

Carlos Soulié do Amaral
Carlos Soulié do Amaral foi um poeta português, cujos versos exploram a melancolia, a efemeridade do tempo e a introspeção existencial. Sua obra, embora menos conhecida em larga escala, é valorizada pela sensibilidade lírica e pela profundidade com que aborda temas universais. A sua poesia, frequentemente associada a uma estética mais íntima e reflexiva, convida à contemplação e à comunhão com os sentimentos humanos mais profundos.
1944-07-14 São Paulo
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Espelho III
Enquanto nessa frente fria brilha
o peso do passado, o contratempo
do presente se torce numa trilha
sem saída aparente. E sem retorno.
Então é que se faz urgente ver
de novo o que há de novo longe e fora
da fira frente, e mergulhar no forno
do dia, e incandescer todo o universo.
Se o que contempla não enxerga mais
em si o portal da lendas e aventuras,
há que entender o espelho de outro modo
e ser, do que se vê, o contrário, o inverso.
o peso do passado, o contratempo
do presente se torce numa trilha
sem saída aparente. E sem retorno.
Então é que se faz urgente ver
de novo o que há de novo longe e fora
da fira frente, e mergulhar no forno
do dia, e incandescer todo o universo.
Se o que contempla não enxerga mais
em si o portal da lendas e aventuras,
há que entender o espelho de outro modo
e ser, do que se vê, o contrário, o inverso.
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