Paulo Jorge

Paulo Jorge

A poesia fatalista e decadentista é um exemplo sublime da exaltação da morte em todo o seu esplendor, e desde sempre eu retiro satisfação pessoal deste saborear tétrico da vida.

1970-07-17 Lisboa
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Lá longe em casa

Dos confins do Universo,

Ouço um ligeiro fervilhar,

Gerou-se um dia adverso,

Ousou o horizonte perfilhar.

Matéria incandescente por moldar,

A eternidade dos elementos sós,

Energia em rodos por soltar,

Perdeu-se algures o feiticeiro de Oz.

Os Planetas rodopiam sem cessar,

Em redor do Sol tão iluminados,

Sabem o caminho a tomar,

Até que de Luz fiquem inundados.

Sistemas bi-Solares,

Luas prateadas,

Ou de cor grená,

Ventos solares,

Montanhas paradas,

Calotes Polares,

Por Mar cercadas,

Florestas ancestrais,

Coros angelicais,

Não reparais.

LX, 19-3-2002

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