Frederico de Brito

Frederico de Brito foi um poeta e ensaísta português cuja obra se distingue pela profundidade reflexiva e pela exploração das complexidades da condição humana. A sua poesia, marcada por uma linguagem cuidada e por uma musicalidade intrínseca, aborda frequentemente temas como a memória, o tempo, a passagem da vida e a busca por significado. Ao longo da sua carreira, Brito consolidou uma voz poética singular, explorando as potencialidades da língua portuguesa com rigor estético e sensibilidade.

1894-01-01 Lisboa, Portugal
1977-01-01 Coimbra, Portugal
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Canoa do Tejo

Canoa de vela erguida
Que vens do Cais da Ribeira,
Gaivota que anda perdida
Sem encontrar companheira,
O Vento sopra nas Fragas,
O Sol parece um morango
E o Tejo baila com as vagas
A ensaiar um fandango

Estribilho:
Canoa, conheces bem,
Quando há Norte pela proa,
Quantas docas tem Lisboa
E as muralhas que ela tem!
Canoa, por onde vais,
Se algum barco te abalroa,
Nunca mais voltas ao Cais!
Nunca, nunca, nunca mais!!

Canoa de vela panda
Que vens da Boca da Barra
E trazes na aragem branda
Gemidos duma guitarra,
Teu arrais prendeu a vela;
E se adormeceu, deixá-lo!
Agora muita cautelaa
Não vá o Mar acordá-lo!

1817
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