
Bráulio de Abreu
Bráulio de Abreu é um poeta contemporâneo cuja obra se destaca pela exploração de temas como a memória, o tempo e a condição humana, abordados com uma linguagem lírica e introspectiva. A sua poesia convida à reflexão sobre as complexidades da existência, a efemeridade dos momentos e a procura de sentido. A sua escrita, marcada por uma sensibilidade apurada e uma visão particular do mundo, tem vindo a conquistar um espaço no panorama literário atual. A capacidade de Bráulio de Abreu em tecer versos que ressoam com a experiência individual e coletiva confere à sua obra uma relevância notável.
1980-12-20 Campo Grande, Mato Grosso do Sul Brasil
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Fim
(Para minha musa morta)
Tu partiste e eu fiquei sofrendo a vida,
Pois nosso amor morreu. A desventura
Tomou conta de mim, alma possuída
Pela desesperança que amargura.
Nosso amor foi manhã, quando nascida,
E hoje, que se acabou, é noite escura,
Ave que tomba pela dor ferida,
Sonho que não é berço: é sepultura.
Nosso amor floresceu em campo aberto...
Hoje, sem mais florir, lembra um deserto
Que de lembranças imortais se junca.
Tudo acabou, depois de tantos anos.
Resta, além de silêncio e desenganos,
Minha saudade que não morre, nunca.
Tu partiste e eu fiquei sofrendo a vida,
Pois nosso amor morreu. A desventura
Tomou conta de mim, alma possuída
Pela desesperança que amargura.
Nosso amor foi manhã, quando nascida,
E hoje, que se acabou, é noite escura,
Ave que tomba pela dor ferida,
Sonho que não é berço: é sepultura.
Nosso amor floresceu em campo aberto...
Hoje, sem mais florir, lembra um deserto
Que de lembranças imortais se junca.
Tudo acabou, depois de tantos anos.
Resta, além de silêncio e desenganos,
Minha saudade que não morre, nunca.
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