tomás Antônio Gonzaga

Carta 5a

Em que se contam as desordens feitas nas
festas, que se celebraram nos desposórios de nosso
Sereníssimo Infante com a Sereníssima Infanta de
Portugal

(...)

Enquanto, Doroteu, a nossa Chile
Em toda a parte tinha à flor da terra
Extensas, e abundantes minas de oiro;
Enquanto os Taberneiros ajuntavam
Imenso cabedal em poucos anos,
Sem terem nas Tabernas fedorentas
Outros mais sortimentos, que não fossem
Os queijos, a cachaça, e o negro fumo,
E sobre as parteleiras poucos frascos;
Enquanto enfim as negras quitandeiras
À custa dos Amigos só trajavam
Vermelhas capas de galões cobertas,
De galacês, e tissos, ricas saias:
Então, prezado Amigo, em qualquer festa
Tirava liberal o bom Senado
Dos cofres chapeados grossas barras.
Chegaram tais despesas à notícia
Do Rei prudente, que a virtude preza;
E vendo, que estas rendas gastavam
Em touros, Cavalhadas, e Comédias,
Aplicar-se podendo a cousas santas;
Ordena providente, que os Senados
Nos dias, em que devem mostrar gosto
Pelas Reais fortunas, se moderem,
E só façam cantar no Templo os Hinos,
Com que se dão aos Céus as justas graças.

Ah! meu bom Doroteu, que feliz fora
Esta vasta Conquista, se os seus Chefes
Com as leis dos Monarcas se ajustaram!
Mas alguns não presumem ser vassalos;
Só julgam, que os Decretos dos Augustos
Têm força de Decretos, quando ligam
Os braços dos mais homens, que eles mandam;
Mas nunca, quando ligam os seus braços.

(...)

À força do temor o bom Senado
Constância já não tem; afroxa, e cede.
Somente se disputa sobre o modo
De ajuntar-se o dinheiro, com que possa
Suprir tamanho gasto o grande Alberga.
Uns dizem, que das rendas do Senado
Tiradas as despesas, nada sobra.
Os outros acrescentam, que se devem
Parcelas numerosas impagáveis
Às consternadas amas dos expostos.
Uns ralham, outros ralham; mas que importa?
(...)

Imagem - 00170001


Publicado no livro Cartas Chilenas (1845).

In: GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas chilenas. Introd. cronol. notas e estabelecimento de texto Joaci Pereira Furtado. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.115-120. (Retratos do Brasil, 1
1 949
Tomás Antônio Gonzaga

Tomás Antônio Gonzaga

Carta 5a

Em que se contam as desordens feitas nas
festas, que se celebraram nos desposórios de nosso
Sereníssimo Infante com a Sereníssima Infanta de
Portugal

(...)

Enquanto, Doroteu, a nossa Chile
Em toda a parte tinha à flor da terra
Extensas, e abundantes minas de oiro;
Enquanto os Taberneiros ajuntavam
Imenso cabedal em poucos anos,
Sem terem nas Tabernas fedorentas
Outros mais sortimentos, que não fossem
Os queijos, a cachaça, e o negro fumo,
E sobre as parteleiras poucos frascos;
Enquanto enfim as negras quitandeiras
À custa dos Amigos só trajavam
Vermelhas capas de galões cobertas,
De galacês, e tissos, ricas saias:
Então, prezado Amigo, em qualquer festa
Tirava liberal o bom Senado
Dos cofres chapeados grossas barras.
Chegaram tais despesas à notícia
Do Rei prudente, que a virtude preza;
E vendo, que estas rendas gastavam
Em touros, Cavalhadas, e Comédias,
Aplicar-se podendo a cousas santas;
Ordena providente, que os Senados
Nos dias, em que devem mostrar gosto
Pelas Reais fortunas, se moderem,
E só façam cantar no Templo os Hinos,
Com que se dão aos Céus as justas graças.

Ah! meu bom Doroteu, que feliz fora
Esta vasta Conquista, se os seus Chefes
Com as leis dos Monarcas se ajustaram!
Mas alguns não presumem ser vassalos;
Só julgam, que os Decretos dos Augustos
Têm força de Decretos, quando ligam
Os braços dos mais homens, que eles mandam;
Mas nunca, quando ligam os seus braços.

(...)

À força do temor o bom Senado
Constância já não tem; afroxa, e cede.
Somente se disputa sobre o modo
De ajuntar-se o dinheiro, com que possa
Suprir tamanho gasto o grande Alberga.
Uns dizem, que das rendas do Senado
Tiradas as despesas, nada sobra.
Os outros acrescentam, que se devem
Parcelas numerosas impagáveis
Às consternadas amas dos expostos.
Uns ralham, outros ralham; mas que importa?
(...)

Imagem - 00170001


Publicado no livro Cartas Chilenas (1845).

In: GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas chilenas. Introd. cronol. notas e estabelecimento de texto Joaci Pereira Furtado. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.115-120. (Retratos do Brasil, 1
1 949
Álvares de Azevedo

Álvares de Azevedo

Canto Segundo

And her head droo'd as when the lily lies
O'er charged with rain.
Don Juan.


I

Dorme! ao colo do amor, pálido amante,
Repousa, sonhador, nos lábios dela!
Qual em seio de mãe, febril infante!
No olhar, nos lábios da infantil donzela
Inebria teu seio palpitante!
O murmúrio do amor em forma bela
Tem doçuras que esmaiam no desejo
Dos sonhos ao vapor, na onda de um beijo!

II

Que importa a perdição manchasse um dia
A alvura virginal das roupas santas
E o mundo a esse corpo que tremia
Rompesse o véu que tímido alevantas?
E à noite lhe pousasse a fronte fria
Nesse leito em que trêmulo te encantas
E ao batejo venal murchasse flores,
Flores que abriam a infantis amores?

III

Que importa? se o amor teu rosto beija,
Se a beijas nua e sobre o peito dela
Teu peito juvenil ama e lateja!
Se tua langue palidez revela
Que tua alma febril sonha e deseja
Desmaiar-lhe de amor, gemer com ela,
Ébrio de vida, a soluçar d'enleio,
Pálido sonhador morrer-lhe ao seio!

IV

Que importa o mundo além? teu mundo é esse
Onde na vida o coração te alegra!
Teu mundo é o serafim que às noites desce
E que lava no amor a mancha negra!
É a névoa de luz onde não lê-se
Escrita à porta vil a infame regra
Que assinala o bordel à mão poluta
E diz nas letras fundas — prostituta!

V

A essa pobre mulher na fronte bela
Anátema, escreveu a turba fria!
Banhe o remorso o travesseiro dela,
Corram-lhe a mil da pálpebra sombria
Prantos do coração, não há erguê-la
A eterna maldição. E quem diria
A solitária dor, da noite ao manto
Que lavra o seio à cortesã em pranto?

VI

Ah! Madalenas míseras! ardentes
Quantos olhos azuis se não inundam
Nos transes do prazer em prantos quentes
Quando os seios febris em ais abundam,
Que o amante nos óculos trementes
Crê sonhos que do amor no mar se afundam!
Que suspiros no beijo que delira
Que são lágrimas só! que são mentira!

VII

E quantas vezes na cheirosa seda
Da longa trança desatada, solta,
Onde o moço de gozos embebeda
A fronte à febre juvenil revolta;
Quando a vida, o frescor, a imagem leda
De esp'rança que morreu ao leito volta;
As lágrimas na dor ferventes correm...
Como em céu de verão estrelas morrem?

(...)

IX

Amar uma perdida! que loucura!
Mas tão bela! que seio de Madona!
Nunca amara tão nívea criatura
Como aquela mulher que ali ressona!
(...)

Imagem - 00280001


Publicado no livro Obras de Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1862). Poema integrante da série O Poema do Frade.

In: GRANDES poetas românticos do Brasil. Pref. e notas biogr. Antônio Soares Amora. Introd. Frederico José da Silva Ramos. São Paulo: LEP, 1959. v.1

NOTA: "O Poema do Frade" é composto de 5 cantos; o segundo é composto de 28 oitava
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