António Ramos de Almeida

António Ramos de Almeida

António Ramos de Almeida foi um poeta português cuja obra se insere no panorama literário do século XX. A sua poesia é marcada por uma profunda reflexão sobre a condição humana, explorando temas como a efemeridade do tempo, a busca por sentido e a complexidade das relações interpessoais. Almeida destacou-se pela sua capacidade de aliar uma linguagem cuidada a uma expressividade emocional intensa, conquistando um lugar particular na poesia contemporânea portuguesa. O seu percurso literário, embora talvez menos divulgado em comparação com outros nomes da sua geração, revela um olhar atento sobre o mundo e sobre a alma humana. A sua obra convida à contemplação e à introspecção, oferecendo ao leitor uma experiência estética e intelectualmente enriquecedora. A sua contribuição para a poesia portuguesa reside na originalidade do seu discurso lírico e na sua capacidade de tocar o leitor com a universalidade das suas preocupações.

1912-01-01 Rio de Janeiro, Brasilmorte_data = {{nowrap|{{morte|lang=br|28|11|1861|17|11|1831
1961-01-01 Porto
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Saudade

Que doce enleio ronda a minha porta

- Voz na distância feita saudade!

Que fina brisa vem de longe e corta

As muralhas da minha saudade!



Vejo-te ausente e fitas-me absorta

Pensas talvez que o teu menino há-de

Andar ao frio. E lá pela noite morta

Cuidas ouvir a voz da tempestade



E vens, pé ante pé, leve, palpando

Aconchegar a roupa, enternecida,

Saber se o teu filhinho dorme bem ...



Santa velhinha que me estás fitando,

Aquém da morte e mesmo além da vida

Tu serás sempre, sempre, a minha mãe.
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