Celso Freitas

Celso Freitas

Sou uma pessoa que admira literatura e arte.

1960-03-25 Taubaté SP
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O fenômeno da linguagem

A linguagem é sem dúvida a mais nobre e extraordinária ferramenta  concedida ao homem no ato de sua criação.  A nenhuma outra criatura do mundo foi permitido o dom da expressão verbal bem como outros meios de comunicação que dela advêm.   Ela é o selo da divindade que faz do homem um ser por excelência, diferente de todas as demais criaturas.  A linguagem e a razão juntas no ser humano são atributos que por si mesmo revelam a singularidade da sua potência  no cosmos.  Sem ela não seriamos seres transcendentes cheios do hálito da vida, compartilhando o poder de transformar, moldar e dar sentido à existência num fluxo contínuo de interação com o mundo.
A linguagem realça e integra a assência do homem a si mesmo, à sociedade e à natureza, consolidando também o status de  autoridade no exercício do livre arbítrio.
Como ser intrinsicamente social, o homem passa por sucessivas adaptações no processo de aquisição da linguagem, desde  sua fecundação até a morte.
Os primeiros estágios da vida humana no ventre materno é a gênesis do  fenômeno da comunicação, pois o ente gerado já inicia sua linguagem biológica de forma absolutamente fenomenal. É uma misteriosa e maravilhosa relação com a matriz geradora de sua existência.
Como alma inteligente, o feto demonstra instintiva capacidade de interação à união metafísica  no ambiente uterino, reagindo assim aos múltiplos reflexos e impulsos afetivos de sua genitora.
Ao terminar seu tempo de gestação, o bebe como ente social, reage vigorosamente aos apelos de sua missão,  saindo do seu ninho gestativo para voar rumo à liberdade.  É a jornada do ser, do propósito, da vocação do homem enquanto pessoa do mundo, no mundo e para o mundo.
O infante recém nascido, surpreendentemente é desafiado as complexidades do mundo exterior à medida em que no palco dos sentidos novas percepções  vão somando indefinidamente  dentro das realidades do universo da linguagem.
A consciência da existência  e a necessidade de interagir com os elementos  ao seu redor,  faz dele um discípulo na engrenagem da linguagem que aos poucos vai montando as peças de sua sociabilidade.
 
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