Ode à parteira Dinalva

motorista da vida

cegonha fictícia

Dinalva voava as mãos

o tempo, asas e vaginas

acostumada em tanto

da humana instância

Dinalva instrumentava

o parto como dança

do vão de seus braços

assim como alavancas

a matéria pulsante

deixava-se criança

o parto havia Dinalva

como bailarina circunstância

infante rastro em tudo

palco grávido do mundo

94
0

Mais como isto



Quem Gosta

Quem Gosta

Seguidores