
Gilson Nascimento
Gilson Nascimento é um nome que ressoa na poesia brasileira, conhecido por sua sensibilidade e pela forma como explora as nuances da existência humana. Sua obra se caracteriza por uma profunda reflexão sobre a vida, a morte, o tempo e a condição humana, expressa através de uma linguagem que mescla lirismo e um olhar crítico sobre o mundo. Com uma trajetória marcada pela busca constante de expressar a complexidade dos sentimentos e das experiências, Gilson Nascimento consolidou-se como uma voz importante na poesia contemporânea, dialogando com tradições literárias e, ao mesmo tempo, propondo novas abordagens estéticas e temáticas.
1986-12-17 São Paulo
23885
0
3
Escorrego
Manhãzinha. Meu pai e eu saindo
De toalha rumamos nós sozinhos
Amiudar de galos. Sol sorrindo
Brisa mansa e sossego nos caminhos
Passada a nossa rua, a Guabiraba
Um dos bairros descalços da cidade
Cruzar de gente. O rumo é do mercado
Tudo é tão simples que me dá saudade
A bica do Escorrego. O corpo encaroçado
Uma mão me amparando – a imagem do cuidado
Evitando que a água o filho derrubasse
A volta, o dia claro, caminhando
E meu pai, satisfeito, me contando
Histórias várias de seu mundo antigo
O bar, o abafador, o café quente
O pão cheirando a forno à nossa frente
E o sol brincando réstias pelo chão
Esse tempo envelhece, mas não morre
Se fraqueja a saudade logo acorre
É amiga, é terna, é leve a sua mão
De toalha rumamos nós sozinhos
Amiudar de galos. Sol sorrindo
Brisa mansa e sossego nos caminhos
Passada a nossa rua, a Guabiraba
Um dos bairros descalços da cidade
Cruzar de gente. O rumo é do mercado
Tudo é tão simples que me dá saudade
A bica do Escorrego. O corpo encaroçado
Uma mão me amparando – a imagem do cuidado
Evitando que a água o filho derrubasse
A volta, o dia claro, caminhando
E meu pai, satisfeito, me contando
Histórias várias de seu mundo antigo
O bar, o abafador, o café quente
O pão cheirando a forno à nossa frente
E o sol brincando réstias pelo chão
Esse tempo envelhece, mas não morre
Se fraqueja a saudade logo acorre
É amiga, é terna, é leve a sua mão
900
0
Mais como isto
Ver também
Escritas.org