

Frederico de Castro
Escuto o sentir das palavras e então esculpo-as nos meus silêncios, dando-lhes vida forma e cor. Desejo-as, acalento-as, acolho-as,embelezo-as sempre com muito, muito amor…
1961-06-20 Bolama
327199
8
35
À tona do silêncio

Abortou a noite esta escuridão tão viril
Que senil e impugnada assim envelheceu
Enclausurada neste tempo que tanto prometeu
Mas as horas em silêncio ali imergem
Abjurando o léxico de palavras resignadas
Onde prenhes lágrimas fenecem cremadas
Na linha do horizonte à tona da maresia navega
A solidão, tão expurgada, tão mestastizada, finda
A qual, toda vida se regenera depois mais apaixonada
FC
188
0
Mais como isto
Ver também
Escritas.org