
Flávio Gomes da Silva
Canto versos sem me perguntar, sem procurar, sendo o quanto há de ser sem algemas
1968-09-09 Rio de Janeiro
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CONFESSO MINHA LUTA COM A VONTADE
Confesso minha luta com a vontade
Nos dias que se passam, a tudo quero fazer
Mas, o que há em mim, fazendo-me crer
Se no tentar o fazer, só faço a metade?
Isso aborrece minha consciência
Visto que, de tal ânimo é o querer
Mas o desejo desfaz-se a perder
E se debanda sem dó, nem clemência
Que eu termine, ao menos, estes versos
Seja por vontade ou obrigação
Pois, que nessa noite meu coração
Perdido está em sonhos dispersos
Nos dias que se passam, a tudo quero fazer
Mas, o que há em mim, fazendo-me crer
Se no tentar o fazer, só faço a metade?
Isso aborrece minha consciência
Visto que, de tal ânimo é o querer
Mas o desejo desfaz-se a perder
E se debanda sem dó, nem clemência
Que eu termine, ao menos, estes versos
Seja por vontade ou obrigação
Pois, que nessa noite meu coração
Perdido está em sonhos dispersos
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