

Emílio Moura
Emílio Moura é um poeta cuja obra se destaca pela introspeção e pela exploração da condição humana. A sua poesia navega entre o quotidiano e o transcendente, abordando temas como a passagem do tempo, a efemeridade da vida e a busca por sentido num mundo em constante mudança. Com uma linguagem cuidada e uma sensibilidade apurada, constrói versos que ressoam pela sua profundidade e pela capacidade de evocar emoções universais.
1902-08-14 Dores do Indaiá
1971-09-28 Belo Horizonte
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Calmaria
Água estagnada
nuvem parada,
folha perdida,
pássaro de asa
partida.
¾ Ó vento que morreis,
de leve, de leve,
despertai!
Luz que se apaga,
sombra diluída,
névoa que vaga,
voz que se cala,
ferida.
¾ Ó voz que adormeceis
de manso, de manso,
gritai, gritai!
Tímida esperança,
pálido desejo:
a tarde tão mansa,
tão lânguida a noite
que vem.
¾ Ó alma náufraga,
como tudo o mais:
desesperai!
nuvem parada,
folha perdida,
pássaro de asa
partida.
¾ Ó vento que morreis,
de leve, de leve,
despertai!
Luz que se apaga,
sombra diluída,
névoa que vaga,
voz que se cala,
ferida.
¾ Ó voz que adormeceis
de manso, de manso,
gritai, gritai!
Tímida esperança,
pálido desejo:
a tarde tão mansa,
tão lânguida a noite
que vem.
¾ Ó alma náufraga,
como tudo o mais:
desesperai!
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