Juó Bananére

Juó Bananére

Juó Bananére foi um poeta e cronista brasileiro, conhecido por sua obra marcada pelo humor, pela irreverência e pela crítica social disfarçada em versos singelos. Sua escrita frequentemente explorava o cotidiano, os tipos populares e as peculiaridades da vida urbana com uma linguagem acessível e um olhar aguçado sobre a condição humana. Apesar de sua produção literária ter ocorrido em um período específico, seu estilo peculiar e a originalidade de sua voz poética o destacam na literatura brasileira.

1892-04-11 Pindamonhangaba
1933-08-22 São Paulo SP
50906
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Sogramigna

Sogramigna infernale chi murré
Vintes quatro anno maise tardi che devia,
Fique aí a vita intêra e maise un dia,
Che io non tegno sodades di vucê.

Nu doce stante che vucê murrê
Tive tamagno attaque di legria
Che quasi, quasi, murri aquillo dia,
Co allegró chi apagné di ti perdê.

I oggi cuntento come un boi di carro,
I mais libero d'un passarigno,
Passo a vita pitáno o meu cigarro,

I maginando chi aóra inzatamente
Tu stá interrada até o piscocigno
Dentro d'un brutto taxo di agua quente.


In: BANANÉRE, Juó. La divina increnca. 2.ed. Pref. Mário Leite. São Paulo: Folco Masucci, 1966

NOTA: Paródia do soneto "Alma Minha Gentil que te Partiste", de Luís de Camõe
1897
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