Poemas neste tema
Natureza e Elementos
Regina Souza Vieira
Dádiva
Sou mais
forte que o silêncio dos muxitos
mas sou igual ao silêncio dos muxitos
nas noites de luar e sem trovões.
Tenho o segredo dos capinzais
soltando ais
ao fogo das queimadas de setembro
tenho a carícia das folhas novas
cantando novas
que antecedem as chuvadas
tenho a sede das plantas e dos rios
quando frios
crestam o ramos das mulembas.
...e quando chega o canto das perdizes
e nas anharas revive a terra em cor
sinto em cada flor
nos seus matizes
que és tudo o que a vida me ofereceu.
forte que o silêncio dos muxitos
mas sou igual ao silêncio dos muxitos
nas noites de luar e sem trovões.
Tenho o segredo dos capinzais
soltando ais
ao fogo das queimadas de setembro
tenho a carícia das folhas novas
cantando novas
que antecedem as chuvadas
tenho a sede das plantas e dos rios
quando frios
crestam o ramos das mulembas.
...e quando chega o canto das perdizes
e nas anharas revive a terra em cor
sinto em cada flor
nos seus matizes
que és tudo o que a vida me ofereceu.
741
Silvaney Paes
Sol
De desconforto
ardia à natureza,
Esvaecida da luz que lhe inflamara,
Em incertas, luminosas e claras horas.
Que de tantas foram doces e amargas,
Quebrantadas pela dama que se avizinhara,
Ferindo a claridade como negra faca.
E o céu de um azul esplendoroso,
Agonizava agora em tons opacos,
Para sangrar em real vermelho.
Gritando o prenúncio primeiro,
De que ainda muito cedo,
Moribundo morreria em preto.
Estando o mundo preso,
Sob imenso bloco negro,
No breu da abóbada gigantesca
Restou do sol o espelho.
Em estrondosa lua cheia
Como o prenuncio verdadeiro,
Do retorno da luz a seu reino.
E depois das escuras horas,
Retorna com fugaz frescor e alvor
Em esplendorosa alvorada de cores,
Rasgando o negro manto da noite.
Como quem resgata a vida da morte,
Vivificando de novo a natureza,
Desde seu primeiro e ardente beijo
Até o escaldante Sol do meio-dia.
ardia à natureza,
Esvaecida da luz que lhe inflamara,
Em incertas, luminosas e claras horas.
Que de tantas foram doces e amargas,
Quebrantadas pela dama que se avizinhara,
Ferindo a claridade como negra faca.
E o céu de um azul esplendoroso,
Agonizava agora em tons opacos,
Para sangrar em real vermelho.
Gritando o prenúncio primeiro,
De que ainda muito cedo,
Moribundo morreria em preto.
Estando o mundo preso,
Sob imenso bloco negro,
No breu da abóbada gigantesca
Restou do sol o espelho.
Em estrondosa lua cheia
Como o prenuncio verdadeiro,
Do retorno da luz a seu reino.
E depois das escuras horas,
Retorna com fugaz frescor e alvor
Em esplendorosa alvorada de cores,
Rasgando o negro manto da noite.
Como quem resgata a vida da morte,
Vivificando de novo a natureza,
Desde seu primeiro e ardente beijo
Até o escaldante Sol do meio-dia.
1 083
Silvaney Paes
Sol
De desconforto
ardia à natureza,
Esvaecida da luz que lhe inflamara,
Em incertas, luminosas e claras horas.
Que de tantas foram doces e amargas,
Quebrantadas pela dama que se avizinhara,
Ferindo a claridade como negra faca.
E o céu de um azul esplendoroso,
Agonizava agora em tons opacos,
Para sangrar em real vermelho.
Gritando o prenúncio primeiro,
De que ainda muito cedo,
Moribundo morreria em preto.
Estando o mundo preso,
Sob imenso bloco negro,
No breu da abóbada gigantesca
Restou do sol o espelho.
Em estrondosa lua cheia
Como o prenuncio verdadeiro,
Do retorno da luz a seu reino.
E depois das escuras horas,
Retorna com fugaz frescor e alvor
Em esplendorosa alvorada de cores,
Rasgando o negro manto da noite.
Como quem resgata a vida da morte,
Vivificando de novo a natureza,
Desde seu primeiro e ardente beijo
Até o escaldante Sol do meio-dia.
ardia à natureza,
Esvaecida da luz que lhe inflamara,
Em incertas, luminosas e claras horas.
Que de tantas foram doces e amargas,
Quebrantadas pela dama que se avizinhara,
Ferindo a claridade como negra faca.
E o céu de um azul esplendoroso,
Agonizava agora em tons opacos,
Para sangrar em real vermelho.
Gritando o prenúncio primeiro,
De que ainda muito cedo,
Moribundo morreria em preto.
Estando o mundo preso,
Sob imenso bloco negro,
No breu da abóbada gigantesca
Restou do sol o espelho.
Em estrondosa lua cheia
Como o prenuncio verdadeiro,
Do retorno da luz a seu reino.
E depois das escuras horas,
Retorna com fugaz frescor e alvor
Em esplendorosa alvorada de cores,
Rasgando o negro manto da noite.
Como quem resgata a vida da morte,
Vivificando de novo a natureza,
Desde seu primeiro e ardente beijo
Até o escaldante Sol do meio-dia.
1 083
Silvaney Paes
Sol
De desconforto
ardia à natureza,
Esvaecida da luz que lhe inflamara,
Em incertas, luminosas e claras horas.
Que de tantas foram doces e amargas,
Quebrantadas pela dama que se avizinhara,
Ferindo a claridade como negra faca.
E o céu de um azul esplendoroso,
Agonizava agora em tons opacos,
Para sangrar em real vermelho.
Gritando o prenúncio primeiro,
De que ainda muito cedo,
Moribundo morreria em preto.
Estando o mundo preso,
Sob imenso bloco negro,
No breu da abóbada gigantesca
Restou do sol o espelho.
Em estrondosa lua cheia
Como o prenuncio verdadeiro,
Do retorno da luz a seu reino.
E depois das escuras horas,
Retorna com fugaz frescor e alvor
Em esplendorosa alvorada de cores,
Rasgando o negro manto da noite.
Como quem resgata a vida da morte,
Vivificando de novo a natureza,
Desde seu primeiro e ardente beijo
Até o escaldante Sol do meio-dia.
ardia à natureza,
Esvaecida da luz que lhe inflamara,
Em incertas, luminosas e claras horas.
Que de tantas foram doces e amargas,
Quebrantadas pela dama que se avizinhara,
Ferindo a claridade como negra faca.
E o céu de um azul esplendoroso,
Agonizava agora em tons opacos,
Para sangrar em real vermelho.
Gritando o prenúncio primeiro,
De que ainda muito cedo,
Moribundo morreria em preto.
Estando o mundo preso,
Sob imenso bloco negro,
No breu da abóbada gigantesca
Restou do sol o espelho.
Em estrondosa lua cheia
Como o prenuncio verdadeiro,
Do retorno da luz a seu reino.
E depois das escuras horas,
Retorna com fugaz frescor e alvor
Em esplendorosa alvorada de cores,
Rasgando o negro manto da noite.
Como quem resgata a vida da morte,
Vivificando de novo a natureza,
Desde seu primeiro e ardente beijo
Até o escaldante Sol do meio-dia.
1 083
Regina Souza Vieira
Memória
Cheira
a café de manhã
Cheira a assados ao meu dia
Cheira a doce à tarde
À noite, a chuva cai.
Vem então o cheiro
Mistura de tantos outros
Que o dia transportou
Deixando neste último
o que melhor / pior passou.
Dele a memória guarda
a permanência daquele dia
Soma-se ainda a ele
o cheiro da chuva fria.
Ah, o fugaz olfato
Esse sentido que absorve
Das paixões a lembrança
Trazidas tão de repente
Num cheiro, o doce contente
ou o azedo inconformado
o perfume inesperado
exalando, às vezes, saudade!
Dulcíssima brevidade
Só o olfato se apercebe
Que todo segundo passa
Por esse ar que a gente bebe
E que só em nós se guarda
Quando uma semente solta
Dele em nós se embebe.
a café de manhã
Cheira a assados ao meu dia
Cheira a doce à tarde
À noite, a chuva cai.
Vem então o cheiro
Mistura de tantos outros
Que o dia transportou
Deixando neste último
o que melhor / pior passou.
Dele a memória guarda
a permanência daquele dia
Soma-se ainda a ele
o cheiro da chuva fria.
Ah, o fugaz olfato
Esse sentido que absorve
Das paixões a lembrança
Trazidas tão de repente
Num cheiro, o doce contente
ou o azedo inconformado
o perfume inesperado
exalando, às vezes, saudade!
Dulcíssima brevidade
Só o olfato se apercebe
Que todo segundo passa
Por esse ar que a gente bebe
E que só em nós se guarda
Quando uma semente solta
Dele em nós se embebe.
997
Luiz Felipe Coelho
E na ausência surgiu a vida
A ausência
era um gigantesco bloco,
estarrecedor desprezo ao fluxo do tempo.
Orquídeas habitavam suas fendas,
confraternizavam com as samambaias,
delirando bebadas da úmida verdade da Terra,
buscando a luz do Sol,
o vento e os pássaros.
Admirei-a, espantoso nada,
cadeira vazia, transparente janela a ressoar
nas breves melodias ensinadas pelo vento,
aprisionando o Universo do lado de dentro,
enquanto fabricava a vida e, aos poucos,
consegui enxergar sua totalidade,
o quase vazio onde cometas de luz nasciam.
Contornei a ausência por dentro de mim,
até vislumbrar sua interna clareira,
ninho de ventos a desabrochar,
e onde começava uma dura construção,
uma alegre doação.
Silenciei então e os ecos adormeceram,
grávidos de espanto.
era um gigantesco bloco,
estarrecedor desprezo ao fluxo do tempo.
Orquídeas habitavam suas fendas,
confraternizavam com as samambaias,
delirando bebadas da úmida verdade da Terra,
buscando a luz do Sol,
o vento e os pássaros.
Admirei-a, espantoso nada,
cadeira vazia, transparente janela a ressoar
nas breves melodias ensinadas pelo vento,
aprisionando o Universo do lado de dentro,
enquanto fabricava a vida e, aos poucos,
consegui enxergar sua totalidade,
o quase vazio onde cometas de luz nasciam.
Contornei a ausência por dentro de mim,
até vislumbrar sua interna clareira,
ninho de ventos a desabrochar,
e onde começava uma dura construção,
uma alegre doação.
Silenciei então e os ecos adormeceram,
grávidos de espanto.
757
Nuno Filipe Torres Dias
A Ti
O dia abstém-se
com o fulgor da aurora,
Entre azáfama das gentes
Que murmuram cansaço de outrora
E eu perdido nos teus olhos comoventes.
A noite faz-se durante horas
Com um toque de fundo das nascentes,
Que procuram o seu destino entre vidas abstinentes.
E eu perdido na magia do teu sorriso, querendo saber onde moras.
Assim, faz-se vinte e quatro horas,
Numa admiração incessante da tua graça, Onde o sentimento não se desfaça.
E, com os olhos postos em ti, pensares vagueiam em mim,
Com palpitações que se confundem com crateras vivas.
Por isso, vejo-te como começo e fim.
com o fulgor da aurora,
Entre azáfama das gentes
Que murmuram cansaço de outrora
E eu perdido nos teus olhos comoventes.
A noite faz-se durante horas
Com um toque de fundo das nascentes,
Que procuram o seu destino entre vidas abstinentes.
E eu perdido na magia do teu sorriso, querendo saber onde moras.
Assim, faz-se vinte e quatro horas,
Numa admiração incessante da tua graça, Onde o sentimento não se desfaça.
E, com os olhos postos em ti, pensares vagueiam em mim,
Com palpitações que se confundem com crateras vivas.
Por isso, vejo-te como começo e fim.
1 129
Nuno Filipe Torres Dias
A Ti
O dia abstém-se
com o fulgor da aurora,
Entre azáfama das gentes
Que murmuram cansaço de outrora
E eu perdido nos teus olhos comoventes.
A noite faz-se durante horas
Com um toque de fundo das nascentes,
Que procuram o seu destino entre vidas abstinentes.
E eu perdido na magia do teu sorriso, querendo saber onde moras.
Assim, faz-se vinte e quatro horas,
Numa admiração incessante da tua graça, Onde o sentimento não se desfaça.
E, com os olhos postos em ti, pensares vagueiam em mim,
Com palpitações que se confundem com crateras vivas.
Por isso, vejo-te como começo e fim.
com o fulgor da aurora,
Entre azáfama das gentes
Que murmuram cansaço de outrora
E eu perdido nos teus olhos comoventes.
A noite faz-se durante horas
Com um toque de fundo das nascentes,
Que procuram o seu destino entre vidas abstinentes.
E eu perdido na magia do teu sorriso, querendo saber onde moras.
Assim, faz-se vinte e quatro horas,
Numa admiração incessante da tua graça, Onde o sentimento não se desfaça.
E, com os olhos postos em ti, pensares vagueiam em mim,
Com palpitações que se confundem com crateras vivas.
Por isso, vejo-te como começo e fim.
1 129
Emídia Felipe
Os Muros
Deitado
no telhado vejo as estrelas
que as luzes da cidade escondem;
Com os pés no chão vou voando
Viajando só com o pensamento
Esbarrando nos montes de cimento;
A alma já acostumada com o breu;
O corpo já sabe de todas as dores;
A cabeça já cheia de tanta fumaça;
Os olhos já vacinados contra os horrores;
As mãos já grudadas na vidraça;
Olhe pra cima e agradeça;
È difícil buscar o que é bom;
Já basta de tanta maldade;
Pule os muros da cidade;
Vá buscar o que é bom;
Vá atrás do seu pássaro;
Vai menino do mundo;
Vai atrás do que é raro;
Vá buscar o que é bom.
no telhado vejo as estrelas
que as luzes da cidade escondem;
Com os pés no chão vou voando
Viajando só com o pensamento
Esbarrando nos montes de cimento;
A alma já acostumada com o breu;
O corpo já sabe de todas as dores;
A cabeça já cheia de tanta fumaça;
Os olhos já vacinados contra os horrores;
As mãos já grudadas na vidraça;
Olhe pra cima e agradeça;
È difícil buscar o que é bom;
Já basta de tanta maldade;
Pule os muros da cidade;
Vá buscar o que é bom;
Vá atrás do seu pássaro;
Vai menino do mundo;
Vai atrás do que é raro;
Vá buscar o que é bom.
1 079
Jorge Viegas
Amando a Lua
O sonho é uma verdade nua
Pintado de rosa
Como a imensidão da prosa.
O sentido encontra as razões
Mais sensíveis e profundas
No emaranhado das emoções
Canções povoam a auréola das estrelas
Sedutoras fontes incandescentes
Içam-se as velas transparentes
Navega-se pelos reflexos inspiradores
Captando aromas da brisa sensual
E descobre-se a linha harmoniosa do poente...
Amando na lua
O vento liberta os gestos
Os sentidos tornam-se modestos
O azul brilha nas palavras
E o coração fala pelo olhar.
Pintado de rosa
Como a imensidão da prosa.
O sentido encontra as razões
Mais sensíveis e profundas
No emaranhado das emoções
Canções povoam a auréola das estrelas
Sedutoras fontes incandescentes
Içam-se as velas transparentes
Navega-se pelos reflexos inspiradores
Captando aromas da brisa sensual
E descobre-se a linha harmoniosa do poente...
Amando na lua
O vento liberta os gestos
Os sentidos tornam-se modestos
O azul brilha nas palavras
E o coração fala pelo olhar.
1 431
Jorge Viegas
Amando a Lua
O sonho é uma verdade nua
Pintado de rosa
Como a imensidão da prosa.
O sentido encontra as razões
Mais sensíveis e profundas
No emaranhado das emoções
Canções povoam a auréola das estrelas
Sedutoras fontes incandescentes
Içam-se as velas transparentes
Navega-se pelos reflexos inspiradores
Captando aromas da brisa sensual
E descobre-se a linha harmoniosa do poente...
Amando na lua
O vento liberta os gestos
Os sentidos tornam-se modestos
O azul brilha nas palavras
E o coração fala pelo olhar.
Pintado de rosa
Como a imensidão da prosa.
O sentido encontra as razões
Mais sensíveis e profundas
No emaranhado das emoções
Canções povoam a auréola das estrelas
Sedutoras fontes incandescentes
Içam-se as velas transparentes
Navega-se pelos reflexos inspiradores
Captando aromas da brisa sensual
E descobre-se a linha harmoniosa do poente...
Amando na lua
O vento liberta os gestos
Os sentidos tornam-se modestos
O azul brilha nas palavras
E o coração fala pelo olhar.
1 431
Jorge Viegas
Pintando Emoções
Ao
som das doces cascatas
Pintas castelos cintilantes
Abraças íntimos desejos
E absorves calores adormecidos
Dentro de sonhos distantes.
Flutuam seduções na doce brisa do luar
Invadindo as sombras da humildade.
Desvanecem-se os segredos da noite estrelada
Indefinidamente subtis
Na corrente azulada do interior da felicidade.
Brilhos mágicos seduzem eternas ilusões,
Os sentidos deslizam delicadamente acordados,
Abertamente apaixonados,
Incendiando aveludados mistérios
Plantados nos jardins dos mitos.
Multiplicam-se melodias encantadas,
Recordações sem limites emergentes
Puras verdades inteligentes
No império das virtudes imperceptíveis.
Ao som das doces cascatas
Pintas castelos cintilantes
Dentro de sonhos distantes...
som das doces cascatas
Pintas castelos cintilantes
Abraças íntimos desejos
E absorves calores adormecidos
Dentro de sonhos distantes.
Flutuam seduções na doce brisa do luar
Invadindo as sombras da humildade.
Desvanecem-se os segredos da noite estrelada
Indefinidamente subtis
Na corrente azulada do interior da felicidade.
Brilhos mágicos seduzem eternas ilusões,
Os sentidos deslizam delicadamente acordados,
Abertamente apaixonados,
Incendiando aveludados mistérios
Plantados nos jardins dos mitos.
Multiplicam-se melodias encantadas,
Recordações sem limites emergentes
Puras verdades inteligentes
No império das virtudes imperceptíveis.
Ao som das doces cascatas
Pintas castelos cintilantes
Dentro de sonhos distantes...
1 400
Emídia Felipe
A Noite
De noite,
quando as bocas calam
e as almas passeiam
tudo vira refúgio
todos os ruídos
viram suspeitos
e as sombras
cúmplices
Os cantos
de todos os lados
viram abrigo
De noite
livre do barulho do mundo
posso saber de mim
Tudo se afasta
e posso sair
cair
sorrir
só
O véu escuro lá fora
me faz lembrar
que de manhã
tudo volta
quando as bocas calam
e as almas passeiam
tudo vira refúgio
todos os ruídos
viram suspeitos
e as sombras
cúmplices
Os cantos
de todos os lados
viram abrigo
De noite
livre do barulho do mundo
posso saber de mim
Tudo se afasta
e posso sair
cair
sorrir
só
O véu escuro lá fora
me faz lembrar
que de manhã
tudo volta
919
Lucas Tenório
A uma Nau
Flutua... flutua e me leva aos esquadros
Ó nau dos meus sonhos, mágica e bela...
Pinta-me a natureza em doirada tela
E traz-me à presença o mais belo dos quadros.
Viaja comigo até o fim do horizonte,
Onde se acaba o arco-íris em policromia
E dos últimos fachos dessa luz do dia,
me apresente o luar, às nuvens defronte.
Que as horas me esqueçam, e que siga em vão...
Que seja primavera em toda a estação
E pássaros cantem melodias queridas.
Pois que ao morrer, ó minha singela nave,
Quero levar-te esse tempo para uma nova vida
E contigo vagar por toda a eternidade.
Ó nau dos meus sonhos, mágica e bela...
Pinta-me a natureza em doirada tela
E traz-me à presença o mais belo dos quadros.
Viaja comigo até o fim do horizonte,
Onde se acaba o arco-íris em policromia
E dos últimos fachos dessa luz do dia,
me apresente o luar, às nuvens defronte.
Que as horas me esqueçam, e que siga em vão...
Que seja primavera em toda a estação
E pássaros cantem melodias queridas.
Pois que ao morrer, ó minha singela nave,
Quero levar-te esse tempo para uma nova vida
E contigo vagar por toda a eternidade.
708
Lucas Tenório
A uma Nau
Flutua... flutua e me leva aos esquadros
Ó nau dos meus sonhos, mágica e bela...
Pinta-me a natureza em doirada tela
E traz-me à presença o mais belo dos quadros.
Viaja comigo até o fim do horizonte,
Onde se acaba o arco-íris em policromia
E dos últimos fachos dessa luz do dia,
me apresente o luar, às nuvens defronte.
Que as horas me esqueçam, e que siga em vão...
Que seja primavera em toda a estação
E pássaros cantem melodias queridas.
Pois que ao morrer, ó minha singela nave,
Quero levar-te esse tempo para uma nova vida
E contigo vagar por toda a eternidade.
Ó nau dos meus sonhos, mágica e bela...
Pinta-me a natureza em doirada tela
E traz-me à presença o mais belo dos quadros.
Viaja comigo até o fim do horizonte,
Onde se acaba o arco-íris em policromia
E dos últimos fachos dessa luz do dia,
me apresente o luar, às nuvens defronte.
Que as horas me esqueçam, e que siga em vão...
Que seja primavera em toda a estação
E pássaros cantem melodias queridas.
Pois que ao morrer, ó minha singela nave,
Quero levar-te esse tempo para uma nova vida
E contigo vagar por toda a eternidade.
708
Jorge Viegas
Magia
Quando pela manhã se abrem as janelas
E entra a brisa da felicidade, isto é magia.
Quando se cheira uma rosa encantada
E se sente o perfume de um beijo ardente, isto é magia.
Quando os raios escaldantes do sol
Se transformam em fonte eterna, isto é magia.
Quando se mergulha nas gotas da chuva
E navegamos pela imensidão, isto é magia.
Quando se toca na cores quentes do por do sol
E descobrimos cânticos dourados, isto é magia.
Quando se vê no reflexo do brilho do luar
Os contornos íntimos da sua beleza,
Se sente o perfume ardente do teu beijo,
O calor penetrante da tua ternura,
A imensidão absorvente do teu carinho,
Isto é AMOR.
E entra a brisa da felicidade, isto é magia.
Quando se cheira uma rosa encantada
E se sente o perfume de um beijo ardente, isto é magia.
Quando os raios escaldantes do sol
Se transformam em fonte eterna, isto é magia.
Quando se mergulha nas gotas da chuva
E navegamos pela imensidão, isto é magia.
Quando se toca na cores quentes do por do sol
E descobrimos cânticos dourados, isto é magia.
Quando se vê no reflexo do brilho do luar
Os contornos íntimos da sua beleza,
Se sente o perfume ardente do teu beijo,
O calor penetrante da tua ternura,
A imensidão absorvente do teu carinho,
Isto é AMOR.
1 960
Jorge Viegas
Magia
Quando pela manhã se abrem as janelas
E entra a brisa da felicidade, isto é magia.
Quando se cheira uma rosa encantada
E se sente o perfume de um beijo ardente, isto é magia.
Quando os raios escaldantes do sol
Se transformam em fonte eterna, isto é magia.
Quando se mergulha nas gotas da chuva
E navegamos pela imensidão, isto é magia.
Quando se toca na cores quentes do por do sol
E descobrimos cânticos dourados, isto é magia.
Quando se vê no reflexo do brilho do luar
Os contornos íntimos da sua beleza,
Se sente o perfume ardente do teu beijo,
O calor penetrante da tua ternura,
A imensidão absorvente do teu carinho,
Isto é AMOR.
E entra a brisa da felicidade, isto é magia.
Quando se cheira uma rosa encantada
E se sente o perfume de um beijo ardente, isto é magia.
Quando os raios escaldantes do sol
Se transformam em fonte eterna, isto é magia.
Quando se mergulha nas gotas da chuva
E navegamos pela imensidão, isto é magia.
Quando se toca na cores quentes do por do sol
E descobrimos cânticos dourados, isto é magia.
Quando se vê no reflexo do brilho do luar
Os contornos íntimos da sua beleza,
Se sente o perfume ardente do teu beijo,
O calor penetrante da tua ternura,
A imensidão absorvente do teu carinho,
Isto é AMOR.
1 960
Agostina Akemi Sasaoka
Ligações Cruas
Gemeu
a escuridão...
No abraço silencioso
entre o muro e a noite,
tombaram os corpos.
Sobre as almas,
escorreram a dor e a paixão...
Por todas as esquinas,
esqueceram seus beijos
os amantes nictálopes.
Cada beco
ficou úmido, extático...
Tocaram, trocaram-se.
Um gomo de prazer
fartou o sono.
Assim,
o sexo se ajoelhou
perante as estrelas
e transpirou amor.
a escuridão...
No abraço silencioso
entre o muro e a noite,
tombaram os corpos.
Sobre as almas,
escorreram a dor e a paixão...
Por todas as esquinas,
esqueceram seus beijos
os amantes nictálopes.
Cada beco
ficou úmido, extático...
Tocaram, trocaram-se.
Um gomo de prazer
fartou o sono.
Assim,
o sexo se ajoelhou
perante as estrelas
e transpirou amor.
841
Luiz Felipe Coelho
Talvez um conto de Andersen
Há silenciosos
bosques na memória,
tão solenes que lá os deuses não entram,
vida e morte congelados em denso nevoeiro
a confundir o eterno ciclo do tempo.
Tenebrosas fábulas os povoam
imagens de trevas, feitiços e bruxas
árvores que perderam a casca:
seu duro interior exposto rejeita marcas
de canivetes de namorados,
folhas sêcas não mais beijadas pela luz do Sol
esperam inutilmente ventos que as levarão
para longe,
para fora dos densos remansos,
para dentro do eterno reciclar dos insetos,
das bactérias e dos cogumelos,
galhos e troncos onde nunca crianças subirão
e que cansaram de se erguer para o céu.
Quando lá entramos
vindos dos longos corredores do sonho
sentimos o frio terror do reverso do espelho
e ouvimos o convite do cansaço
para deitar, para dormir,para o final.
bosques na memória,
tão solenes que lá os deuses não entram,
vida e morte congelados em denso nevoeiro
a confundir o eterno ciclo do tempo.
Tenebrosas fábulas os povoam
imagens de trevas, feitiços e bruxas
árvores que perderam a casca:
seu duro interior exposto rejeita marcas
de canivetes de namorados,
folhas sêcas não mais beijadas pela luz do Sol
esperam inutilmente ventos que as levarão
para longe,
para fora dos densos remansos,
para dentro do eterno reciclar dos insetos,
das bactérias e dos cogumelos,
galhos e troncos onde nunca crianças subirão
e que cansaram de se erguer para o céu.
Quando lá entramos
vindos dos longos corredores do sonho
sentimos o frio terror do reverso do espelho
e ouvimos o convite do cansaço
para deitar, para dormir,para o final.
854
Jorge Viegas
Lenda dos Sonhos
Noite
lenta, eterna, magia dos espíritos...
Apalpo a distância do movimento...
O brilho profundo do luar
Aquece o gesto sentido do amor
E transformo-te na lenda dos sonhos.
As estrelas cantam o brilho sublime
Dentro da ternura do teu olhar
Reflectindo sobre a imensidão do oceano
O calor sensual do teu abraço.
Murmúrios delicioso povoam os céus
Embalando a doçura dos teus beijos
E o arco-íris eleva-se no horizonte
Colorindo as ondas quentes dos teus cabelos
Por onde navegam as verdades dos teus sentimentos.
Os sentidos flutuam pelo aroma verdadeiro
Da simplicidade da tua generosidade
Criando a simbiose dos teus desejos.
Na canção embriagante dos sinos celestiais
Envolvo-me na tua sinceridade
E torno-te eterna dentro do meu peito.
lenta, eterna, magia dos espíritos...
Apalpo a distância do movimento...
O brilho profundo do luar
Aquece o gesto sentido do amor
E transformo-te na lenda dos sonhos.
As estrelas cantam o brilho sublime
Dentro da ternura do teu olhar
Reflectindo sobre a imensidão do oceano
O calor sensual do teu abraço.
Murmúrios delicioso povoam os céus
Embalando a doçura dos teus beijos
E o arco-íris eleva-se no horizonte
Colorindo as ondas quentes dos teus cabelos
Por onde navegam as verdades dos teus sentimentos.
Os sentidos flutuam pelo aroma verdadeiro
Da simplicidade da tua generosidade
Criando a simbiose dos teus desejos.
Na canção embriagante dos sinos celestiais
Envolvo-me na tua sinceridade
E torno-te eterna dentro do meu peito.
1 452
Jorge Viegas
Lenda dos Sonhos
Noite
lenta, eterna, magia dos espíritos...
Apalpo a distância do movimento...
O brilho profundo do luar
Aquece o gesto sentido do amor
E transformo-te na lenda dos sonhos.
As estrelas cantam o brilho sublime
Dentro da ternura do teu olhar
Reflectindo sobre a imensidão do oceano
O calor sensual do teu abraço.
Murmúrios delicioso povoam os céus
Embalando a doçura dos teus beijos
E o arco-íris eleva-se no horizonte
Colorindo as ondas quentes dos teus cabelos
Por onde navegam as verdades dos teus sentimentos.
Os sentidos flutuam pelo aroma verdadeiro
Da simplicidade da tua generosidade
Criando a simbiose dos teus desejos.
Na canção embriagante dos sinos celestiais
Envolvo-me na tua sinceridade
E torno-te eterna dentro do meu peito.
lenta, eterna, magia dos espíritos...
Apalpo a distância do movimento...
O brilho profundo do luar
Aquece o gesto sentido do amor
E transformo-te na lenda dos sonhos.
As estrelas cantam o brilho sublime
Dentro da ternura do teu olhar
Reflectindo sobre a imensidão do oceano
O calor sensual do teu abraço.
Murmúrios delicioso povoam os céus
Embalando a doçura dos teus beijos
E o arco-íris eleva-se no horizonte
Colorindo as ondas quentes dos teus cabelos
Por onde navegam as verdades dos teus sentimentos.
Os sentidos flutuam pelo aroma verdadeiro
Da simplicidade da tua generosidade
Criando a simbiose dos teus desejos.
Na canção embriagante dos sinos celestiais
Envolvo-me na tua sinceridade
E torno-te eterna dentro do meu peito.
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Luiz Felipe Coelho
Infância
Nuvens
da infância
se aglomeram a confabular
a ameaçar trovões, raios, inundações
a mudar de forma,
massinha de modelar amassada pelo vento,
nossos cúmplices a combinar travessuras.
Nas ruas alagadas,
nas poças dos quintais,
nos rios que surgiram nos meio-fios,
acontecem coisas interessantes, árvores caem
e todos se sujam de lama.
Talvez não haja aulas,
talvez falte luz
e possamos brincar acendendo velas
e fazendo sombras nas paredes.
da infância
se aglomeram a confabular
a ameaçar trovões, raios, inundações
a mudar de forma,
massinha de modelar amassada pelo vento,
nossos cúmplices a combinar travessuras.
Nas ruas alagadas,
nas poças dos quintais,
nos rios que surgiram nos meio-fios,
acontecem coisas interessantes, árvores caem
e todos se sujam de lama.
Talvez não haja aulas,
talvez falte luz
e possamos brincar acendendo velas
e fazendo sombras nas paredes.
852
Luiz Felipe Coelho
Colinas
Suaves morros se sucediam
-verdes pastos,
raros bois,
desertos de capim-
e exibiam silenciosos discursos
aos que passavam na estrada.
Sim,
já tinham sido cobertos por imensas matas
a darem trabalho para índios,
bandeirantes, padres e quem mais
desejasse atravessá-las.
Sim,
já tinham visto o ouro de Minas fluir,
tropas de burros com soldados,
civis e agentes do distante Rei,
seus passos ecoando em trilhas e vales.
Sim,
já tinham sido vastos cafezais
de dominadores barões do Império,
enquanto o café seguia para longe,
por longos trilhos e dormentes hoje insones.
Pessoas inumeráveis
também murmuravam inaudíveis silêncios:
índios e caciques, brancos e escravos,
pobres e ricos, ingleses e caboclos,
mestiços e barões, todos já mandaram
e já obedeceram, já respiraram
e já os esquecemos.
Matas, ouro, plantações, pessoas...
muito viveu e muito desapareceu.
Das vidas sacrificadas pelo tempo,
nada sabemos, suas gargalhada e choros
não mais ecoam, suas tristezas e felicidades
desapareceram. O opaco presente silencia,
invisível alambique a destilar
esquecimento e ternura.
Só o céu, o mesmo céu azul e frio,
nos envolve com o mesmo manto de silêncios,
nos contamina com o que nada mais é,
e falamos.
Ou talvez calemos, não sabendo
se tremeremos inquietos pelo passado
ou pelo futuro, não sabendo
que perguntas acordarão o gênio maligno
que Salomão aprisionou na garrafa
e o jogou no esquecimento do oceano.
Algum dia seremos também punidos
com o eterno desaparecimento,
tudo será deserto à nossa volta,
tudo será esquecido. Então, alguém,
passando por alguma estrada se interrogará
sobre os mundos desaparecidos
e sobre os que os habitavam.
E nós também os olharemos,
invisíveis.
-verdes pastos,
raros bois,
desertos de capim-
e exibiam silenciosos discursos
aos que passavam na estrada.
Sim,
já tinham sido cobertos por imensas matas
a darem trabalho para índios,
bandeirantes, padres e quem mais
desejasse atravessá-las.
Sim,
já tinham visto o ouro de Minas fluir,
tropas de burros com soldados,
civis e agentes do distante Rei,
seus passos ecoando em trilhas e vales.
Sim,
já tinham sido vastos cafezais
de dominadores barões do Império,
enquanto o café seguia para longe,
por longos trilhos e dormentes hoje insones.
Pessoas inumeráveis
também murmuravam inaudíveis silêncios:
índios e caciques, brancos e escravos,
pobres e ricos, ingleses e caboclos,
mestiços e barões, todos já mandaram
e já obedeceram, já respiraram
e já os esquecemos.
Matas, ouro, plantações, pessoas...
muito viveu e muito desapareceu.
Das vidas sacrificadas pelo tempo,
nada sabemos, suas gargalhada e choros
não mais ecoam, suas tristezas e felicidades
desapareceram. O opaco presente silencia,
invisível alambique a destilar
esquecimento e ternura.
Só o céu, o mesmo céu azul e frio,
nos envolve com o mesmo manto de silêncios,
nos contamina com o que nada mais é,
e falamos.
Ou talvez calemos, não sabendo
se tremeremos inquietos pelo passado
ou pelo futuro, não sabendo
que perguntas acordarão o gênio maligno
que Salomão aprisionou na garrafa
e o jogou no esquecimento do oceano.
Algum dia seremos também punidos
com o eterno desaparecimento,
tudo será deserto à nossa volta,
tudo será esquecido. Então, alguém,
passando por alguma estrada se interrogará
sobre os mundos desaparecidos
e sobre os que os habitavam.
E nós também os olharemos,
invisíveis.
896
Jorge Viegas
Sonho Azul
Voando
fechado no tempo,
Encontro momentos à muito perdidos.
Nos vales do paraíso
Infiltro a magia da liberdade
Nas veias da imaginação
E navego pela leveza do esplendor.
Acendo a tocha da reflexão
Embalo os sentimentos nos fluidos do silêncio
E abro a janela da criação
Vem comigo desvendar os mistérios da primavera
Delicadamente sentada no brilho das águas cristalinas,
Vaguear por entre os sons da inocência
E saborear a profundidade da beleza do carinho.
Vem decifrar as doces linhas dos enigmas
Que se escondem na beleza dos murmúrios do vento
E nas cores quentes do por do sol.
Vem percorrer as ondas do magnetismo absorvente
Do brilho dos olhares apaixonados pela sensual motivação
Da união de dois sentimentos.
Vem absorver essas gotas criadoras de sonhos interruptos
Que derrubam montanhas inexploráveis
Criando riachos por onde deslizas delicadamente deitada.
Vem provar o amor.
fechado no tempo,
Encontro momentos à muito perdidos.
Nos vales do paraíso
Infiltro a magia da liberdade
Nas veias da imaginação
E navego pela leveza do esplendor.
Acendo a tocha da reflexão
Embalo os sentimentos nos fluidos do silêncio
E abro a janela da criação
Vem comigo desvendar os mistérios da primavera
Delicadamente sentada no brilho das águas cristalinas,
Vaguear por entre os sons da inocência
E saborear a profundidade da beleza do carinho.
Vem decifrar as doces linhas dos enigmas
Que se escondem na beleza dos murmúrios do vento
E nas cores quentes do por do sol.
Vem percorrer as ondas do magnetismo absorvente
Do brilho dos olhares apaixonados pela sensual motivação
Da união de dois sentimentos.
Vem absorver essas gotas criadoras de sonhos interruptos
Que derrubam montanhas inexploráveis
Criando riachos por onde deslizas delicadamente deitada.
Vem provar o amor.
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