Ícaro Italo Gomes dos Santos

Ícaro Italo Gomes dos Santos

Ícaro Ítalo Gomes dos Santos,pseudônimo;Italo_poetrix. Descobriu sua paixão por livros ao ler"A Árvore Generosa" (The Giving Tree) e desde então tornou-se súdito da palavra poética e busca entender seus conhecimentos através dos caminhos líricos .Nascido em Aquidabã,do agreste Nordestino ,vêm se destacando com seus poemas com temas múltiplos . Atualmente reside em Luz,uma pequena cidade de Minas Gerais . Suas escritas são fisioterapias para a alma .

2004-07-01
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Alguns Poemas

A anatomia da ratoeira

​Todos eles roem o mesmo queijo e riem absurdamente do outro rato que permanece a olhar de longe seus semelhantes encherem suas barrigas. E assim seguiu esse ciclo por aproximadamente sete dias.
​O rato que se recusa a aventurar-se em saciar sua fome estava completamente desnutrido e fraco, enquanto os outros se vangloriavam por suas refeições e corpos saudáveis. Ao nono dia, a rotina, que já era bem comum, mudou drasticamente após os ratos comerem o queijo, que, por sua vez, já não era mais o mesmo, pois havia sido envenenado.
​O rato que não se dispôs a comer viu seus semelhantes falecerem quase no mesmo período. Embora sozinho e sem incentivo de qualquer outro rato, arriscou-se a comer um pequeno pedaço que estava em cima da ratoeira. Ela veio a disparar e, por fim, o último rato chegou ao seu trágico — ou, para alguns, magnífico — fim.
​Seja o queijo envenenado:
Não proporcione vantagens para aqueles que apenas querem o que você pode fornecer.
Sejam os ratos:
Desfrute das oportunidades; elas são únicas.
Seja o rato:
Não se deixe ser levado ao abismo para satisfazer suas vontades.
Seja a ratoeira:
Habilidosamente calma, ágil e encerrando as suas pragas.
​Não seja o queijo envenenado:
Não forneça ruínas.
Não sejam os ratos:
Não divida seu queijo.
Não seja o rato:
Não tenha preguiça de buscar nutrição melhor do que a que é capaz de ver.
Não seja a ratoeira:
Não crie armadilhas; fique longe delas.



Por ; Ícaro Italo Gomes dos Santos

Pseudônimo de italo_poetrix

Aonde eu tenho ido?

Atingido no ar tingido, regido parcialmente, propositalmente parecido com o córtex de um ser desbravador que permanece foragido. Formidavelmente foi ágil, driblando os espelhos como um mímico tímido.
​Restarão apenas os cacos de vidros.
Restaurará centenas de células do envolvido, todas elas marcadas nas páginas dos livros.
Resultará belas provas de medos lidos.
​Em meio às verdades, por completas, as mentiras não dão ouvidos.
Duvido que esse eu lírico sádico tem contribuído com a ressonância desse pulmão fingido.
Resultado obtido foi abatido ao radiocarbono.
Governante do seu vasto Cosmo se fez Ur-Nammu sem trono.
​Viver já era um bônus.
Morrer era saber que apenas saberia da existência da incerteza se não tivesse vida além da que foi capaz de ver ou duvidar aos olhos humanos.
Olhos famintos, pois fomentos somos.
Momentos temos.
​Não é o relógio que acaba nos desperdiçando.
Leio versos cheios de memórias valiosas.
Creio em imersos meios de vitórias vultuosas.
Letras capturadas tão belas quanto soltas.
A arte da cultura reestrutura mentes incultas,
E cala aquele cujo respondia ser sábio.
​Atingido no ar tingido, regido particularmente, paralelamente aquecido pela sinapse de um ser desesperador que adapta-se no lúgubre sonhar coagido.
Aonde eu tenho ido?
"Não vejo o sol, mas sinto o seu calor."
Sei que a intensidade de acreditar me designa.
"Não vejo a flor, mas sinto seu perfume."
Clássico versálico ao tom Delfina Benigna.




Escrito por ; Icaro Italo Gomes dos Santos, pseudônimo italo_poetrix

23:55 h , Quarta-feira

​A mente é um veículo em constante deriva,
Absolutamente presa a um ciclo em contraste fixo como gotículas de chuva no para-brisa,
Onde a visão se ofusca pelo excesso de fluxo,
E de maneira ofuscada, seguimos o GPS de cada batida cardíaca, e essa condição de condução maníaca é um vasto crucifixo.
Pois o destino é um átrio de inexorável desfecho;
O banco desse barco é desconfortável e, muitas vezes, chegando ou não ao destino, antes de agradecer eu simplesmente me queixo,
Revelando a pusilanimidade diante do imponderável,
Relembrando a calamidade errante ao irrefutável,
Que transmuta o estupor em um silêncio implacável.
Olho a vastidão do Cosmo e me pergunto: se um dia tudo que vivenciei até agora será algo sonhável?
Pois a memória é o arcabouço do que é efêmero,
E se eu tivesse tudo aquilo que desejo?
Pois o real é apenas o lastro do que é imutável.
Que seja, pois ando insatisfeito nesse universo do comparável,
Buscando o ápice no que é apenas mensurável.
Mas quem sabe eu não me deixe nas profundezas mórbidas, sensual, censurável;
Mastigo pregos não porque tenho fome, e sim porque não a tenho,
Provando o estratagema de um espírito que se fez estranho —
Tal estranho ao ponto de sermos amigos,
Pois a alteridade dissolve antigos perigos.
A depressão não é tão perigosa assim, a menos que já não seja mais ela,
Mas sim o vaticínio que se oculta atrás da janela.
Existe um muro encostado na mesma; seria uma forma de esconder ou esquecer o que estaria do outro lado dela?
Erguendo o antemural para que a alma não se atropele.
Para alguns seria até antimoral não viver preso dentro de uma acomodação tão bela!
Pois o conforto é a mordaça da mente que se cancela.
Me pedem cautela, mas tenho por mim que não suportariam a ausência que tenho de mim mesmo; e ainda dizem que são apenas rumores sobre pequenas dores na costela.
Ignoram o estigma que a alma revela.
O que é necessário para eu não ser necessário?
Para anular a finitude, torna-te o próprio itinerário.
São 23:55 h de uma quarta-feira; simplesmente eu mesmo com adulteração ótica insaciavelmente,
Refletindo a quimera de uma mente permanente.
Já não tenho certeza se quero essa sonhada vida eterna,
Suave letra gélida que hiberna.
Não quero cárcere;
Quero algo que canse-me.
Um cansaço efêmero para que eu descanse e deixe que meu lado psíquico cace-me.
Em linhas de distúrbios, eu converso atentamente com o caos,
Extraindo a ordem dos escombros mordazes,
Estipulando os lordes dos encontros vorazes.
Um falso banquete,
E, em um ato de insignificância, fazemos as pazes.
Raízes, diretrizes exuberantes,
Nutrindo o âmago dos seres errantes.
Doses de um velho uísque que por décadas era guardado na estante;
O presente sendo vivenciado pela embriaguez do passado.
Calado, embora falante por dentro,
Gritando o estupor em meu próprio epicentro.
E todas as manhãs,já não eram todas 


Por: Ícaro Italo Gomes dos Santos 

Ao ar cultural , cavalgada.

Ao ar a poeira sobe 
Nesse lar ,o  solo  que tudo sabe
Representatividade em demonstração do quão valioso é o nosso sonho 
Antes dos 8 segundos somos o templo do tempo 
por isso já não nos cabe se lamentar 
Carimba que é golpe ....
De cultura,não no parlamentar !


No dia em que eu saí de casa 
Minha mãe me disse 
Esse mundo é seu , então explora
E lá foi eu com uma botina ,sonhos no alforje 
Um cinto ,e uma impecável espora 
Vivenciando situações das quais ninguém espera
Espelha sua imagem de antes ao agora 
O quanto mudou e o quanto você não gostaria que mudasse é um palíndromo transcendental da evolução mental existencial 
Nesse paradoxo do agora 
Antes de estar dentro do meu primeiro evento 
Eu já aplaudia muitos do lado de fora

Aprendi que a felicidade tambem mora aonde o sol não brilha
E toda ,
Toda chuva que cai do céu molha meu  chapéu 
Regando a essência do meu Ser 
Resgatando a transparência do meu amadurecer 
Regrando-me antes do amanhecer para não esquecer da noite passada formada pelo meu renascer 
Bebi da dádiva da dúvida em lágrimas 
Tempestades de verdades forjaram penumbras de vaidades 
Minhas maiores conquistas jamais serão vistas nos livros
De páginas em  páginas 
Quando cessei o fôlego 
Fiz uma apnéia em respiração na transição em introspecção à inspiração

Hoje em pasto vasto avisto a felicidade pairando ao vento 
Invisto no tempo 
Sou exemplo de quem fui 
Exceto quem sou 
Pois o meu rio de glórias ainda flui
Aprendi que ao jogar o laço eu estava capturando fragmentos de mim na resiliência de cada passo
Abençoado  seja cada tropeço 
Abençoada seja essa sinfonia da cavalgada que ao longo da estrada  é o  meu patrimônio cultural desde o berço 
Ciente dos lugares que coloquei os pés onde estribo (trocadilho da palavra estive)
A sela é o selo que sela o elo do meu destino 
Faço-me Teresa de Bendela ao próprio Chico "Arino "
E é assim que me defino
Gênero forte,para alguns amargo
"Cá" fé dentro da xícara do chakra 
Com a mente em estado de Sítio 
Meu livre arbítrio na simplicidade dentro de uma chácara 
Nessa vida desembrenhado sem freio
Sem sela ,na busca bruta da minha versão mais sincera
Foi em meio ao rodeio que encontrei o Brasil que eu creio,
e o meu novo eu veio com uma receita sem receio de divisão de cores e classes e o recheio que me alimenta é a competitividade no olhar em melhorar cada recorde ainda que o adversário o quebrasse,nunca deixei que os obstáculos por mim falassem por mais que me parassem sempre fiz o bloqueio do meu CPF ao CNPJ para nunca decair aos males alheios


Divina inspiração que me brinda 
Resplandecente Luz pro Mundo ,Barretos 
Quem guia minhas rédeas me blinda 
Troféus de verdade é família 
Faço valer  cada segundo da minha vida
Vitórias e derrotas são bem vindas 
E a maior batalha dentro ou fora da arena é aquela que eu não enfrentei ainda


Ao ar a poeira sobe 
Nesse lar,  o solo que tudo sabe 
É apenas eu e o meu sonho de viver intensamente pelo o que amo e acredito quando as porteiras se  "abre"...

Carimba que é golpe...

Eu faço parte do descobrimento de cada arte 
Muito antes do 244
Mentalidade de Lincoln pelos arados 275
Íntegro ao íntimo agro 
Nossa história , nosso povo 
Valor insubstituível , inestimável ao mercado pago 
Terra ao adubo da persistência 
Reforma agrícola, agrária 
Não é conhecidência que  a República Federativa é referência quando o assunto é riqueza em solo 
Trabalho braçal em sol ou chuva 
Não   há adversidade párea que pare a nossa força recôndita 
Olha um pouco as mãos do povo 
Linhas ancestrais de um passado atrás em evolução a um mundo novo

Ao ar,a poeira sobe ...


Por ícaro Italo Gomes dos Santos
Pseudônimo: Italo_Poetrix

Olhos de águia , traços mentirosos

Mentiras discaradas 
Verdades compradas 
Vendidas à ilusão fascínoa falsificada 
O guia do cinismo é a fome perfeita do ilusionismo 
Traições do mesmo egocentrismo em cada ato ao corte da adaga 
Vejo quem fere e profere ódio e discórdia 
Ao longo dos dias se propaga
Propagandas  sobre um futuro incrível apenas para quem paga 
Dívidas no olhar da esperança se alagam
Mercadorias humanas esquecidas conforme o tempo
Desvalorização da ética demonstra o exemplo 
Desgosto da honra exemplar 
O relógio não diz nada sobre qual o melhor momento 
Esgoto da cobiça exposto expele o davastamento de pensamentos 
Clímax rústico nas areias de Marte
Uma única vida é pouco após a morte na arte

Divisão de fatos
Visão e atos de tempos atrás 
Futuro distante em um presente conturbado entre nós 
Essa voz  ainda permanece na minha mente 
Exclusivamente quero ser excluído permanentemente 
Petrificado por residir em um inalcançável destino de resistir 
Coagido por ter agido diferente e ágil 
Ríspido , sádico, dentro do campo minado do desespero desesperadamente eu fiz estágio

Olhos de águia 
Cântico guia 
Garras afiadas 
Vôos adulterados 
Um novo mundo 
Sem retorno para casa 
Penas que caíram ,apenas presságios passados
Tempos de caça 
Vejo a carcaça de quem conspira contra mim
Jamais atingido novamente por meras falácias 
Quero deslumbrar de um vôo livre sem fim
São,
Olhos de águia 
Milhas e ventos fortes 
Tempestades ou secas 
Resultados virão com aventuras ainda não sancionadas 
Olhos de águia 
Cântico guia 
Garras afiadas 
Vôos adulterados 
Olhos....olhos...olhos...
Olhos de águia...

 

 

 

 

 

Por ícaro Italo Gomes dos Santos

Oi sou Ellen
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03/outubro/2025

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