Raimundo Bento Sotero

Raimundo Bento Sotero foi um poeta brasileiro cujas obras exploram a musicalidade da linguagem e a riqueza das paisagens do Nordeste. A sua poesia, muitas vezes ligada à cultura popular e às tradições regionais, revela um olhar sensível sobre o cotidiano, a fé e a beleza encontrada nas coisas simples. Com uma escrita que valoriza o ritmo e a sonoridade, Sotero deixou um legado de poemas que celebram a identidade nordestina e a experiência humana com lirismo e autenticidade.

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Romaria dos Mortos

Oh! que triste e terrível Romaria
Dos que retornam para a eternidade:
Há caretas medonhas de agonia;
Há tristonhos suspiros de Saudade!

Uns, pela noite merencória e fria,
Soluçando, suplicam PIEDADE!
Outros, se debatendo em rebeldia,
Proferem maldição à divindade!

Vão-se sumindo pela noite afora,
A triste noite que não tem aurora.
A longa Sexta-feira da Paixão,

Arrastando seus fardos de amarguras
Entre lamentos e descomposturas,
Aos bandos, em profana Procissão!

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