

Dhiogo José Caetano
Graduado em História pela UEG - Universidade Estadual de Goiás, jornalista, Pós graduado em História do Imaginário e Literatura. Ganhador dos Prêmios Nacional Olavo Bilac, Buriti, Carlos Drummond de Andrade. Comendador da ALG Academia de Letras de Goiás Velhos.
Aconselhando
Na minha casa ecológica, em um espaço
totalmente urbano, penso no existir e contemplo as estrelas que no céu os meus
olhos avistam.
Eu guardo em mim um Deus, um louco, um
santo, um anjo, o bem e o mal. Eu guardo em mim tantas canções, tantas manhãs e
aquela cretina lembrança.
Uma história marcada por trilhas
sonoras.
A música pode transformar o nosso estado
de espírito, ela é instrumento de inspiração para os movimentos sociais,
ditando regras e normas de uma sociedade.
Quando ouvimos uma canção entendemos o
mundo a nossa volta, podemos viajar para outros mundos, outras realidades,
outras histórias distintas da nossa. No entanto, devemos compreender que por
trás da linguagem musical existe o sentimento de uma pessoa que utiliza o seu dom
de compor para transmitir através da musicalidade uma forma de ver e
interpretar o mundo.
A música pode ser analisada como um
reflexo da nossa própria identidade, pois ela imprime o nosso estilo,
comportamento e forma de ver o mundo, características fundamentais para
conhecermos um indivíduo ou uma sociedade.
A música tem o poder de eternizar a arte
de viver e acima de tudo de ensinar, libertar e compreender uma sociedade;
buscando eternizar os momentos, os sentimentos de hoje para uma geração futura.
Hoje é um dia comum, mas um dia
diferente de ontem. Faltam-me palavras para expressar, o turbilhão de
sentimentos que transbordam do meu ser e da minha alma. Hoje aprendi que a vida
é uma estrada infindável, um percurso evolutivo que nos leva para o desconhecido,
para o além das fronteiras do existir.
Não deixemos a vida passar. Precisamos
viver o hoje, o agora, o instante. A vida não é breve, mas tem o seu fim.
Comecemos a reescrever um novo recomeço.
Precisamos instituir uma humanidade que
luta por um ideal comum. Sejamos seres de luz, protetores da nação terra,
defensores da vida, do amor, da verdade. Mensageiro do bem viver e missionários
da paz.
Hoje somos “Um” amanhã seremos mais “Um”
esquecido na vastidão deste complexo mundo.
Lutemos por um ideal.
Sábio é aquele que possui a capacidade
de ouvir sem corromper os assuntos.
A vida é efêmera, mas o nosso breve
existir é o suficiente para que possamos fazer a diferença.
Não é o agora que define as nossas ações
e sim o amanhã.
Tem dias que ficamos com medo do amanhã.
Pensamos em desistir de tudo. Parece que estamos fazendo tudo errado; em
lágrimas nos afogamos, a solidão invade a alma. Procuremos entender a
complexidade dos mundos que existe dentro de nós. Simplesmente cumpra a sua
missão.
Da natureza a essência que nos faz seres
melhores. Observemos e absorvamos a energia de uma frondosa árvore, a paz de
uma singela flor, a luz que advêm destes seres que compartilham os espaços
conosco. Respeitemos a arte de viver.
Trabalhemos focalizando a coletividade
esquecida pelos governantes, obtendo recursos financeiros junto ao governo para
desenvolver atividades de formação cultural e de aprendizagem. Através de um
espaço digital vinculado ao Ministério da Cultura realizemos pesquisas,
circulação, difusão da literatura goiana (brasileira); de forma pedagógica
disseminar a cultural digital, a comunicação direta com o leitor, pontuando e
promovendo reflexões sobre a nossa visão de mundo. Neste espaço também seria de
suma importância trabalhar: memória, identidade, vínculos sociais, culturais
(afro-brasileira, indígenas, tradição oral, cultura popular e a expansão do
centro-oeste goiano pelo vasto Brasil).
Fico indignado com a realidade deste
país, os protocolos são forjados para “ludibriar a massa”, tudo é feito
conforme a lei, mas os desfechos dos mesmos acabam sendo concluídos pelos
corruptos que estão no poder.
Brasil o país dos protocolos, dos
cabides de emprego, da corrupção, etc. Que país é este? Até quando viveremos
esta realidade?
Programas como a Renda Cidadã, Bolsa Família,
Enem e outros que são desenvolvidos no Brasil, não são capazes de promover a
igualdade, a justiça e a dignidade dos brasileiros.
Concordo Dilma que é urgente o
atendimento aos brasileiros que estão na miséria, passando fome. Mas para
extinguir estas mazelas é preciso educar e conscientizar este “povo”. Não é
possível resgatar a nação utilizando mecanismos que ludibria e bestializa.
Podemos fazer a diferença, transformando
o nosso país, fazendo desta nação um modelo a ser seguido. Precisamos nos unir
em um só grito. Entoemos os ecos das nossas vozes pela vastidão deste país.
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