
Antônio Ribeiro dos Santos
Antônio Ribeiro dos Santos foi um poeta cuja obra se insere na poesia brasileira, com uma escrita que explora as paisagens interiores e exteriores do ser. A sua poesia, marcada por uma linguagem evocativa e por uma profunda sensibilidade, aborda temas como a natureza, a espiritualidade e a busca por um sentido transcendente. Com uma voz lírica que se conecta com a tradição poética brasileira, Ribeiro dos Santos oferece reflexões sobre a relação do homem com o mundo, a fugacidade do tempo e a beleza intrínseca da existência. A sua obra é um convite à contemplação e à apreciação da dimensão poética do quotidiano.
Porto
1818 Lisboa
4405
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Ode Anacreôntica
Amor se queixa
Que está roubado;
Que os farpões, Nize,
Lhe tem furtado.
Em ira aceso,
Qual fero Marte
Te busca, ó Nize,
Por toda a parte.
Ah! tem jurado,
Que se te alcança,
Há de tomar
Crua vingança.
Mas tu não fujas,
De Amor não temas
Nem seta, ou dardo,
Ou vis algemas.
Se ele vier
Com fero ardor,
Põe-te risonha,
Ri-te de Amor.
Desses teus olhos
Com um só mover
O bravo Amor
Podes vencer.
Se contra ti
Os céus armar,
Dos deuses todos
Podes zombar.
Cum só volver
Dos olhos teus
Podes vencer
Amor e os céus.
Que está roubado;
Que os farpões, Nize,
Lhe tem furtado.
Em ira aceso,
Qual fero Marte
Te busca, ó Nize,
Por toda a parte.
Ah! tem jurado,
Que se te alcança,
Há de tomar
Crua vingança.
Mas tu não fujas,
De Amor não temas
Nem seta, ou dardo,
Ou vis algemas.
Se ele vier
Com fero ardor,
Põe-te risonha,
Ri-te de Amor.
Desses teus olhos
Com um só mover
O bravo Amor
Podes vencer.
Se contra ti
Os céus armar,
Dos deuses todos
Podes zombar.
Cum só volver
Dos olhos teus
Podes vencer
Amor e os céus.
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