Flávio Gomes da Silva

Canto versos sem me perguntar, sem procurar, sendo o quanto há de ser sem algemas

1968-09-09 Rio de Janeiro
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LEMBRA-ME

Lembra-me
Por favor, de hoje e sempre
Das coisas que tu me falas
Tão mansinho e verdadeiro
Teus olhos me falam
Afagando a minha face 

Lembra-me desse nosso lar
Simples e sublime, como as asas de Deus
Que nos aquece da fria solidão
Da minha promessa de fazer-te sorrir
Da simplicidade da vida, que é poesia
Que sem ela, fracassarei em fazer-te feliz

Lembra-me dos versos de hoje
Que escrevo nessa linha chamada tempo
Para eu sentir meu passado presente…

Porque a mim agora só me resta escrever
O pouco que sobrou 
As lembranças que perduraram ao tempo
As outras se foram e não sei mais o caminho
São como se não houvesse…

Lembra-me de mim, ainda que pouca coisa
Do muito que tu sempre serás:
Meu maior fragmento que ainda vivo 

Porque agora só resta a mim o que tu me lembrares
Só resta a mim, vislumbrar quando tu me olhares
Só resta a mim, completar quando tu me devolveres
Só resta a mim me achar quando tu me encontrares…

Por tudo, enfim, te peço: lembra-me
Lembra-me de eu guardar num livro
As folhas do meu coração
Para que, se algum dia alguém quiser saber
Se algum dia, tu sentires saudades de mim
E, se tu mesmo quiseres me encontrar
Saibas onde estou…
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