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Tomé Joaquim Gonzaga

Tomé Joaquim Gonzaga

1738–1819 · viveu 81 anos BR BR

n. 1738-01-01, Rio de Janeiro · m. 1819-01-01, Lisboa

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Biografia
Jurisconsulto, poeta e tradutor. Cavaleiro professo da Ordem de S. Bento de Avis. Estudou e concluiu o curso de Jurisprudência na Universidade de Coimbra. Auditor do 2º. Regimento de Infantaria da Baía, regressou ao reino em 1783, como capitão do Regimento de Cavalaria do Cais, ao mesmo tempo que assumiu o cargo de advogado nos auditórios da corte, sendo ainda nomeado desembargador honorário da Relação do Porto. Autor muito pouco referenciado e algumas vezes confundido com o seu primo Tomás António Gonzaga, merece contudo a maior atenção de Inocêncio F. da Silva, que salienta a sua acção divulgadora como tradutor em verso das óperas que se representavam em S. Carlos, e adianta: «As versões por ele feitas, conquanto sejam anónimas facilmente se distinguem de outras que lhe não pertencem, escritas umas em má prosa e outras em alcunhados versos que para nada prestam.» E ainda: «Além da tradução do Pastor Fido, obra da sua mocidade e a única que deu à luz, parece que compusera muitas poesias nos géneros lírico e bucólico sendo contudo este último o da sua predilecção. Porém, nada disto se imprimiu [...].» Quanto às traduções dos dramas líricos representados em S. Carlos, Inocêncio tem por «indubitavelmente de Gonzaga» as seguintes: La Lodoiska: Drama (representado em 1796) Il Furbo contra aI Furbo: Comédia (repres. em 1800); La Zaira: Tragédia (repres. em 1802); La Morte di Cleopatra: Drama; La Merope: Drama (repres. em 1804); La Pulcella di Rab: Drama (repres. em 1804); Ginevra di Scozia: Drama Heróico (repres. em 1805); Il conte di Saldagna: Drama Sério (repres. em 1807).

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