

Dois Santos dos Santos
Dois Santos dos Santos é um poeta brasileiro cuja obra explora a complexidade das relações humanas, a efemeridade do tempo e a busca por significado em um mundo em constante transformação. Sua poesia é marcada por uma linguagem introspectiva e por uma profunda sensibilidade, que convida o leitor a refletir sobre a própria existência. Com versos que alternam entre o lirismo e a melancolia, Dos Santos tece um universo poético onde a memória, os sonhos e as inquietações do presente se entrelaçam, criando uma experiência de leitura que ressoa com as fragilidades e as esperanças do ser humano.
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Mulher que ama fica úmida
Mulher que ama fica úmida
faz água
tem nos olhos um brilho molhado
de lágrima perdida
intenso como vidro lavado
No fundo da mulher que ama
há ternuras líquidas
desejos derretidos em doces resistências
afetos quentes escorrendo dentro
paredes meladas
rios invisíveis
que nascem da sensação de amar
Cristalizações se dissolvem
o que era duro passa a ser macio
o que era pesado leve
o áspero suave
Num certo ponto
mulher que ama arrebenta
vaza por tudo
faz água
tem nos olhos um brilho molhado
de lágrima perdida
intenso como vidro lavado
No fundo da mulher que ama
há ternuras líquidas
desejos derretidos em doces resistências
afetos quentes escorrendo dentro
paredes meladas
rios invisíveis
que nascem da sensação de amar
Cristalizações se dissolvem
o que era duro passa a ser macio
o que era pesado leve
o áspero suave
Num certo ponto
mulher que ama arrebenta
vaza por tudo
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