Ícaro Italo Gomes dos Santos

Ícaro Italo Gomes dos Santos

Ícaro Ítalo Gomes dos Santos,pseudônimo;Italo_poetrix. Descobriu sua paixão por livros ao ler"A Árvore Generosa" (The Giving Tree) e desde então tornou-se súdito da palavra poética e busca entender seus conhecimentos através dos caminhos líricos .Nascido em Aquidabã,do agreste Nordestino ,vêm se destacando com seus poemas com temas múltiplos . Atualmente reside em Luz,uma pequena cidade de Minas Gerais . Suas escritas são fisioterapias para a alma .

2004-07-01
4758
0
0

Dez de dez tino

​Destino,

Alguns dizem que ele é a obra de arte mais oculta que a própria vida ou morte.

Nessa mesma filosofia,

Dizem que é ele quem rege o azar ou a sorte,

Sendo a maior entidade por destinar sua própria identidade entre o antes e a extensão da perpetuidade.

Nele, acredita-se que o conhecimento é uma expansão onde todo ser ou matéria descobrirá, ao longo de vários ciclos, o propósito do seu íntimo.

É estranho parar para refletir;

Muitas vezes é necessário sentar-se à mesa com esse estranho,

Outras vezes, nem tanto,

Por isso nem tento.

É estranho parar para refletir porque a resposta poderá ser ensurdecedora;

Outras vezes, a dúvida será a fornecedora de mais gritos.

O destino não me faz escrever,

Ele me desafia;

Não me gratifica e nem me pune,

Porém ele já sabe cada verso que declaro em poesia.

Alguns dizem que o destino é utopia,

E nessa mesma filosofia,

Eu só vim a este mundo porque meu pai conheceu minha mãe,

E, se não fosse por isso, certamente aqui eu não estaria.

Quem fui eu um dia e quem estou sendo agora é uma mera célula morta e vazia.

Concordo com aqueles que concordam com esse tal Destino,

Mas também não discordo daqueles que discordam do que dizem as cordas do Destino.

Até dizem por aí que o Destino advém do Divino,

E que o Divino é quem manuseia o Destino.

Outros dizem que eles são distintos e que talvez controlamos nossos destinos por nossas escolhas e instintos.

Entre quadros e tintas,

A obra de arte mais bela que vi

É aquela que eu ainda não vivi.

Acredito que a dor também faz parte de uma obra que se comparte em arte.

Sob um olhar genuíno,

Rogo ao Destino para que possa desapossar-me das minhas raízes,

E se, por castigo ou dádiva, novamente eu germine,

Que seja como a esperança no olhar de quem se põe a acreditar;

Da mesma forma, que eu jamais termine.

Porém, mesmo afirmando, não posso me fixar,

Então que o Destino me ensine,

Ainda que me elimine.

Nomino que o Destino é, no mínimo, a dimensão de outra lei além da alma ou matéria.

Me pergunto se o Destino talvez não seja o ato simples, recíproco e respeitoso,

E que nesse mesmo Destino moraria também a engenharia da miséria.

​Desde menino meu olhar eu inclino,

Sentado na calçada, na grama do quintal onde eu morava ou, hoje em dia, em qualquer janela com vista para o céu ou varanda.

Vejo nuvens em formatos únicos e como cada uma delas anda.

Melhor tempero ainda é o cheiro do solo molhado das chuvas que elas mandam;

Melhor cultura que sempre me cura do tédio.

Para a criatividade, indústrias farmacêuticas nunca fornecerão algo igual ou genérico a esse remédio.

E tudo começou como uma brincadeira;

Hoje eu a guardo para a vida inteira, ainda que a vida se divida em interas, aspas e etcéteras.

Hoje eu aguardo que exista um amanhã melhor que o hoje que me beira,

Uma simples quarta-feira ou qualquer dia da semana que queira me tornar bem mais feliz,

Ressignificando tudo aquilo que eu ainda não fiz.

​Porém que a dor da cura não interfira,

A dor da mágoa e o que ela me dirá;

Sei que ela sequer medirá forças para que eu possa mendigar o arquétipo do aprender e repreender o tônico do amar.

​Destino,

Alguns dizem que ele é malino,

Brinca com os nossos olhos e até com o que podemos imaginar.

Destino,

Alguns dizem que ele é o sussurro do maligno,

Brinca com os nossos olhos e até com o que podemos imaginar.

Destino.


Por : ícaro Ítalo Gomes dos Santos 

Italo_poetrix

Poema: dez de dez tino 

 

 

39
0

Mais como isto



Quem Gosta

Quem Gosta

Seguidores