

Castro Alves
Antônio Frederico de Castro Alves foi um dos maiores poetas da literatura brasileira, conhecido como o "Poeta dos Escravos". Sua obra é marcada por um forte lirismo e por um engajamento social e político, com destaque para a defesa da abolição da escravatura. Sua poesia, vigorosa e apaixonada, empolgou multidões e serviu como instrumento de luta contra a injustiça, tornando-se um símbolo do romantismo abolicionista e da resistência contra a opressão.
1847-03-14 Curralinho, Castro Alves, Bahia, Brasil
1871-07-06 Salvador, Bahia, Brasil
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NO ÁLBUM DO ARTISTA
Luís C. Amoedo
Nos tempos idos... O alabastro, o mármore
Reveste as formas desnuadas, mádidas
De Vênus ou Friné.
Nem um véu pra ocultar o seio trêmulo,
Nem um tirso a velar a coxa pálida...
O olhar não sonha... vê!
Um dia o artista, num momento lúcido,
Entre gazas de pedra a loura Aspásia
Amoroso envolveu.
Depois, surpreso! ... viu-a inda mais lânguida...
Sonhou mais doido aquelas formas lúbricas...
Mais nuas sob um véu.
É o mistério do espírito... A modéstia
É dos talentos reis a santa púrpura...
Artista, és belo assim...
Este santo pudor é só dos gênios!—
Também o espaço esconde-se entre névoas...
E no entanto é... sem fim!
Nos tempos idos... O alabastro, o mármore
Reveste as formas desnuadas, mádidas
De Vênus ou Friné.
Nem um véu pra ocultar o seio trêmulo,
Nem um tirso a velar a coxa pálida...
O olhar não sonha... vê!
Um dia o artista, num momento lúcido,
Entre gazas de pedra a loura Aspásia
Amoroso envolveu.
Depois, surpreso! ... viu-a inda mais lânguida...
Sonhou mais doido aquelas formas lúbricas...
Mais nuas sob um véu.
É o mistério do espírito... A modéstia
É dos talentos reis a santa púrpura...
Artista, és belo assim...
Este santo pudor é só dos gênios!—
Também o espaço esconde-se entre névoas...
E no entanto é... sem fim!
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