

João Soares Coelho
João Soares Coelho foi um poeta português do século XVII, autor de uma obra notável pela sua religiosidade e pela sua vertente moralizante. A sua poesia, inserida no contexto do Barroco português, reflete uma profunda preocupação com a transitoriedade da vida e a busca pela salvação divina. Embora não seja tão amplamente conhecido como outros poetas da sua época, Coelho deixou um legado significativo pela sua expressão lírica e pelo seu misticismo.
Cinfães
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Ai Meu Amigo, Se [Vós] Vejades
Ai meu amigo, se [vós] vejades
prazer de quanto no mund'amades:
levade-me vosc', amigo.
Por nom leixardes mi, bem talhada,
viver com'hoj'eu vivo coitada,
levade-me vosc', amigo.
Por Deus, filhe-xi-vos de mim doo;
melhor iredes migo ca soo:
levade-me vosc', amigo.
prazer de quanto no mund'amades:
levade-me vosc', amigo.
Por nom leixardes mi, bem talhada,
viver com'hoj'eu vivo coitada,
levade-me vosc', amigo.
Por Deus, filhe-xi-vos de mim doo;
melhor iredes migo ca soo:
levade-me vosc', amigo.
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