Coelho de Carvalho

Coelho de Carvalho foi um poeta e escritor português, cuja obra se insere no panorama da poesia portuguesa, explorando temas como a natureza, a espiritualidade e a condição humana com uma linguagem cuidada e um tom muitas vezes melancólico. A sua produção literária contribuiu para o enriquecimento da poesia do século XX em Portugal.

Tavira
1934 Arade
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Alguns Poemas

A sua obra de polígrafo ficou ligada às múltiplas actividades e funções que assumiu – jurista, formado em Direito pela Universidade de Coimbra, de que viria a ser reitor, escreve sobre história do direito romano; sócio e presidente da Academia das Ciências, redige pareceres de admissão e pronuncia-se sobre aspectos institucionais da língua pátria; diplomata de carreira intermitente, investido em representações consulares de Xangai a Huelva, regista e publicita notas de viagem e de confronto de culturas estrangeiras com a cultura nacional, que entretanto procura iluminar através de estudos de história de arte e de histórica política – e não teve incidências relevantes nas suas criações literárias (líricas e dramáticas). É a feição poética que começa por evidenciar no século XIX, na situação estético-ideológica da geração intervalar que vem na peugada da Geração de 70 e precede a reacção antipositivista e esteticista do fim-de-século. Em 1878 dá a conhecer o poema dramático O Cântico dos Cânticos, denunciador, antes de mais, de um interesse bíblico que permanecerá na ulterior criação lírica e que levará até à versão dos Salmos davídicos (1893); por outro lado, suscitando com uma fluida versificação de decassílabos brancos, por vezes assonantes, uma impressão favorável contrariada pela adjectivação e os hipérbatos de uma academização tardia da linguagem da tradição romântica, O Cântico dos Cânticos mistura uma imagística efectivamente remanescente dos Salmos com um exotismo livresco (e com tiques afectados de um bucolismo que mais tarde retemperará na tradução de Écoglas virgilianas, 1901). Entretanto, o poema dramático singularizava-se pela incoincidência das paixões sensuais de Salomão e da Sulamite, pois esta ama um pastor da sua aldeia, a quem se entrega e com quem se une no retorno à terra natal, com desprezo pelos faustos salomónicos. Subjaz a esta efabulação, afinal, uma reivindicação pequeno-burguesa e um correlato moralismo laico sintetizados, no final, pela fala de um Sábio. Com os textos líricos e lírico-dramáticos coevos organiza Coelho de Carvalho a colectânea Ervas, integrada em 1884 no volume Versos, que recolhe também O Cântico dos Cânticos. Predominam em Ervas uma poesia de clareza discursiva e prosódia correcta, um conúbio de sensibilidade incontinente e de estética da naturalidade próprio, por exemplo, de um Bulhão Pato. Nota-se, aí, uma hesitante denúncia da miséria social (v. g. «História simples»), envolta logo em idealização sentimental e em caução religiosa. Esta é curiosa num poeta que tanto se entrega à paráfrase evangélica («O Monte das Oliveiras») como explora o tema da proscrição dos deuses helénicos (em torno da exclamação de Michelet... e de Eça: «O grande Pan é morto!») no sentido da oposição cristianismo versus natureza, em conexão com acenos, afinal inconsequentes, a uma erótica desinibida («Poema da carne») sob o signo da Vénus Anadiómena. Versos apresentava, todavia, dois vectores relevantes: um, corrente na época e articulado com as caraterísticas já apontadas, chamaria então mais as atenções; outro terá passado despercebido, apesar de ser bem mais raro. O primeiro encontra a melhor expressão no texto final, «Transfiguração», que dramatiza o avatar positivista do titanismo romântico, com a voz de uma «Visão» a opor-se, na senda de Prometeu, a Júpiter e a Cristo, esclarecendo e emancipando profeticamente o Poeta: derramada pela Terra a luz auroral da Ciência, surgirá «Nova religião – o Deus Humanidade! / possui dois dogmas só – Amor e Liberdade! / E o culto fraternal entoa a nova missa, / Mostrando às multidões a hóstia da Justiça / Erguida sobre a terra, altar d'alma pureza... // O Padre é a Consciência e o templo é a Natureza.» Paralelamente, Coelho de Carvalho, que era por então uma das poucas relações de Cesário nos meios literários (as suas Viagens, 1888, são constituídas por «Cartas e notas destinadas a Cesário Verde em 1884»), ensaiava em Ervas um tipo de poesia afim dos textos paradigmáticos do amigo. Realizava-o, sem dúvida, no lançamento narrativo-descritivo de «A merenda» e sobretudo na abertura e no fecho das «Impressões» sintomaticamente dedicadas a Eça de Queirós: impressiona na secção «De noite» o parentesco com Cesário, no misto de atracção e enervamento perante a cidade e na notação flagrante e impressionista. No século XX é como dramaturgo que Coelho de Carvalho se evidencia. Muito dado à adaptação de originais estrangeiros (traduções de Ésquilo, Shakespeare, Feliú y Codina, Molière, Augier, etc.; versão livre do Fausto goethiano numa «tragicomédia em cinco jornadas andadas em Coimbra em fins do século XVII: O Gran-Doutor, 1926), cria uma breve obra teatral hoje injustamente esquecida, mas no seu tempo atacada pelos censores e valorizada pela crítica: Casamento de Conveniência (1904), contra o matrimónio tradicional e em prol do divórcio; O Filho Doutor (1906), crítica acerba ao ensino coimbrão; A Infelicidade Legal (1911), de novo contra o casamento institucional e em favor do amor livre; A Ponte (1924), drama sobre o conflito de classes. Embora com um valor decrescente desde a peça de estreia, trata-se de uma obra por vezes tecnicamente eficaz na realização do misto de naturalismo e neo-romantismo que o prefácio a Casamento de Conveniência defendia sob a designação de «vitalismo». Teatro exaltado no protesto social, generoso no projecto de promoção cultural e de autenticidade ética, peca, para além dos equívocos ideológicos e dos excessos anticlericais, pelo derrame emotivo, pela ênfase verbal, pelo pesadume doutrinal. Desfrutando do prestígio de homem culto como prefaciador de novéis escritores e como brilhante conversador de tertúlias (mau grado as retiradas para o castelo de Arade, que preferia à banca de advogado em Lisboa), a esse prestígio se veio juntar o caloroso elogio do crítico de teatro Joaquim Madureira; e a ambos se associou o apreço que pela sua obra literária manifestava João de Barros, o escritor mais representativo do neo-romantismo vitalista e jacobino do primeiro quartel do século XX. Daí a influência que Coelho de Carvalho pôde exercer sobre essa corrente, da qual o aproximou também o opúsculo O Vitalismo na Arte (Carta ao Poeta Augusto Gil), que, em 1905, procurava fundamentar teoricamente a convicção de que «as formas novas em todas as manifestações de Arte não podem ser senão aquelas que particularizarem a expressão rítmica da natureza».
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