Juó Bananére

Juó Bananére

Juó Bananére foi um poeta e cronista brasileiro, conhecido por sua obra marcada pelo humor, pela irreverência e pela crítica social disfarçada em versos singelos. Sua escrita frequentemente explorava o cotidiano, os tipos populares e as peculiaridades da vida urbana com uma linguagem acessível e um olhar aguçado sobre a condição humana. Apesar de sua produção literária ter ocorrido em um período específico, seu estilo peculiar e a originalidade de sua voz poética o destacam na literatura brasileira.

1892-04-11 Pindamonhangaba
1933-08-22 São Paulo SP
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Uvi Strella

Che scuitá strella, né meia strella!
Vucê stá maluco! e io ti diró intanto,
Chi p'ra iscuitalas moltas veiz livanto,
I vô dá una spiada na gianella.

I passo as notte acunversáno c'oella,
Inguanto che as otra lá d'un canto
Stó mi spiano. I o sol come un briglianto
Nasce. Oglio p'ru çeu: — Cadê strella?!

Direis intó: — Ó migno inlustre amigo!
O chi é chi as strellas ti dizia
Quano illas viéro acunversá contigo?

E io ti diró: — Studi p'ra intedela,
Pois só chi giá studô Astrolomia
É capaiz de intendê ista strella.


In: BANANÉRE, Juó. La divina increnca. 2.ed. Pref. Mário Leite. São Paulo: Folco Masucci, 1966

NOTA: Paródia do soneto "XIII", da série Via-Láctea, do livro POESIAS (1888), de Olavo Bilac, conhecido como "Ouvir Estrelas
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