Poemas neste tema
Natureza e Elementos
Augusto dos Anjos
Caput Immortale
Na dinâmica aziaga das descidas,
Aglomeradamente e em turbilhão
Solucem dentro do Universo ancião,
Todas as urbes siderais vencidas!
Morra o éter. Cesse a luz. Parem as vidas,
Sobre a pancosmológica exaustão
Reste apenas o acervo árido e vão
Das muscularidades consumidas!
Ainda assim, a animar o cosmos ermo,
Morto o comércio físico nefando,
Oh! Nauta aflito do Subliminal,
Como a última expressão da Dor sem termo,
Tua cabeça há de ficar vibrando
Na negatividade universal!
Aglomeradamente e em turbilhão
Solucem dentro do Universo ancião,
Todas as urbes siderais vencidas!
Morra o éter. Cesse a luz. Parem as vidas,
Sobre a pancosmológica exaustão
Reste apenas o acervo árido e vão
Das muscularidades consumidas!
Ainda assim, a animar o cosmos ermo,
Morto o comércio físico nefando,
Oh! Nauta aflito do Subliminal,
Como a última expressão da Dor sem termo,
Tua cabeça há de ficar vibrando
Na negatividade universal!
1 799
Eloise Petter
Egos-branon
Nas profundas mistificações de minha alma sangrando
Entrementes as vertentes do Rio Poseidon
Na longínqua galáxia imaginária de Egos-branon
Encontrei o que sou:
Viajante indelével de alguém que sonhou
Viajante indelével por entre mundos vazios
Flutuações cosmológicas e novembros frios
Viajante do estranho mito
Amálgama de caveiras sorridentes
Supercordas de um violino
E astronautas amarelos
Amálgama de partículas e desejos
Visões esculpidas em buracos negros
Cérebros falantes e macacos pequenos
Universos perdidos como bolhas ao vento
Em genes partidos
Em quantuns vendidos
Em ondas corpóreas
Que andam paradas
Viajante indelével da terra alada
Para além das estrelas
De várias dimensões
De ofuscantes teatros
E flamejantes paixões
Onde elétrons e prótons
Se beijam em atos
E as belas comédias
São homens que falam
Viajante indelével
Andarilho de corpos
Quarks de quasares
Que explodem e saltam
Nesta boca vermelha
Que toca meus lábios
Na longínqua galáxia imaginária de Egos-branon
Entrementes as vertentes do Rio Poseidon
Encontrei o que sou:
Espectro holográfico de alguém que sonhou
Entrementes as vertentes do Rio Poseidon
Na longínqua galáxia imaginária de Egos-branon
Encontrei o que sou:
Viajante indelével de alguém que sonhou
Viajante indelével por entre mundos vazios
Flutuações cosmológicas e novembros frios
Viajante do estranho mito
Amálgama de caveiras sorridentes
Supercordas de um violino
E astronautas amarelos
Amálgama de partículas e desejos
Visões esculpidas em buracos negros
Cérebros falantes e macacos pequenos
Universos perdidos como bolhas ao vento
Em genes partidos
Em quantuns vendidos
Em ondas corpóreas
Que andam paradas
Viajante indelével da terra alada
Para além das estrelas
De várias dimensões
De ofuscantes teatros
E flamejantes paixões
Onde elétrons e prótons
Se beijam em atos
E as belas comédias
São homens que falam
Viajante indelével
Andarilho de corpos
Quarks de quasares
Que explodem e saltam
Nesta boca vermelha
Que toca meus lábios
Na longínqua galáxia imaginária de Egos-branon
Entrementes as vertentes do Rio Poseidon
Encontrei o que sou:
Espectro holográfico de alguém que sonhou
860
Charles Baudelaire
PERFUME EXÓTICO
Quando, cerrando os olhos, numa noite ardente,
Respiro a fundo o odor dos teus seios fogosos,
Vejo abrirem-se ao longe litorais radiosos
Tingidos por um sol monótono e dolente.
Uma ilha preguiçosa que nos traz à mente
Estranhas árvores e frutos saborosos;
Homens de corpos nus, esguios, vigorosos,
Mulheres cujo olhar faísca à nossa frente.
Guiado por teu perfume a tais paisagens belas,
Vejo um porto a ondular de mastror e de velas
Talvez exaustos de afrontar os vagalhões,
Enquanto o verde aroma dos tamarineiros,
Que à beira-mar circula e inunda-me os pulmões,
Confunde-se em minha alma à voz dos marinheiros.
Respiro a fundo o odor dos teus seios fogosos,
Vejo abrirem-se ao longe litorais radiosos
Tingidos por um sol monótono e dolente.
Uma ilha preguiçosa que nos traz à mente
Estranhas árvores e frutos saborosos;
Homens de corpos nus, esguios, vigorosos,
Mulheres cujo olhar faísca à nossa frente.
Guiado por teu perfume a tais paisagens belas,
Vejo um porto a ondular de mastror e de velas
Talvez exaustos de afrontar os vagalhões,
Enquanto o verde aroma dos tamarineiros,
Que à beira-mar circula e inunda-me os pulmões,
Confunde-se em minha alma à voz dos marinheiros.
5 324
Álvares de Azevedo
TARDE DE VERÃO
Lira dos Vinte Anos
Primeira Parte
Viens!...
Que l'arbre pénétré de parfums et de chants,
.....................................................................
Et l'o,bre et le soleil, et l'onde et la verdure,
Et le rayonnement de toute la nature
Fassent épanouir comme une double fleur
La beauté sur ton front, et l'amour dans ton coeur!
V. HUGO
Como cheirosa e doce a tarde expira!
De amor e luz inunda a praia bela...
E o sol já roxo e trêmulo desdobra
Um íris furta-cor na fronte dela.
Deixai que eu morra só! enquanto o fogo
Da última febre dentro em mim vacila,
Não venham ilusões chamar-me à vida,
De saudades banhar a hora tranqüila!
Meu Deus! que eu morra em paz! não me coroem
De flores infecundas a agonia!
Oh! não doire o sonhar do moribundo
Lisonjeiro pincel da fantasia!
Exaurido de dor e d'esperança
Posso aqui respirar mais livremente,
Sentir ao vento dilatar-se a vida,
Como a flor da lagoa transparente!
Se ela estivesse aqui! no vale agora
Cai doce a brisa morna desmaiando:
Nos murmúrios do mar fora tão doce
Da tarde no palor viver amando!
Uni-la ao peito meu - nos lábios dela
Respirar uma vez, cobrando alento;
A divina visão de seus amores
Acordar o meu peito inda um momento!
Fulgura a minha amante entre meus sonhos,
Como a estrela do mar nas águas brilha,
Bebe à noite o favônio em seus cabelos
Aroma mais suave que a baunilha.
Se ela estivesse aqui! jamais tão doce
O crepúsculo o céu embelecera...
E a tarde de verão fora mais bela,
Brilhando sobre a sua primavera!
Da lânguida pupila de seus olhos
Num olhar de desdém entorna amores,
Como à brisa vernal na relva mole
O pessegueiro em flor derrama flores.
Árvore florescente desta vida,
Que amor, beleza e mocidade encantam,
Derrama no meu seio as tuas flores
Onde as aves do céu à noite cantam!
Vem! a areia do mar cobri de flores,
Perfumei de jasmins teu doce leito;
Podes suave, ó noiva do poeta,
Suspirosa dormir sobre meu peito!
Não tardes, minha vida! no crepúsculo
Ave da noite me acompanha a lira...
É um canto de amor... Meu Deus! que sonhos!
Era ainda ilusão - era mentira!
Primeira Parte
Viens!...
Que l'arbre pénétré de parfums et de chants,
.....................................................................
Et l'o,bre et le soleil, et l'onde et la verdure,
Et le rayonnement de toute la nature
Fassent épanouir comme une double fleur
La beauté sur ton front, et l'amour dans ton coeur!
V. HUGO
Como cheirosa e doce a tarde expira!
De amor e luz inunda a praia bela...
E o sol já roxo e trêmulo desdobra
Um íris furta-cor na fronte dela.
Deixai que eu morra só! enquanto o fogo
Da última febre dentro em mim vacila,
Não venham ilusões chamar-me à vida,
De saudades banhar a hora tranqüila!
Meu Deus! que eu morra em paz! não me coroem
De flores infecundas a agonia!
Oh! não doire o sonhar do moribundo
Lisonjeiro pincel da fantasia!
Exaurido de dor e d'esperança
Posso aqui respirar mais livremente,
Sentir ao vento dilatar-se a vida,
Como a flor da lagoa transparente!
Se ela estivesse aqui! no vale agora
Cai doce a brisa morna desmaiando:
Nos murmúrios do mar fora tão doce
Da tarde no palor viver amando!
Uni-la ao peito meu - nos lábios dela
Respirar uma vez, cobrando alento;
A divina visão de seus amores
Acordar o meu peito inda um momento!
Fulgura a minha amante entre meus sonhos,
Como a estrela do mar nas águas brilha,
Bebe à noite o favônio em seus cabelos
Aroma mais suave que a baunilha.
Se ela estivesse aqui! jamais tão doce
O crepúsculo o céu embelecera...
E a tarde de verão fora mais bela,
Brilhando sobre a sua primavera!
Da lânguida pupila de seus olhos
Num olhar de desdém entorna amores,
Como à brisa vernal na relva mole
O pessegueiro em flor derrama flores.
Árvore florescente desta vida,
Que amor, beleza e mocidade encantam,
Derrama no meu seio as tuas flores
Onde as aves do céu à noite cantam!
Vem! a areia do mar cobri de flores,
Perfumei de jasmins teu doce leito;
Podes suave, ó noiva do poeta,
Suspirosa dormir sobre meu peito!
Não tardes, minha vida! no crepúsculo
Ave da noite me acompanha a lira...
É um canto de amor... Meu Deus! que sonhos!
Era ainda ilusão - era mentira!
1 736
Vladimir Maiakovski
GAROTO
Fui agraciado com o amor sem limites.
Mas, quando garoto,
a gente preocupada trabalhava
e eu escapava para as margens do rio Rion
e vagava sem fazer nada.
Aborrecia-se minha mãe:
"Garoto danado!"
Meu pai me ameaçava com o cinturão.
Mas eu, com três rublos falsos,
jogava com os soldados sob os muros.
Sem o peso da camisa,
sem o peso das botas,
de costas ou de barriga no chão,
torrava-me ao sol de Kutaís
até sentir pontadas no coração.
O sol assombrava:
"Daquele tamainho
e com um tal coração!
Vai partir-lhe a espinha!
Como, será que cabem
nesse tico de gente
o rio,
o coração,
eu
e cem quilômetros de montanhas?"
Mas, quando garoto,
a gente preocupada trabalhava
e eu escapava para as margens do rio Rion
e vagava sem fazer nada.
Aborrecia-se minha mãe:
"Garoto danado!"
Meu pai me ameaçava com o cinturão.
Mas eu, com três rublos falsos,
jogava com os soldados sob os muros.
Sem o peso da camisa,
sem o peso das botas,
de costas ou de barriga no chão,
torrava-me ao sol de Kutaís
até sentir pontadas no coração.
O sol assombrava:
"Daquele tamainho
e com um tal coração!
Vai partir-lhe a espinha!
Como, será que cabem
nesse tico de gente
o rio,
o coração,
eu
e cem quilômetros de montanhas?"
2 181
Vladimir Maiakovski
GAROTO
Fui agraciado com o amor sem limites.
Mas, quando garoto,
a gente preocupada trabalhava
e eu escapava para as margens do rio Rion
e vagava sem fazer nada.
Aborrecia-se minha mãe:
"Garoto danado!"
Meu pai me ameaçava com o cinturão.
Mas eu, com três rublos falsos,
jogava com os soldados sob os muros.
Sem o peso da camisa,
sem o peso das botas,
de costas ou de barriga no chão,
torrava-me ao sol de Kutaís
até sentir pontadas no coração.
O sol assombrava:
"Daquele tamainho
e com um tal coração!
Vai partir-lhe a espinha!
Como, será que cabem
nesse tico de gente
o rio,
o coração,
eu
e cem quilômetros de montanhas?"
Mas, quando garoto,
a gente preocupada trabalhava
e eu escapava para as margens do rio Rion
e vagava sem fazer nada.
Aborrecia-se minha mãe:
"Garoto danado!"
Meu pai me ameaçava com o cinturão.
Mas eu, com três rublos falsos,
jogava com os soldados sob os muros.
Sem o peso da camisa,
sem o peso das botas,
de costas ou de barriga no chão,
torrava-me ao sol de Kutaís
até sentir pontadas no coração.
O sol assombrava:
"Daquele tamainho
e com um tal coração!
Vai partir-lhe a espinha!
Como, será que cabem
nesse tico de gente
o rio,
o coração,
eu
e cem quilômetros de montanhas?"
2 181
Cruz e Sousa
Glória!
Últimos Sonetos
Florescimentos e florescimentos!
Glória às estrelas, glória às aves, glória
à natureza! Que a minh'alma flórea
em mais flores flori de sentimentos.
Glória ao Deus invisível dos nevoentos
espaços! glória à lua merencória,
glória à esfera dos sonhos, à ilusória
esfera dos profundos pensamentos.
Glória ao céu, glória à terra, glória ao mundo!
todo o meu ser é roseiral fecundo
de grandes rosas de divino brilho.
Almas que floresceis no Amor eterno!
vinde gozar comigo este falerno,
esta emoção de ver nascer um filho!
Florescimentos e florescimentos!
Glória às estrelas, glória às aves, glória
à natureza! Que a minh'alma flórea
em mais flores flori de sentimentos.
Glória ao Deus invisível dos nevoentos
espaços! glória à lua merencória,
glória à esfera dos sonhos, à ilusória
esfera dos profundos pensamentos.
Glória ao céu, glória à terra, glória ao mundo!
todo o meu ser é roseiral fecundo
de grandes rosas de divino brilho.
Almas que floresceis no Amor eterno!
vinde gozar comigo este falerno,
esta emoção de ver nascer um filho!
2 365
Álvares de Azevedo
MINHA AMANTE
Lira dos Vinte Anos
Segunda Parte
Coração de mulher, qual filomela,
É todo amor e canto ao pé da noite.
JOÃO DE LEMOS
Fulcite me floribus... quia amore langueo.
Cant. Canticorum
Ah! volta inda uma vez! foi só contigo
Que, à noite, de ventura eu desmaiava...
E só nos lábios teus eu me embebia
De volúpias divinas!
Volta, minha ventura! eu tenho sede
Desses beijos ardentes que os suspiros
Ofegando interrompem! quantas noites
Fui ditoso contigo!
E quantas vezes te embalei tremendo
Sobre os joelhos meus! Quanto amorosa
Unindo à minha tua face pálida
De amor e febre ardias!
Oh! volta inda uma vez! ergue-se a lua,
Formosa como dantes, é bem noite,
Na minha solidão brilha, de novo,
Estrela de minh'alma!
Desmaio-me de amor, descoro e tremo...
Morno suor me banha o peito langue...
Meu olhar se escurece e eu te procuro
Com os lábios sedentos!
Oh! quem pudera sempre em teus amores
Sobre teu seio perfumar seus dias,
Beijar a tua fronte e em teus cabelos
Respirar ebrioso!
És a coroa de meus anos breves,
És a corda de amor d'íntima lira,
O canto ignoto, que me enleva em sonhos
De saudosas ternuras!
E tu és como a lua: inda és mais bela,
Quando a sombra nos vales se derrama,
Astro misterioso à meia-noite
Te revela a minh'alma!
Ó! minha lira, ó viração noturna,
Flores, sombras do vale, à minha amante...
Dizei que nesta noite de desejos
E de ternuras morro!
Segunda Parte
Coração de mulher, qual filomela,
É todo amor e canto ao pé da noite.
JOÃO DE LEMOS
Fulcite me floribus... quia amore langueo.
Cant. Canticorum
Ah! volta inda uma vez! foi só contigo
Que, à noite, de ventura eu desmaiava...
E só nos lábios teus eu me embebia
De volúpias divinas!
Volta, minha ventura! eu tenho sede
Desses beijos ardentes que os suspiros
Ofegando interrompem! quantas noites
Fui ditoso contigo!
E quantas vezes te embalei tremendo
Sobre os joelhos meus! Quanto amorosa
Unindo à minha tua face pálida
De amor e febre ardias!
Oh! volta inda uma vez! ergue-se a lua,
Formosa como dantes, é bem noite,
Na minha solidão brilha, de novo,
Estrela de minh'alma!
Desmaio-me de amor, descoro e tremo...
Morno suor me banha o peito langue...
Meu olhar se escurece e eu te procuro
Com os lábios sedentos!
Oh! quem pudera sempre em teus amores
Sobre teu seio perfumar seus dias,
Beijar a tua fronte e em teus cabelos
Respirar ebrioso!
És a coroa de meus anos breves,
És a corda de amor d'íntima lira,
O canto ignoto, que me enleva em sonhos
De saudosas ternuras!
E tu és como a lua: inda és mais bela,
Quando a sombra nos vales se derrama,
Astro misterioso à meia-noite
Te revela a minh'alma!
Ó! minha lira, ó viração noturna,
Flores, sombras do vale, à minha amante...
Dizei que nesta noite de desejos
E de ternuras morro!
2 626
Eloise Petter
SOMBRA DE UM ABUTRE INSIDIOSO
Declaro a mim mesmo estes versos
Que a nuvem da paixão tornam dispersos
Encontrar meus desígnios absortos
Sombra de um abutre insidioso
Lua incandescente a derreter
Neste céu escuro deste ser
Carne flamejante, tenebrosa
Vaporosa se dissolve de prazer
Corpo insaciável desta vida
Lingua louca, contingente oceano
Nas palavras que te podem ser ditas
Não sucumbem à frieza ao teu encanto
Incorpórea sombra dança intermitente
Eu a sigo, apaixonada peregrina
Sobre o céu clemente e lento, eu me despeço
Uma noite no sepulcro do universo
Que a nuvem da paixão tornam dispersos
Encontrar meus desígnios absortos
Sombra de um abutre insidioso
Lua incandescente a derreter
Neste céu escuro deste ser
Carne flamejante, tenebrosa
Vaporosa se dissolve de prazer
Corpo insaciável desta vida
Lingua louca, contingente oceano
Nas palavras que te podem ser ditas
Não sucumbem à frieza ao teu encanto
Incorpórea sombra dança intermitente
Eu a sigo, apaixonada peregrina
Sobre o céu clemente e lento, eu me despeço
Uma noite no sepulcro do universo
940
Eloise Petter
SOMBRA DE UM ABUTRE INSIDIOSO
Declaro a mim mesmo estes versos
Que a nuvem da paixão tornam dispersos
Encontrar meus desígnios absortos
Sombra de um abutre insidioso
Lua incandescente a derreter
Neste céu escuro deste ser
Carne flamejante, tenebrosa
Vaporosa se dissolve de prazer
Corpo insaciável desta vida
Lingua louca, contingente oceano
Nas palavras que te podem ser ditas
Não sucumbem à frieza ao teu encanto
Incorpórea sombra dança intermitente
Eu a sigo, apaixonada peregrina
Sobre o céu clemente e lento, eu me despeço
Uma noite no sepulcro do universo
Que a nuvem da paixão tornam dispersos
Encontrar meus desígnios absortos
Sombra de um abutre insidioso
Lua incandescente a derreter
Neste céu escuro deste ser
Carne flamejante, tenebrosa
Vaporosa se dissolve de prazer
Corpo insaciável desta vida
Lingua louca, contingente oceano
Nas palavras que te podem ser ditas
Não sucumbem à frieza ao teu encanto
Incorpórea sombra dança intermitente
Eu a sigo, apaixonada peregrina
Sobre o céu clemente e lento, eu me despeço
Uma noite no sepulcro do universo
940
Antero de Quental
Oceano Nox
Junto do mar, que erguia gravemente
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o voo dum pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,
Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas vagamente…
Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que ideia gravitais?
Mas na imensa extensão onde se esconde
O inconsciente imortal só me responde
Um bramido, um queixume e nada mais.
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o voo dum pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,
Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas vagamente…
Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que ideia gravitais?
Mas na imensa extensão onde se esconde
O inconsciente imortal só me responde
Um bramido, um queixume e nada mais.
2 323
Álvares de Azevedo
SONHANDO
Hier, la nuit d'été, que nous prêtait ses voiles,
Était digne de toi, tant elle avait d'étoiles!
VICTOR HUGO
Na praia deserta que a lua branqueia,
Que mimo! que rosa! que filha de Deus!
Tão pálida... ao vê-la meu ser devaneia,
Sufoco nos lábios os hálitos meus!
Não corras na areia,
Não corras assim!
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!
A praia é tão longa! e a onda bravia
As roupas de gaza te molha de escuma...
De noite, aos serenos, a areia é tão fria...
Tão úmido o vento que os ares perfuma!
És tão doentia...
Não corras assim...
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!
A brisa teus negros cabelos soltou,
O orvalho da face te esfria o suor,
Teus seios palpitam - a brisa os roçou,
Beijou-os, suspira, desmaia de amor!
Teu pé tropeçou...
Não corras assim...
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!
E o pálido mimo da minha paixão
Num longo soluço tremeu e parou,
Sentou-se na praia, sozinha no chão,
A mão regelada no colo pousou!
Que tens, coração
Que tremes assim?
Cansaste, donzela?
Tem pena de mim!
Deitou-se na areia que a vaga molhou.
Imóvel e branca na praia dormia;
Mas nem os seus olhos o sono fechou
E nem o seu colo de neve tremia...
O seio gelou?...
Não durmas assim!
O pálida fria,
Tem pena de mim!
Dormia: - na fronte que níveo suar...
Que mão regelada no lânguido peito...
Não era mais alvo seu leito do mar,
Não era mais frio seu gélido leito!
Nem um ressonar...
Não durmas assim...
O pálida fria,
Tem pena de mim!
Aqui no meu peito vem antes sonhar
Nos longos suspiros do meu coração:
Eu quero em meus lábios teu seio aquentar,
Teu colo, essas faces, e a gélida mão...
Não durmas no mar!
Não durmas assim.
Estátua sem vida,
Tem pena de mim!
E a vaga crescia seu corpo banhando,
As cândidas formas movendo de leve!
E eu vi-a suave nas águas boiando
Com soltos cabelos nas roupas de neve!
Nas vagas sonhando
Não durmas assim...
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!
E a imagem da virgem nas águas do mar
Brilhava tão branca no límpido véu...
Nem mais transparente luzia o luar
No ambiente sem nuvens da noite do céu!
Nas águas do mar
Não durmas assim...
Não morras, donzela,
Espera por mim!
Lira dos Vinte Anos - Primeira Parte
Était digne de toi, tant elle avait d'étoiles!
VICTOR HUGO
Na praia deserta que a lua branqueia,
Que mimo! que rosa! que filha de Deus!
Tão pálida... ao vê-la meu ser devaneia,
Sufoco nos lábios os hálitos meus!
Não corras na areia,
Não corras assim!
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!
A praia é tão longa! e a onda bravia
As roupas de gaza te molha de escuma...
De noite, aos serenos, a areia é tão fria...
Tão úmido o vento que os ares perfuma!
És tão doentia...
Não corras assim...
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!
A brisa teus negros cabelos soltou,
O orvalho da face te esfria o suor,
Teus seios palpitam - a brisa os roçou,
Beijou-os, suspira, desmaia de amor!
Teu pé tropeçou...
Não corras assim...
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!
E o pálido mimo da minha paixão
Num longo soluço tremeu e parou,
Sentou-se na praia, sozinha no chão,
A mão regelada no colo pousou!
Que tens, coração
Que tremes assim?
Cansaste, donzela?
Tem pena de mim!
Deitou-se na areia que a vaga molhou.
Imóvel e branca na praia dormia;
Mas nem os seus olhos o sono fechou
E nem o seu colo de neve tremia...
O seio gelou?...
Não durmas assim!
O pálida fria,
Tem pena de mim!
Dormia: - na fronte que níveo suar...
Que mão regelada no lânguido peito...
Não era mais alvo seu leito do mar,
Não era mais frio seu gélido leito!
Nem um ressonar...
Não durmas assim...
O pálida fria,
Tem pena de mim!
Aqui no meu peito vem antes sonhar
Nos longos suspiros do meu coração:
Eu quero em meus lábios teu seio aquentar,
Teu colo, essas faces, e a gélida mão...
Não durmas no mar!
Não durmas assim.
Estátua sem vida,
Tem pena de mim!
E a vaga crescia seu corpo banhando,
As cândidas formas movendo de leve!
E eu vi-a suave nas águas boiando
Com soltos cabelos nas roupas de neve!
Nas vagas sonhando
Não durmas assim...
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!
E a imagem da virgem nas águas do mar
Brilhava tão branca no límpido véu...
Nem mais transparente luzia o luar
No ambiente sem nuvens da noite do céu!
Nas águas do mar
Não durmas assim...
Não morras, donzela,
Espera por mim!
Lira dos Vinte Anos - Primeira Parte
2 332
Eloise Petter
Oníricas metamorfoses
De longe um anjo parece voar
Nestes negros olhos que se parecem com as trevas
Estranhas feras na fronte singela
Fazem do anjo, demônio
E do homem, poeta
Um casulo envolve recôndita alma
Um sorriso esconde pútrido desejo
Escondido em seu corpo
Meu corpo eu vejo
Mas apenas um beijo o fará despertar
Em vão persigo nevoento olhar
Como se nele meu sono ousasse acordar
Como se nele meu pranto ousasse secar
A procura do encanto
Em seu sonho, sonhar
Ah!! Um vento infante no vendaval perdura
Assim como a minha paz anseia sua loucura
Nestes negros olhos que a chama incendeia
Revolve o meu peito
Que em ti clareia
Oníricas metamorfoses na noite funesta
Nestes negros olhos que se parecem com as trevas
Estranhas feras na fronte singela
Fazem do anjo, demônio
E do homem, poeta
Um casulo envolve recôndita alma
Um sorriso esconde pútrido desejo
Escondido em seu corpo
Meu corpo eu vejo
Mas apenas um beijo o fará despertar
Em vão persigo nevoento olhar
Como se nele meu sono ousasse acordar
Como se nele meu pranto ousasse secar
A procura do encanto
Em seu sonho, sonhar
Ah!! Um vento infante no vendaval perdura
Assim como a minha paz anseia sua loucura
Nestes negros olhos que a chama incendeia
Revolve o meu peito
Que em ti clareia
Oníricas metamorfoses na noite funesta
1 025
Eloise Petter
Oníricas metamorfoses
De longe um anjo parece voar
Nestes negros olhos que se parecem com as trevas
Estranhas feras na fronte singela
Fazem do anjo, demônio
E do homem, poeta
Um casulo envolve recôndita alma
Um sorriso esconde pútrido desejo
Escondido em seu corpo
Meu corpo eu vejo
Mas apenas um beijo o fará despertar
Em vão persigo nevoento olhar
Como se nele meu sono ousasse acordar
Como se nele meu pranto ousasse secar
A procura do encanto
Em seu sonho, sonhar
Ah!! Um vento infante no vendaval perdura
Assim como a minha paz anseia sua loucura
Nestes negros olhos que a chama incendeia
Revolve o meu peito
Que em ti clareia
Oníricas metamorfoses na noite funesta
Nestes negros olhos que se parecem com as trevas
Estranhas feras na fronte singela
Fazem do anjo, demônio
E do homem, poeta
Um casulo envolve recôndita alma
Um sorriso esconde pútrido desejo
Escondido em seu corpo
Meu corpo eu vejo
Mas apenas um beijo o fará despertar
Em vão persigo nevoento olhar
Como se nele meu sono ousasse acordar
Como se nele meu pranto ousasse secar
A procura do encanto
Em seu sonho, sonhar
Ah!! Um vento infante no vendaval perdura
Assim como a minha paz anseia sua loucura
Nestes negros olhos que a chama incendeia
Revolve o meu peito
Que em ti clareia
Oníricas metamorfoses na noite funesta
1 025
Stéphane Mallarmé
LES PURS ONGLES
As puras unhas do alto dedicando o onix
A angústia, meia-noite, sustem, lampadófora,
Vário vesperal sonho ardido p'la Fênix
Que não recolhe alguma cinerária ânfora.
Nas crede;ncias da sala vazia: nem ptix,
Abolido bib'lô de vaidade sonora
(Que o Mestre foi buscar, suas lágrimas ao Stix
Com tal único objeto que ao se Nada enflora),
Mas perto da janela ao norte aberta algo áureo
Agoniza segundo talvez o cenário
De licornes ruivando fogo contra a nixe,
Ela, defunta nua em espelho, apesar de ora,
Nesse esquecer que o fecha quadro, já se fixe
De só cintilações o septimimo agora.
(Tradução de Jorge de Sena)
A angústia, meia-noite, sustem, lampadófora,
Vário vesperal sonho ardido p'la Fênix
Que não recolhe alguma cinerária ânfora.
Nas crede;ncias da sala vazia: nem ptix,
Abolido bib'lô de vaidade sonora
(Que o Mestre foi buscar, suas lágrimas ao Stix
Com tal único objeto que ao se Nada enflora),
Mas perto da janela ao norte aberta algo áureo
Agoniza segundo talvez o cenário
De licornes ruivando fogo contra a nixe,
Ela, defunta nua em espelho, apesar de ora,
Nesse esquecer que o fecha quadro, já se fixe
De só cintilações o septimimo agora.
(Tradução de Jorge de Sena)
2 082
Felipe Larson
UMA DA MANHÃ
Uma da manhã
Nada diferente
Mas de repente
O dia irá mudar
O sol irá brilhar
Na sua janela
E o pensamento nela
É o que irá sobrar
Mas nada sacia
A minha vontade
De poder criar
Uma nova verdade
Ganhando esquinas
Assim que descobre
Que em pouco rabisco
Escreve meu nome
Por pensar tanto em você
Eu imagino você em todo lugar
Perseguindo até em meus sonhos
E quem disse que será assim
O nosso final, o nosso final feliz
Nada diferente
Mas de repente
O dia irá mudar
O sol irá brilhar
Na sua janela
E o pensamento nela
É o que irá sobrar
Mas nada sacia
A minha vontade
De poder criar
Uma nova verdade
Ganhando esquinas
Assim que descobre
Que em pouco rabisco
Escreve meu nome
Por pensar tanto em você
Eu imagino você em todo lugar
Perseguindo até em meus sonhos
E quem disse que será assim
O nosso final, o nosso final feliz
613
Felipe Larson
UMA DA MANHÃ
Uma da manhã
Nada diferente
Mas de repente
O dia irá mudar
O sol irá brilhar
Na sua janela
E o pensamento nela
É o que irá sobrar
Mas nada sacia
A minha vontade
De poder criar
Uma nova verdade
Ganhando esquinas
Assim que descobre
Que em pouco rabisco
Escreve meu nome
Por pensar tanto em você
Eu imagino você em todo lugar
Perseguindo até em meus sonhos
E quem disse que será assim
O nosso final, o nosso final feliz
Nada diferente
Mas de repente
O dia irá mudar
O sol irá brilhar
Na sua janela
E o pensamento nela
É o que irá sobrar
Mas nada sacia
A minha vontade
De poder criar
Uma nova verdade
Ganhando esquinas
Assim que descobre
Que em pouco rabisco
Escreve meu nome
Por pensar tanto em você
Eu imagino você em todo lugar
Perseguindo até em meus sonhos
E quem disse que será assim
O nosso final, o nosso final feliz
613
Felipe Larson
21 DE SETEMBRO
Quando os dias não são iguais
Penso que algo pode acontecer
Uma surpresa ou algo imprevisível
Algo que não imagine
Pois sei que setembro está longe
Mas há uma saudade gritando dentro de mim
Dizendo assim: - Este dia irá demorar em vir
Mas isso não me abala
Pois nesta noite sonhei com você
E foi um sonho bom
Sentia a chuva tocar o chão,
Dizendo: - Não desperdice os pingos de chuva,
Aproveite ao menos algum
Pois há várias razões para isso
Mas acho tão estranho
Você estar tão longe e eu te sentir tão perto
Talvez seja que algo de mim está em você,
Como você está em mim
Pois me sinto completo
E espero que você esteja se sentindo assim
Penso que algo pode acontecer
Uma surpresa ou algo imprevisível
Algo que não imagine
Pois sei que setembro está longe
Mas há uma saudade gritando dentro de mim
Dizendo assim: - Este dia irá demorar em vir
Mas isso não me abala
Pois nesta noite sonhei com você
E foi um sonho bom
Sentia a chuva tocar o chão,
Dizendo: - Não desperdice os pingos de chuva,
Aproveite ao menos algum
Pois há várias razões para isso
Mas acho tão estranho
Você estar tão longe e eu te sentir tão perto
Talvez seja que algo de mim está em você,
Como você está em mim
Pois me sinto completo
E espero que você esteja se sentindo assim
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Felipe Larson
HASSYN
Passo a passo, perco o passo
Pra ver se passo, em algum lugar
Sopra o vento, bem mais lento
Sinto o vento, a me beijar
Uma estrela, qual estrela?
É tão serena, a me guiar
Cai a noite, tão pequena
Nem tão ingênua, a me conquistar
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
Um pensamento, a qualquer momento
Pode até dar medo, mas sem me entregar
E o que vejo, é teu desejo
E sua falta, me faz calar
Passa o tempo, não tem jeito
Todo esse tempo, me fez mudar
Amanhã quando o sol voltar a brilhar
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
E essa força estranha
Que me comanda
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
Pra ver se passo, em algum lugar
Sopra o vento, bem mais lento
Sinto o vento, a me beijar
Uma estrela, qual estrela?
É tão serena, a me guiar
Cai a noite, tão pequena
Nem tão ingênua, a me conquistar
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
Um pensamento, a qualquer momento
Pode até dar medo, mas sem me entregar
E o que vejo, é teu desejo
E sua falta, me faz calar
Passa o tempo, não tem jeito
Todo esse tempo, me fez mudar
Amanhã quando o sol voltar a brilhar
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
E essa força estranha
Que me comanda
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
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Felipe Larson
HASSYN
Passo a passo, perco o passo
Pra ver se passo, em algum lugar
Sopra o vento, bem mais lento
Sinto o vento, a me beijar
Uma estrela, qual estrela?
É tão serena, a me guiar
Cai a noite, tão pequena
Nem tão ingênua, a me conquistar
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
Um pensamento, a qualquer momento
Pode até dar medo, mas sem me entregar
E o que vejo, é teu desejo
E sua falta, me faz calar
Passa o tempo, não tem jeito
Todo esse tempo, me fez mudar
Amanhã quando o sol voltar a brilhar
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
E essa força estranha
Que me comanda
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
Pra ver se passo, em algum lugar
Sopra o vento, bem mais lento
Sinto o vento, a me beijar
Uma estrela, qual estrela?
É tão serena, a me guiar
Cai a noite, tão pequena
Nem tão ingênua, a me conquistar
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
Um pensamento, a qualquer momento
Pode até dar medo, mas sem me entregar
E o que vejo, é teu desejo
E sua falta, me faz calar
Passa o tempo, não tem jeito
Todo esse tempo, me fez mudar
Amanhã quando o sol voltar a brilhar
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
E essa força estranha
Que me comanda
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
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Felipe Larson
HASSYN
Passo a passo, perco o passo
Pra ver se passo, em algum lugar
Sopra o vento, bem mais lento
Sinto o vento, a me beijar
Uma estrela, qual estrela?
É tão serena, a me guiar
Cai a noite, tão pequena
Nem tão ingênua, a me conquistar
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
Um pensamento, a qualquer momento
Pode até dar medo, mas sem me entregar
E o que vejo, é teu desejo
E sua falta, me faz calar
Passa o tempo, não tem jeito
Todo esse tempo, me fez mudar
Amanhã quando o sol voltar a brilhar
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
E essa força estranha
Que me comanda
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
Pra ver se passo, em algum lugar
Sopra o vento, bem mais lento
Sinto o vento, a me beijar
Uma estrela, qual estrela?
É tão serena, a me guiar
Cai a noite, tão pequena
Nem tão ingênua, a me conquistar
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
Um pensamento, a qualquer momento
Pode até dar medo, mas sem me entregar
E o que vejo, é teu desejo
E sua falta, me faz calar
Passa o tempo, não tem jeito
Todo esse tempo, me fez mudar
Amanhã quando o sol voltar a brilhar
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
E essa força estranha
Que me comanda
Isso me faz quer ter mais
Do que o mundo pode oferecer
Isso me faz querer ter mais, e mais, e mais
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Felipe Larson
EXPERIÊNCIA PRIMÁRIA
Olhares buscam o que fazer
Cruzam e entram no que quiserem ter
Mostram-se em desejos internos
Propondo amor, ódio e outras intenções.
Um sexto sentido, uma certa magia.
E tudo está tão confuso
Que eu não sei qual é a direção
E nem o sentido de tudo
Mas claro que tudo se resolve
Com muita calma e paciência
E três simbolos dizem tudo
Água, Fogo e ar.
Sei que o infinito existe
Mas em que universo eu encontro?
Mas está tudo fora do meu alcance
Tão distante que eu não sei que forma tem
Estranho pensar nessas coisas agora
Mas nada deve ser previsível
Senão não teria graça nenhuma
Se tivermos as respostas tão fáceis
Eu sou a inocência
A experiência primária
Cruzam e entram no que quiserem ter
Mostram-se em desejos internos
Propondo amor, ódio e outras intenções.
Um sexto sentido, uma certa magia.
E tudo está tão confuso
Que eu não sei qual é a direção
E nem o sentido de tudo
Mas claro que tudo se resolve
Com muita calma e paciência
E três simbolos dizem tudo
Água, Fogo e ar.
Sei que o infinito existe
Mas em que universo eu encontro?
Mas está tudo fora do meu alcance
Tão distante que eu não sei que forma tem
Estranho pensar nessas coisas agora
Mas nada deve ser previsível
Senão não teria graça nenhuma
Se tivermos as respostas tão fáceis
Eu sou a inocência
A experiência primária
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Luís Vianna
DIA LINDO
Hoje estou feliz,
Por isto escrevo às flores.
Às flores que ofereço
Aos meus amores.
05/12/1995
Por isto escrevo às flores.
Às flores que ofereço
Aos meus amores.
05/12/1995
1 036
Felipe Larson
I´M GOING DOWN
Eu quero ter, alguém pra mim
Ai vem você e pisa em mim
Eu não tô legal
O nosso prazer chegou ao fim
Difícil dizer, mas espero teu sim
Isso é tão normal
Mas quando tudo mudar
Você vai notar
Que eu to ficando mal
Quando a chuva chegar
E o tempo passar
I´m going down!
Por sua causa, no que me meti
Não tenho alma, pois a vendi
Eu não fiz por mal
Mas quando tudo mudar
Você vai notar
Eu to ficando mal
Mas quando tudo sumir
A estrela cair
Eu vou ficar legal
Ai vem você e pisa em mim
Eu não tô legal
O nosso prazer chegou ao fim
Difícil dizer, mas espero teu sim
Isso é tão normal
Mas quando tudo mudar
Você vai notar
Que eu to ficando mal
Quando a chuva chegar
E o tempo passar
I´m going down!
Por sua causa, no que me meti
Não tenho alma, pois a vendi
Eu não fiz por mal
Mas quando tudo mudar
Você vai notar
Eu to ficando mal
Mas quando tudo sumir
A estrela cair
Eu vou ficar legal
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