Vergílio Ferreira

Vergílio Ferreira

1916–1996 · viveu 80 anos PT PT

Vergílio António Ferreira was a highly influential Portuguese writer, poet, novelist, playwright, essayist, and literary critic. He is regarded as one of the most significant figures in 20th-century Portuguese literature, known for his intellectual depth and exploration of existential themes. His work often grapples with questions of identity, freedom, and the human condition.

n. 1916-01-28, Freguesia de Melo · m. 1996-03-01, Lisboa

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Biografia
Vergílio Ferreira (1916-1996) was a prominent Portuguese intellectual and literary figure. Born in Melo, Gouveia, he pursued a career in teaching and writing, becoming a prolific author whose works spanned various genres. His novels, such as 'Aparição' and 'Manhã Submersa,' are celebrated for their philosophical richness and stylistic innovation. Ferreira's writing is characterized by its introspective nature, exploring the complexities of human consciousness and the search for meaning in a seemingly absurd world. He was also a respected essayist and critic, contributing significantly to literary discourse in Portugal. His literary legacy is marked by his profound engagement with existentialism and his enduring influence on subsequent generations of Portuguese writers.

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Jose Manuel Coelho
Jose Manuel Coelho

Depois de escrever o texto acima, acerca da amizade que uniu o meu pai e VF fui ver a sua biografia e li que ele veio para Lisboa em 1959 para lecionar no Liceu Camões. Como eu nasci em 53 teria seis anos nessa altura e como escrevi antes as memórias das visitas a casa de VF são muito difusas devido à minha tenra idade e, sim foi por essa altura que deixámos de ir visitá-lo. Logo a seguir, dois anos depois, o meu pai foi para Angola, em Março de 61, no primeiro contingente de militares mobilizado para essa guerra sem sentido que deixou marcas profundas naquilo que até hoje sou. Nessa altura não "existia" o stress pós-traumático que deixou marcas profundas no meu pai, não só por integrado a primeira companhia a chegar a Nambuangongo e deparar-se com cabeças espetadas em estacas ao longo das "picadas" e por toda essa zona dos Dembos. Treze anos depois foi a minha vez, por isso desertei do Exército Português e fui-me juntar aos guerrilheiros do MPLA. Sorte a minha foi, passado meia dúzia de meses, acontecido o 25 de Abril.

Jose Manuel Coelho
Jose Manuel Coelho

Não me atrevo a comentar a obra literária de Virgílio Ferreira porque foi por mero acaso que me deparei com esta página de &Escritas.org e esse acaso recordou-me o homem. Hoje tenho 71 anos e recordei-me de na minha infância, aos cinco, seis anos, ter acompanhado os meus pais a casa de um senhor que disse-me, mais tarde, que aquele senhor era um escritor, uma pessoa muito culta e com quem ele gostava de conversar. Lembro-me por isso de ter ido a casa de VF várias vezes e de outras vezes ele ir à nossa casa jantar e conversar. Morávamos na mesma rua, a Rua da Esperança nas Caldas da Rainha. As nossas casas não eram separadas por mais de cinquenta metros. O meu pai era militar de carreira e esse Senhor, que eu me lembre, era das poucas pessoas que ia lá a casa. O meu pai morreu há dez anos mas o VF morreu muito antes. Foi a minha mãe que um dia me deu a notícia do seu passamento.