

Joathã Andrade
Leito compulsivo, cinéfilo, amante do oculto, e um pouco de influência de Leminski aqui e ali.
1991-12-28 Massapê-Ce
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TEMOR

Eu temo e temo tudo.
e nem sei por que eu temo.
Perco-me pelas trevas sem fim.
Tenebrosa escuridão do céu de meio dia.
Amedrontado em plena terra de homens bons.
Se a contemplo por muito tempo, eu temo.
Que mistério é esse do bom cidadão?
Não sei por que padeço de horror! Pois é algo cotidiano.
Um náufrago da vida.
Eu sou um navio sem mastros,
Eu sou um navio sem mastros,
pois o mesmo se perdeu na tempestade de ilusões.
(Joathã Andrade)
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