
Fábio Afonso de Almeida
Fábio Afonso de Almeida é um poeta cuja obra se distingue pela exploração de temas existenciais e pela lírica introspectiva. A sua escrita, marcada por uma linguagem cuidada e um ritmo cadenciado, convida à reflexão sobre a condição humana, o tempo e a memória. As suas composições poéticas frequentemente evocam paisagens interiores e a complexidade das emoções, estabelecendo um diálogo íntimo com o leitor.
1847-11-30 Santa Bárbara
1909-06-14 Rio de Janeiro
11906
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Madrugada
Que noite estranha aquela.
Vagando sozinho pelas ruas
Sentia ainda na carne teu calor
E no cérebro a dureza das tuas palavras.
A lua pálida, distante
Parecia patética e indiferente
A saltar de beiral em beiral
No cimo das casas antigas.
Parecia zombar:
Vai, seu cabeça oca, vai novamente
Vai encontrar a solidão que te persegue
Chorar mais uma vez o abandono.
Quem te mandou sonhar?
Vagando sozinho pelas ruas
Sentia ainda na carne teu calor
E no cérebro a dureza das tuas palavras.
A lua pálida, distante
Parecia patética e indiferente
A saltar de beiral em beiral
No cimo das casas antigas.
Parecia zombar:
Vai, seu cabeça oca, vai novamente
Vai encontrar a solidão que te persegue
Chorar mais uma vez o abandono.
Quem te mandou sonhar?
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