

Ícaro Italo Gomes dos Santos
Ícaro Ítalo Gomes dos Santos,pseudônimo;Italo_poetrix. Descobriu sua paixão por livros ao ler"A Árvore Generosa" (The Giving Tree) e desde então tornou-se súdito da palavra poética e busca entender seus conhecimentos através dos caminhos líricos .Nascido em Aquidabã,do agreste Nordestino ,vêm se destacando com seus poemas com temas múltiplos . Atualmente reside em Luz,uma pequena cidade de Minas Gerais . Suas escritas são fisioterapias para a alma .
Dez de dez tino
Destino,
Alguns dizem que ele é a obra de arte mais oculta que a própria vida ou morte.
Nessa mesma filosofia,
Dizem que é ele quem rege o azar ou a sorte,
Sendo a maior entidade por destinar sua própria identidade entre o antes e a extensão da perpetuidade.
Nele, acredita-se que o conhecimento é uma expansão onde todo ser ou matéria descobrirá, ao longo de vários ciclos, o propósito do seu íntimo.
É estranho parar para refletir;
Muitas vezes é necessário sentar-se à mesa com esse estranho,
Outras vezes, nem tanto,
Por isso nem tento.
É estranho parar para refletir porque a resposta poderá ser ensurdecedora;
Outras vezes, a dúvida será a fornecedora de mais gritos.
O destino não me faz escrever,
Ele me desafia;
Não me gratifica e nem me pune,
Porém ele já sabe cada verso que declaro em poesia.
Alguns dizem que o destino é utopia,
E nessa mesma filosofia,
Eu só vim a este mundo porque meu pai conheceu minha mãe,
E, se não fosse por isso, certamente aqui eu não estaria.
Quem fui eu um dia e quem estou sendo agora é uma mera célula morta e vazia.
Concordo com aqueles que concordam com esse tal Destino,
Mas também não discordo daqueles que discordam do que dizem as cordas do Destino.
Até dizem por aí que o Destino advém do Divino,
E que o Divino é quem manuseia o Destino.
Outros dizem que eles são distintos e que talvez controlamos nossos destinos por nossas escolhas e instintos.
Entre quadros e tintas,
A obra de arte mais bela que vi
É aquela que eu ainda não vivi.
Acredito que a dor também faz parte de uma obra que se comparte em arte.
Sob um olhar genuíno,
Rogo ao Destino para que possa desapossar-me das minhas raízes,
E se, por castigo ou dádiva, novamente eu germine,
Que seja como a esperança no olhar de quem se põe a acreditar;
Da mesma forma, que eu jamais termine.
Porém, mesmo afirmando, não posso me fixar,
Então que o Destino me ensine,
Ainda que me elimine.
Nomino que o Destino é, no mínimo, a dimensão de outra lei além da alma ou matéria.
Me pergunto se o Destino talvez não seja o ato simples, recíproco e respeitoso,
E que nesse mesmo Destino moraria também a engenharia da miséria.
Desde menino meu olhar eu inclino,
Sentado na calçada, na grama do quintal onde eu morava ou, hoje em dia, em qualquer janela com vista para o céu ou varanda.
Vejo nuvens em formatos únicos e como cada uma delas anda.
Melhor tempero ainda é o cheiro do solo molhado das chuvas que elas mandam;
Melhor cultura que sempre me cura do tédio.
Para a criatividade, indústrias farmacêuticas nunca fornecerão algo igual ou genérico a esse remédio.
E tudo começou como uma brincadeira;
Hoje eu a guardo para a vida inteira, ainda que a vida se divida em interas, aspas e etcéteras.
Hoje eu aguardo que exista um amanhã melhor que o hoje que me beira,
Uma simples quarta-feira ou qualquer dia da semana que queira me tornar bem mais feliz,
Ressignificando tudo aquilo que eu ainda não fiz.
Porém que a dor da cura não interfira,
A dor da mágoa e o que ela me dirá;
Sei que ela sequer medirá forças para que eu possa mendigar o arquétipo do aprender e repreender o tônico do amar.
Destino,
Alguns dizem que ele é malino,
Brinca com os nossos olhos e até com o que podemos imaginar.
Destino,
Alguns dizem que ele é o sussurro do maligno,
Brinca com os nossos olhos e até com o que podemos imaginar.
Destino.
Por : ícaro Ítalo Gomes dos Santos
Italo_poetrix
Poema: dez de dez tino
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